Contra a mentira e o medo, a arte e a coragem se mostraram a melhor resposta
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Com Lula reeleito o risco de extinção do Ministério da Cultura é afastada, mas o novo Congresso Nacional pode interferir nos programas atuais
Da outra margem do rio nos avisou: o Brasil é o meu abismo. Convidamos artistas e pensadores para homenagear Jomard Muniz de Britto
“Não é tempo de mortos / é tempo de vida e de vivos”. É preciso e necessário que alguém saiba do Indizível."
A importância de Jomard transcende o cenário pernambucano. Talvez não tenha alcançado a projeção nacional massiva que teria se tivesse nascido ou morado no eixo Rio–São Paulo, mas a sua marca na cultura é imensa
Há em JMB uma força interpretativa que dessacraliza a institucionalidade e as posturas políticas moralistas
Extremamente culto, Jomard era também devoto de Nossa Senhora da Conceição e da graça popular. Amava Proust e amava os botecos; amava a filosofia e a epistemologia do baixo meretrício
Me espantava sua recusa a qualquer forma de reconhecimento institucional, como se precisasse preservar, a todo custo, uma liberdade que não se deixava capturar por títulos
O filme "JMB, O Famigerado" é o meu atentado de bricolagem audiovisual. Uma peleja filmada, confortável e desconfortavelmente, por sua bisneta Lucética
Jomard Muniz de Britto foi o intelectual mais radicalmente fluido, criativo e aberto que conheci










