Queens of The Stone Age
Perfecth
Matador, 2026. Gênero: Rock
Em seu nono disco, Josh Homme e companhia trocam os riffs pesados e agitados por uma proposta mais lenta, reflexiva e até mais complexa. Em 30 anos de carreira, o Queens of the Stone Age ficou conhecido pelo tom niilista do chamado stoner rock, aquele som feito para bater cabeça, para curtir de forma descompromissada.
Esse hedonismo fez parte da proposta estética do QOTSA, mas já dava sinais de cansaço desde In Times New Roman…, o mais agressivo dos trabalhos da banda. Os fãs sempre terão a um clique de distância excelentes exemplos do estilo bruto do grupo nos ótimos Era Vulgaris (2007) e nos primeiros Rated R (2000) e Songs of The Deaf (2002).
Por isso, é uma grata surpresa este Perfecth, um álbum que dá conta de inquietações do grupo sobre o amor. As letras falam de paixão, remorso e angústias que envolvem qualquer relação. A voz de Homme também busca inovações em relação ao que já estávamos acostumados em suas interpretações, com destaque para “Insignificant Other”, com sua guitarra blueseira e vocais lamuriosos. Já “Sunday” lembra David Bowie na fase Blackstar.

A faixa que talvez melhor se assemelhe ao Queens of the Stone Age de antes seja “Where the Goth Girls At?”, mas ainda assim com uma levada bem mais calma e cadenciada. Para quem acompanha o rock de perto, é interessante se surpreender com veteranos correndo riscos em álbuns como este.
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