A Cinemateca Pernambucana, o Festival Noturno e a plataforma Cinelimite realizam, neste sábado (17/10), às 15h50, uma sessão especial em homenagem ao cineasta, poeta, filósofo e professor Jomard Muniz de Britto, que morreu na última segunda-feira (12/10), aos 89 anos. A exibição gratuita ocorre no Cinema da Fundação (sala Museu), em Casa Forte, no Recife (PE), reunindo obras marcadas pela experimentação e pelo diálogo entre crítica cultural, literatura e linguagem cinematográfica.
A programação exibirá quatro filmes dirigidos por Jomard Muniz de Britto e uma produção em que o autor figura como protagonista: O Palhaço Degolado (1977), Inventário de um Feudalismo Cultural Nordestino ou Fricção Histórico-Existencial (1978), Jogos Frutais Frugais (1979), Noturno em Ré-cife Maior (1981) e Coração do Cinema (1983) — este último dirigido por Geneton Moraes Neto e Paulo Cunha a partir de texto de Vladimir Maiakovski.
As cópias exibidas integram processos recentes de preservação e restauração conduzidos por iniciativas como o projeto Jomard Muniz de Britto: Preservação, Pesquisa e Difusão, a Sessão Indeterminações, o Janela Internacional de Cinema do Recife e a Cinemateca Pernambucana.
Referência da vanguarda e da contracultura no Estado, Jomard teve sua obra diretamente ligada à criação do Festival Noturno, cujo nome homenageia o curta-metragem lançado pelo realizador em 1981. A sessão reúne esforços de conservação e difusão do acervo audiovisual pernambucano, garantindo o acesso público à produção experimental do artista.
Serviço
Sessão Especial em Homenagem a Jomard Muniz de Britto
Quando: Sábado, 17 de outubro de 2026, às 15h50
Onde: Cinema da Fundação / Sala Museu (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife – PE) Quanto: Entrada gratuita (com distribuição de ingressos na bilheteria antes da sessão)
A Revista O Grito! publica uma série de relatos em homenagem ao poeta, cineasta e filósofo Jomard Muniz de Britto, que nos deixou no último dia 12/10. Jomard foi um dos mais inquietos pensadores pernambucanos e um irreverente agitador cultural. Sua influência se alargou por várias décadas, desde os anos 1960, e influenciou diferentes gerações de artistas.
Leia os textos
– Jomard Muniz de Britto e o desejo de “investigar tudo ou inventariar o nada”, por Yeda Bezerra de Melo
– Jomard Muniz de Britto, a estrela demolidora, por Pedro Nunes Filho
– Brasileiríssimo, Jomard sempre será o intelectual que não tira os pés do chão, por Fabiana Moraes
– Jomard Muniz de Britto e a curiosidade inesgotável, por Angela Prysthon
– “Jomard Muniz de Britto fomentava fomenta lições de inconformismo”, por Luci Alcântara
– “Jean-Luc Jomard”, por Paulo Cunha


