CINE PE premia “Resta Um” como melhor filme em noite marcada pelo adeus a Alfredo Bertini

O pernambucano Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE) levou o troféu de melhor curta-metragem nacional

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Sandra Bertini fez homenagem ao marido, que morreu dias antes do encerramento do festival. (Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação).
Teatro do Parque, Boa Vista, Recife (PE)

A 30ª edição do CINE PE chegou ao fim na noite deste domingo (7) e premiou Resta Um, de Fernando Ceylão (GO/RJ), com a Calunga de Melhor Filme pelo Júri Oficial. O longa também recebeu os prêmios de melhor roteiro, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante. 

A noite de encerramento também foi marcada por homenagens ao idealizador do festival, Alfredo Bertini, que morreu dias antes do término desta edição de 30 anos. “Vivemos dias muito difíceis, mas também muito bonitos. Recebemos demonstrações de carinho de todos os lugares do Brasil. Dos realizadores, dos convidados, da imprensa, dos parceiros e da nossa equipe”, disse Sandra Bertini, diretora do festival e esposa de Alfredo.

“Foi uma edição marcada por um sentimento muito especial, porque ao mesmo tempo em que sentimos a ausência de Alfredo, celebramos tudo o que ele construiu. O amor que ele dedicou ao cinema voltou para nós em forma de acolhimento. Tenho certeza de que ele estaria muito feliz e emocionado com tudo o que aconteceu aqui”, completou Sandra Bertini.

A cerimônia de encerramento também trouxe uma homenagem à Gullane Entretenimento, uma das mais importantes produtoras do audiovisual brasileiro. Representando a empresa, Fabiano Gullane recebeu a Calunga Dourada em reconhecimento à contribuição da produtora para o fortalecimento do cinema nacional. “Eu fiquei muito emocionado quando o Alfredo e a Sandra me chamaram. O Bicho de 7 Cabeças foi o primeiro filme da Gullane e foi muito importante pra gente estar aqui com ele. Então, a história da Gullane se mistura com a do CINE/PE.” 

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Os vencedores desta edição reunidos no palco. (Foto: Felipe Souto Maior/Divulgação).

Os vencedores

Resta Um, de Fernando Ceylão (GO/RJ), foi o grande vencedor da noite e levou os prêmios de melhor filme, melhor roteiro, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante. O prêmio de melhor direção ficou com Eliza Capai, por A Fabulosa Máquina do Tempo (RJ), filme que também recebeu as Calungas de melhor trilha sonora, melhor atriz e foi escolhido pela Abraccine como melhor longa-metragem da edição.

Na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais, o destaque foi Os Arcos Dourados de Olinda, de Douglas Henrique (PE), vencedor da Calunga de melhor filme, além dos prêmios de melhor roteiro e melhor montagem. “Esse filme foi feito a partir da coletividade das histórias. Esse é o cinema em que acredito: um cinema feito em Pernambuco e para as pessoas de Pernambuco”, destacou Douglas Henrique.

Já na Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos, o grande vencedor foi Os Ursos e Nós, de Maria Acselrad, que conquistou os prêmios de melhor filme, melhor direção, melhor edição de som, melhor trilha sonora e também o Prêmio Especial do Público. “Eu perguntei aos Ursos o que eles gostariam de dizer e a resposta foi uníssona: a La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro. Mas eles não querem só dinheiro, não. Eles querem o fortalecimento da cultura”, pontuou Maria Acselrad, diretora do filme.

CONFIRA A LISTA DE VENCEDORES:

LONGAS METRAGENS 

Filme: “Resta Um”, De Fernando Ceylão de Goiás e Rio de janeiro 

Prêmio Especial do Público: “Mapas”, de Rafael Lobo.

Diretor: Eliza Capai, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro

Roteiro: Fernando Ceylão, pelo filme “Resta Um” de Goiás e Rio de Janeiro

Fotografia: Emília Silberstein, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal

Montagem: Rafael Lobo e Tainá Menezes, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal

Edição de Som: Olivia Hernandez, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal

Direção de Arte: Débora Padial e Laís Vieira, pelo filme “Doutor Monstro” do Paraná e São Paulo

Trilha Sonora: Décio 7, pelo filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro

Ator: Caíque Copque, pelo filme “Mapas” do Distrito Federal

Atriz: O coletivo de atrizes do filme “A Fabulosa Máquina do Tempo” do Rio de Janeiro

Ator Coadjuvante: Ítalo Martins, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro

Atriz Coadjuvante: Perla Carvalho, pelo filme “Resta Um” de Goiás e do Rio de Janeiro

MOSTRA PERNAMBUCO

Filme: “Os Ursos e Nós”, de Maria Acselrad

Prêmio Especial do Público: “Magritte”, de Tom Nogueira

Direção: Maria Acselrad, pelo filme “Os Ursos e Nós”

Roteiro: Eduardo Santiago, pelo filme “Velha Roupa Colorida”

Fotografia: Willian Tenório, pelo filme “Salam”

Montagem: Rafaela Albuquerque e Williian Tenório, pelo filme “Salam”

Edição de Som: Felipe Peixoto, pelo filme “Os Ursos e Nós”

Direção de Arte: Andrew Gladson e Eduardo Padrão, pelo filme “Medo Monstro”

Trilha Sonora: Sérgio Godoy, pelo filme “Os Ursos e Nós”

Ator: Beto Aragão pelo filme “Velha Roupa Colorida”

Atriz: o júri da mostra de curta-metragens pernambucanos decidiu declarar deserta a categoria de melhor atriz.

MOSTRA NACIONAL

Filme: “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, de Pernambuco

Prêmio Especial do Público: “Mercado Central”, de Tássia Dhur.

Direção: Daniel Jaber e Lu Damasceno, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais

Roteiro:  Arnon Hochman e Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco

Fotografia: Danilo Rosa, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão

Montagem: Douglas Henrique, pelo filme “Os Arcos Dourados de Olinda” de Pernambuco

Edição de Som: Jonts Ferreira, pelo filme “O véu” do Rio Grande do Sul

Direção de Arte: Neila Albertina, pelo filme “Mercado Central” do Maranhão

Trilha Sonora: Heitor Martins Oliveira, pelo filme “Da Aldeia à Universidade” do Tocantins

Ator: Daniel Jaber, pelo filme “João-de-Barro” de Minas Gerais

Atriz: Gleide Firmino, pelo filme “Via Sacra” do Distrito Federal

RESULTADO ABRACCINE

Melhor Longa-Metragem: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, do Rio de Janeiro

Melhor Curta-Metragem: “Mercado Central”, de Tássia Dhur, do Maranhão