Com estreia oficial no cinema nacional marcada para 6 de agosto, o filme Os Ruminantes é pré-exibido gratuitamente no Cinema São Luiz, localizado no bairro da Boa Vista (Centro), neste domingo (2). A partir das 19h, o documentário dirigido por Tarsila Araújo e Marcelo Mello alcança a tela e apresenta a história do roteiro nunca filmado, mas nunca esquecido, de A Hora dos Ruminantes.
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Escrito originalmente em 1967 por Luiz Sergio Person e Jean-Claude Bernardet e baseado no livro homônimo do escritor goiano José Veiga, o roteiro de A Hora dos Ruminantes tinha potencial para marcar o Cinema Brasileiro. No entanto, teve a história esquecida sobre a Ditadura Militar nas décadas de 1960 e 1970.
O romance de José J. Veiga narra a história de Manarairema, uma cidade pequena que amanhece sob a opressão e violência de homens estranhos, cujas intenções são desconhecidas. A chegada é seguida por duas invasões de animais: primeiro os cães, e depois os bois. Em ambos casos, os animais surgem sem explicação, em enorme número, ocupando todos os espaços públicos da cidade. Uma representação metafórica do golpe militar de 1964.
Nos 80 minutos de duração, Os Ruminantes (2026) traz entrevistas e relatos que relembram os tempos sombrios da ditadura e as consequências para a cultura brasileira. Uma das entrevistadas do filme é a cineasta Marina Person, filha de Luiz Sergio Person. O documentário traz ainda entrevistas de época do próprio Luiz, reconhecido como realizador do clássico O Caso dos Irmãos Naves, uma denúncia da tortura nos porões da Ditadura militar.

Além do resgate, o lançamento do documentário também é uma homenagem ao crítico cinematográfico brasileiro Jean-Claude Bernardet. Falecido em julho de 2025, concedeu diversas entrevistas para produção de Os Ruminantes.
Produzido pela Megafone Filmes, em coprodução com a Cinemateca Brasileira e distribuição da Bretz Filmes, o filme estreou em abril de 2025, na sessão Clássicos do Festival É Tudo Verdade, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi exibido também no Festival de Brasília, na Mostra Competitiva do Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP), no Festival Guarnicê de Cinema e ganhou três prêmios: no Festival de Cinema de São Bernardo (Melhor Documentário), no Festival de Santos (Melhor Direção) e no Festcine Itaúna (Grande Prêmio do Júri).


