Programas voltados para a cultura que tenham como temas centrais o cinema, o teatro, a literatura, a música e outras expressões artísticas não são o forte das cerca de 30 emissoras de rádio FM em operação na Região Metropolitana do Recife. Mas, nem tudo está perdido. A cultura nas ondas do rádio, hoje também transmitidas pelos serviços de streaming e plataformas digitais como o YouTube, tem nas duas principais emissoras públicas da cidade – as rádios Frei Caneca FM e Universitária FM – um lugar garantido.
Já nas emissoras comerciais onde prevalecem os programas musicais, esportivos, noticiosos, de prestação de serviços ou de variedades, a cultura só dá o ar de sua graça em uma ou outra inserção sob a forma de quadros. Entre elas, a Rádio Folha FM é a única que vai um pouco mais além. A constatação irrefutável, portanto, é que existe pouca oferta de programas dedicados às artes e os que estão no ar, em sua maioria, privilegiam o universo musical em seus conteúdos ou abordam a cultura apenas como entretenimento.
Outra coisa que chama a atenção é o fato de os programas de cultura produzidos no Recife, cidade reconhecida pela sua riqueza cultural e densidade intelectual e artística, limitarem-se apenas a fazer entrevistas com artistas e divulgar eventos. Quase não existe espaço permanente dedicado à crítica de cinema, teatro, literatura, artes visuais ou com reflexões sobre a cultura contemporânea. Algumas das poucas exceções são a coluna de cinema de Filipe Falcão na Rádio Jornal e o programa Toda Música Tem História, na CBN.

E é impossível não iniciar a nossa reportagem com a Rádio Universitária FM (99,9 FM), emissora que pertence à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e está no ar desde 1979. Ela integra, ao lado da TV Universitária e da Rádio Paulo Freire, o Núcleo de TV e Rádios Universitárias da UFPE, estando, portanto, naturalmente ligada ao ensino, à pesquisa, à extensão e à difusão cultural. Ela exerce um papel que poucas emissoras ainda desempenham no Brasil, que é a preservação da memória musical pernambucana; a divulgação de artistas independentes e abertura de espaço para temas que raramente aparecem no rádio comercial.
A Universitária FM tem nada menos que 22 programas dedicados à cultura. A maior parte deles são voltados para a cultura musical, alguns com uma longa trajetória na emissora como é o caso de O Tema É Frevo (sábado e domingo às 16h), no ar desde outubro de 1967 e apresentado, desde a primeira edição, pelo radialista e pesquisador Hugo Martins.
Entre os programas voltados para difusão da música independente e artistas locais, um dos destaques é o Coquetel Molotov (segunda a sexta 15h), apresentado desde 2004 pelo jornalista e produtor cultural Jarmeson de Lima (e que, de alguma forma, deu origem ao festival No Ar Coquetel Molotov). Além dos programas que mesclam informação, música e entrevistas, na grade da emissora encontramos programas sobre literatura – O Povo do Livro (sábado 10h) e Verso e Melodia (sábado 6h) – e as revistas eletrônicas 99 Graus (segunda a quinta 11h) e InterD (quarta 20h). A 99 Graus é produzida e apresentada por Cássio Uchôa e Nathália D’Emery, atual coordenadora de programação da Universitária FM.

Uchôa observa que eles trabalham com uma equipe bastante reduzida para atender o número considerável de pautas que chegam até a emissora. “A gente prioriza os conteúdos locais, circunscritos da Região Metropolitana do Recife, onde a rádio opera no dial, seguindo critérios de interesse público, diversidade cultural, privilegiando eventos e programações gratuitas, artistas que atuam na região e a música produzida no estado”, diz.
Por ser uma rádio pública, D’Emery ressalta que eles buscam ir além do que é oferecido massivamente por emissoras comerciais, mas também tentando se descolar de um conceito de cultura erudita e elitista. “Damos espaço para as diversas formas culturais, olhando para as manifestações tradicionais do estado e as novas movimentações, priorizando especialmente a cena independente”, completa.
Eles reconhecem que, historicamente, a Universitária FM, na sua abordagem da cultura e das artes, deu sempre mais espaço aos programas musicais. ”Imagino que isso venha muito de uma classe artística da música do nosso estado que reivindica muitos espaços como este para a difusão das suas obras. E eu particularmente acredito na música como a linguagem artística mais acessível no rádio para que se chegue a outras expressões da cultura”, diz Uchôa. Ele aponta os bons programas de literatura, cinema e teatro da emissora nos quais a música se integra perfeitamente.
Como emissora pública, a prioridade da Universitária é a relevância social e a diversidade cultural dos seus conteúdos e não a disputa por faturamento publicitário e pontos de audiência. No entanto, D’Emery entende a importância de se acessar pesquisas tradicionais, como IBOPE, por exemplo, como ferramentas que possam nortear o seu trabalho e medir a relevância da emissora.
“Não dispomos de recursos para esse tipo de análise de audiência, mas nos orientamos por outros dados, como interação por rede social, acessos ao streaming por aplicativos de rádio e, principalmente, por participação dos ouvintes por whatsapp e telefone. Esse engajamento orgânico favorece nosso entendimento da fidelização do público e do perfil de quem escuta a Universitária, e acredito que cria também um senso de comunidade com nossos ouvintes”, diz D’Emery.
O diálogo com o público, segundo ela, “faz com que a gente saiba que está cumprindo nossa função social, e nos relacionando com o ouvinte de uma forma que a lógica comercial não consegue”. D’Emery observa que os programas culturais com mais audiência são os mais antigos. “Almoço Musical (vai ao ar todos os dias 12h), que há mais de 40 anos valoriza a música instrumental, com espaço certo para instrumentistas brasileiros; ou programas como Forró, Verso e Viola (segunda a sexta 16h), com Ivan Ferraz, que está na grade há mais de 25 anos ou O Tema é Frevo, com Hugo Martins, que está no ar desde a fundação da rádio (ainda em AM) são os carros-chefe da emissora”.
Como coordenadora de programação, D’Emery constata que a Universitária FM tem uma forte audiência pelo dial, mas que hoje está abaixo da sua potência. Ela informa que essa potência deve aumentar no próximo ano, com a aquisição de um novo transmissor, num processo que já está em andamento pela Reitoria da UFPE.
Frei Caneca FM
Embora compartilhem o mesmo compromisso com a cultura, a Rádio Frei Caneca FM (101.5 FM) tem um perfil mais urbano e contemporâneo, com forte abertura para música independente, novas linguagens, movimentos culturais e debates públicos. Planejada com a intenção de projetar a história do Recife nas ondas sonoras, o projeto da rádio pública da cidade surgiu em 1959, na terceira legislatura do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB).
Anos depois, em 2016, o Ministério das Comunicações concedeu a outorga e a ideia deixou o papel para se materializar na atual Rádio Frei Caneca FM. Apesar do hiato considerável, o plano de transmitir a ebulição segue firme e refletida no compromisso em pautar a cena cultural da cidade.
“A partir do momento que se instituiu uma comissão para tirar a rádio do papel, ela continuou com a cultura no cerne. A Frei Caneca nasceu a partir de mais de 50 reuniões públicas com a sociedade civil organizada quando foram criados critérios e diretrizes para nortear a programação e a cultura está muito presente em várias dessas propostas”, compartilha a gerente de programação da Rádio Frei Caneca, Priscila Xavier.

Na programação da emissora, um dos destaques é o programa BR-101.5, apresentado pela radialista Gabriele Alves. O programa tem as duas horas de duração diárias (9h às 11h, de segunda a sexta) dedicadas à agenda cultural do Recife. Sintetizado na vinheta de abertura “música, teatro, cinema, artes visuais e o que mais couber no baú desse caminhão passam pelas estradas do BR-101.5”, o propósito, desde a primeira transmissão em março de 2021, é pautar a diversidade da cidade enquanto aproxima o ouvinte do artista que se junta à boleia metafórica para falar sobre a produção autoral ao microfone.
Com propostas particulares, os demais programas não fogem à essência da emissora. Conduzido pela jornalista Janaína Serra, o Relicário cruza a busca pela leveza e beleza cotidianas com a literatura (sempre das 8h às 9h, com reapresentação às 17h). Ao meio-dia, o programa de caráter informativo Calor da Rua sob a direção da radialista Luizy Silva, é acompanhado pelo lembrete de que a promoção da cultura também é garantia de direitos.
Papo de Artista apresentado pelo jornalista e ator Manoel Constantino, nas sextas-feiras às 15h, é um perfil radiofônico dos artistas convidados, tanto locais como do Brasil. Além dos programas, a Frei Caneca FM é reconhecida pela seleção musical com curadoria de Iori Fragoso. Diversa e sem se ater a modismos, ao longo da programação o ouvinte pode ouvir desde frevo à psicodelia, maracatu à brega funk e forró à MPB, contanto que seja de autoria pernambucana, brasileira ou latino-americana.
Vale lembrar que a lista acima faz parte da programação da casa, pois a Frei Caneca FM também conta com a participação da sociedade civil como diferencial. Programas com temáticas diversas submetidas pelo público por meio de edital público são escolhidos para compor a programação. A pluralidade de vozes expressa pela participação de pessoas pretas, indígenas, LGBTQIA+ e com deficiência é critério de seleção.

“Recife tem uma cultura muito grande que exige pesquisa; exige receber, conversar e, principalmente, ouvir o que os artistas pedem e precisam, que é justamente esse espaço que proporciona entrevistas, programas, interprogramas e o que mais a gente conseguir fazer na grade para ter essas vozes ouvidas”, explica Xavier.
Já com uma década no ar, a Rádio Frei Caneca FM é, sem dúvida, um instrumento de exercício da democracia, pois tornou-se um espaço buscado pelos artistas, que desejam se sentir em casa, e pelo público, que sente a força de se criar intimidade com a produção cultural local. “Um artista que diz na rede social ‘poxa, eu nunca achei que minha música fosse tocar na rádio e tá tocando’ nos alimenta e diz que a gente está no caminho certo”, conclui Xavier.
Rádio Paulo Freire
No espaço das emissoras públicas, devemos incluir a Rádio Paulo Freire FM, também integrante do Núcleo de TV e Rádios Universitárias da UFPE. Tendo como principal missão a formação profissional dos alunos dos cursos de Comunicação Social da instituição, a Rádio Paulo Freire segue os valores da comunicação pública, ou seja, busca a pluralidade e a diversidade de vozes pautadas no valor da cidadania.
No momento a emissora está exclusivamente na internet, mas segundo a sua coordenadora geral e pedagógica Paula Reis, o processo de migração para a Frequência Modulada deverá se concluir até o final do ano e vai ocupar a frequência 80.1.
Com boa parte da programação conduzida pelos alunos, a cultura permeia a grade da emissora com produções próprias como o programa O Que Tem Para Hoje, transmitido às 10h (segundas, quartas e quintas) e às 14h (terças, quartas e quintas) e o Cadeira na Rua, voltado para o debate de ideias e cultura periférica, que vai ao ar nas quartas-feiras às 11h, com reprise na Universitária FM às 9h do domingo.

Há também os programas provenientes das chamadas públicas realizados por produtores independentes, entre eles destacam-se o Educação e Humanidades (quarta 13h) e Papo no Auge (quinta 12h30), que abordam entre outros assuntos, temas ligados à cultura – livro, filme, dança, teatro, etc. Já os programas Musicac (quarta ao meio-dia) e Estação do Jazz (sexta ao meio-dia) estão focados exclusivamente em música.
Segundo Paula Reis, a emissora procura dar espaço a produções culturais que não têm muita visibilidade na mídia comercial, que representam pessoas ou grupos que sofrem discriminação e que atuam no combate às injustiças sociais. “Tudo aquilo que contribui para o livre pensar e para a emancipação humana pode ser abordado na Rádio Paulo Freire”.

Como acontece nas demais emissoras, as principais pautas dos programas culturais estão direcionadas para a música. “Isso acontece, acredito, talvez pela familiaridade das equipes realizadoras com essa expressão cultural, mas também damos espaço para as outras artes como fotografia, literatura, teatro, cinema etc.”, afirma Reis. Ela lembra que durante toda a programação há inserts com declamação de poetas populares.
Rádio Folha FM
Entre as emissoras comerciais, a Rádio Folha FM (96.7 FM) pode ser considerada um peixe fora d’água do segmento pela forma como encara a cultura na sua programação. Localizada no bairro do Recife, área central da cidade, ela alcança os ouvintes de toda a Região Metropolitana do Recife. Inaugurada em agosto de 2004, ela possui uma outorga de concessão de rádio educativa, embora opere com uma programação voltada ao jornalismo, prestação de serviços e entretenimento popular, porém sem anúncios publicitários.
A emissora é unida ao jornal impresso e digital Folha de Pernambuco, veículo de comunicação do Grupo Eduardo Queiroz Monteiro (Grupo EQM). O slogan “Informação e Música de Qualidade” sintetiza a programação cotidiana da rádio. Pela manhã, o horário nobre da emissora é preenchido com prestação de serviços, reportagens e entrevistas em que o cotidiano e a política local são os destaques. À tarde, a música passa a integrar a transmissão que foca principalmente em pautas culturais. Na faixa noturna, a política retorna aos ouvidos acompanhada do conteúdo musical.
Com esse perfil é lícito perguntar então qual o espaço ocupado pela cultura em uma emissora conhecida particularmente pela cobertura política? “A Rádio Folha veio a partir de uma pesquisa feita pelo grupo EQM onde se identificou que o público recifense sentia falta de jornalismo e de uma rádio mais na linha MPB”, afirma a gerente de jornalismo e programação da rádio, Marise Rodrigues. Na história da Folha FM, noticiário e cultura nunca andaram separados. Como complementa Rodrigues: “É cultura junto com discussões da sociedade”.

Sem jabá e uma curadoria pautada na ética jornalística, a emissora busca a pluralidade de pautas culturais e vozes para as representar. “O tal do ‘jabá’ era muito comum na rádio. As gravadoras e artistas davam dinheiro ou brindes para as rádios tocarem a mesma música várias vezes. Quando cheguei aqui na Folha, reuni todos e falei: ‘não preciso nem ver, nem descobrir, se eu sonhar que teve jabá, eu demito’”, contextualiza Rodrigues.
Musicalmente, a responsabilidade fica na conta do programador musical Marco Aurélio. Dentro de um anexo ao estúdio radiofônico, o profissional senta junto a uma coleção de CDs que preenche uma das paredes. Além disso, atualiza-se diariamente com as novidades e os pedidos dos ouvintes solicitados pelo número do WhatsApp. A seleção musical pode ser ouvida entre os intervalos e, principalmente, no programa Folha Musical, veiculado de 13h às 14h e de 20h às 00h, todos os dias.
Já de 14h às 18h, o programa Folha na Tarde, apresentado pela radialista Simone Ventura, divide-se em três entrevistas produzidas e transmitidas ao vivo de segunda a sexta para abarcar toda a efervescência cultural. Junto a gerente de programação, Ventura planeja uma edição que receba representantes de todas as vertentes artísticas. Seja por meio da música, do teatro, da dança, do cinema ou das artes visuais, o importante é refletir sobre as questões sociais associadas à cultura.
“Eu não sou especialista em tudo, mas preciso estar atenta aos assuntos sociais que envolvam mulheres, negritude, identidade de gênero, comunidade LGBTQIA+. Naturalmente eu preciso estar envolvida como especialista, mas como pessoa que vai colocar essa pessoa em um protagonismo que a faça ser percebida pelas ondas do rádio. O Folha na Tarde é muito mais social do que entretenimento”, diz Simone Ventura.
Com isso em mente, o objetivo da radialista passa a ser criar um ambiente confortável para que o convidado se sinta acolhido e a informação melhor compartilhada. Na prática, a postura transforma o estúdio em um espaço de escuta atenta que recebe desde nomes consagrados da música pernambucana até representantes de coletivos culturais, pesquisadores, artistas independentes e projetos sociais.
Além disso, Ventura faz questão de destacar o rádio como veículo capaz de estimular a ocupação da cidade por meio da divulgação da agenda cultural: “A gente não pode considerar o serviço de pautar a agenda cultural da cidade como algo longe de ser essencial. Imagina uma pessoa que nunca foi ao teatro e descobre que tem total chance de ir porque Simone Ventura falou que o espetáculo é gratuito”, explica.
Por meio do cruzamento entre ética jornalística, agenda cultural da cidade e debates sobre direitos humanos e educação, o Folha na Tarde amplia o entendimento de cultura para além da divulgação. A programação transforma artistas e agentes culturais em protagonistas à medida que oferece a visibilidade que dificilmente encontrariam na programação de um veículo comercial.
Com o quadro de entrevistas como carro-chefe, o Folha na Tarde também conta com os quadros “Radar Político”, “Folha Pet”, “Tecnologia e Game” e “F Motors”, originalmente veiculados pelo portal digital do veículo e adaptados para a linguagem do rádio.
Colunas e quadros
A coluna Sessão de Cinema, produzida e apresentada pelo jornalista e professor Filipe Falcão, na Rádio Jornal (90.3 FM), é um dos poucos espaços dentro da programação cultural das rádios locais em que além de informação há o exercício da opinião. Com duração média de 15 minutos, ela é um dos quadros do programa Comando Geral que vai ao ar aos sábados à tarde.

“Ao fazer críticas dos filmes, eu tento usar uma linguagem de fácil compreensão, mas isso não significa que eu faça uma abordagem superficial. Na escolha dos filmes que vou comentar eu penso no que interessa para o meu ouvinte, eu dou mais espaço para um filme que eu sei que tem um grande apelo popular, no entanto, falo também de um filme coreano premiado que vai estrear”, diz Filipe.
Falcão conta que não deixa de fora da pauta os lançamentos de filmes brasileiros e sempre abre espaço para o cinema local. “Quando tem algum filme pernambucano entrando em cartaz, eu digo ao pessoal: vai estrear um filme pernambucano, ele é legal, vamos assistir! Faço o mesmo, por exemplo, se for uma mostra gratuita de filmes brasileiros: é uma oportunidade única de ver filmes nacionais de graça no Teatro do Parque, não percam!”
A resposta dos ouvintes, agradecendo as dicas e sugestões, é gratificante para Falcão. “A minha maior alegria é quando reconhecem minha voz na rua, já aconteceu de taxistas, garçons, porteiros virem falar comigo e comentar os filmes, uns dizendo que gostaram do filme que comentei, outros discordando. Fazer a coluna para mim é muito prazeroso, gosto de me comunicar pelo rádio e acho importantíssimo você ter uma variedade de programas culturais.
Focada em Jornalismo 24 horas por dia, a CBN Recife (105.7 FM), afiliada à Rede CBN, com concessão em Olinda e sinal voltado para a Região Metropolitana, não tem um programa exclusivo para divulgação cultural diária. Ela só tem alguns quadros informativos no decorrer de sua programação.
Toda quinta, às 16h45, em um quadro com duração de 3 a 5 minutos, a jornalista e produtora do programa CBN Total, Marcelle Reis, comenta os principais lançamentos no cinema e nas plataformas de streaming. Durante a programação do Jornal da CBN, nas edições de sábados e domingos, às 8h50, o quadro Agenda Cultural destaca as principais atividades na música, arte, teatro e cinema disponíveis para o público.
O único programa inteiro dedicado a uma expressão artística na CBN é o Toda Música tem História. Ele vai ao ar nas sextas-feiras, das 11h às 12h. Apresentado por Geraldo Freire, acompanhado do multiartista Walmir Chagas e do cantor e pesquisador Daniel Bueno, aborda os bastidores e curiosidades de diversos gêneros da música popular brasileira.
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