Yayoi Kusama, artista japonesa, morre aos 97 anos

A artista plástica transformou suas alucinações em arte e virou a "rainha das bolinhas"

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Yayoi Kusama era fascinada por abóboras. (Foto: Yue-Ting Lin/ Unsplash)

Yayoi Kusama, artista plástica japonesa famosa por suas obras psicodélicas e cheias de bolinhas, morreu no dia 14 de agosto, segundo nota postada nesta quinta-feira (27) pelo Museu Yayoi Kusama e pela Fundação Yayoi Kusama, aos 97 anos. Kusama vivia em uma instituição psiquiátrica, onde se internou voluntariamente em 1977, e faleceu em um hospital de Tóquio.

A artista teve uma infância conturbada com sua mãe, que a censurava e a proibia de pintar, e começou a experienciar alucinações, que inspiraram seu processo artístico, já na infância. Em suas alucinações, via flores se espalhando pelos cômodos, luzes e pontos infinitos, imagens que reproduziu em suas obras por meio de salas de espelhos infinitos, bolinhas, padrões repetitivos e hipnóticos.

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Yayoi Kusama vestia suas obras. (Foto: 首相官邸ホームページ/ Wikipedia)

Em nota, o Museu Yayoi Kusama falou: “Ao longo de uma trajetória extraordinária inteiramente dedicada à criação artística, Kusama construiu uma carreira aclamada internacionalmente como artista de vanguarda pioneira, cuja prática criativa abrangia artes visuais, performance, ficção e poesia. Ela continuou a pintar até seus últimos dias, sem jamais largar o pincel, e manteve-se firme na convicção, que a acompanhou por toda a vida, de que o amor pode salvar o mundo.”

Kusama teve uma passagem de sucesso por diversos pontos do mundo, como o Tate Modern, em Londres, e a Bienal de Veneza, onde se tornou a primeira artista japonesa a representar o Japão individualmente. Em sua estadia nos Estados Unidos, nos anos 60, se juntou à vanguarda artística nova-iorquina e produziu uma vasta quantidade de obras, além de se envolver em diversos protestos contra conflitos armados. Desde 2023, o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), mantém uma galeria permanente dedicada à artista.