Quando o frevo encontra a rua: Eu Acho É Pouco e Minhocão ocupam o Recife Antigo

Arrastão do Frevo reuniu multidão neste domingo (13), em cortejo especial promovido pelo Paço do Frevo

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Evento reuniu multidão no Centro do Recife. (Foto: Tulio Vasconcelos/Divulgaçção).

Há coisas que só fazem sentido quando acontecem na rua. O frevo é uma delas. Neste domingo (13), o Recife Antigo voltou a experimentar essa velha e sempre renovada lógica: música alta, sombrinhas no ar, corpos em movimento e uma multidão seguindo o compasso das orquestras.

A ocasião foi o encontro do Eu Acho É Pouco com o Minhocão de Olinda no Arrastão do Frevo, realizado pelo Paço do Frevo como parte da programação especial para celebrar o Dia Nacional do Frevo, comemorado nesta segunda-feira (14).

A festa começou ainda no fim da tarde, com o show da Orquestra Malassombro em um palco montado ao lado do museu. Na Avenida Rio Branco, enquanto isso, os dois blocos aqueciam seus foliões antes de ganhar as ruas.

O Eu Acho É Pouco tomou o caminho da Rua da Guia, acompanhado pela Orquestra Henrique Dias. O Minhocão de Olinda veio pela Rua do Bom Jesus, embalado pela Orquestra Vermelha e Amarela, do maestro Risonaldo Verçosa. Eram dois cortejos avançando pelo Recife Antigo até se encontrarem diante do Paço do Frevo.

E quando os dois chegaram, a lógica era simples: deixar o frevo acontecer.

A concentração diante do museu virou um grande baile a céu aberto. Passistas, músicos e foliões dividiram o espaço em meio a sombrinhas, passos improvisados e uma energia que lembra por que o frevo permanece tão profundamente ligado à experiência urbana de Pernambuco.

Mais do que uma celebração de calendário, o encontro colocou lado a lado duas agremiações que carregam diferentes histórias e imaginários da folia pernambucana. Olinda e Recife, mais uma vez, se encontraram pelo caminho mais natural possível: o frevo.

A festa continua

Nesta segunda-feira (14), Dia Nacional do Frevo, o Paço do Frevo abre excepcionalmente das 10h às 18h. A programação inclui aulas de frevo em dança e música, visitas guiadas e apresentações da Orquestra Paranampuká e da Cia. Abre-Alas.

Porque, no fim das contas, o frevo não parece muito interessado em ficar apenas dentro do museu. Ele quer mesmo é ganhar a rua.