Uma série de contos inspirados em clássicos da música. Desta vez, o jazz de Miles Davis é a trilha para uma história de melancolia e morte na quarentena
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"Ela dançava sorrindo pra mim. Disse, falando pertinho do meu ouvido que o dj era amigo dela. E ia pedir uma música para nós."
"Nina Simone cantava ‘Turn me on’. Eu sussurrei a letra e disse que era a mais bela música do repertório de Nina."
No meio de uma discussão, ela ameaçou destruir minha versão em vinil de Pet Sounds. Talvez a gente não sobreviva a essa crise.
Marielle falou naquele dia sobre amor e resistência, sobre nosso lugar na sociedade.
"Na pausa, o músico da noite foi até o homem do fundo do bar. Perguntou de quem era a música. O homem, de uns 40 anos, falou um pouco sobre Don McLean e a canção em homenagem a Van Gogh"
"Quando fechei a porta e olhei para o portão, Michael Stipe ainda cantava “Eu, eu sou livre/Livre”. A rua tinha pouco movimento àquela hora. "
"“Acabou”, ela disse pausadamente. Ele estancou o carinho. A mão suspensa, a respiração pausada. Ela sorriu, triste. "
"Quando cresceu se afastou daquelas canções, assim como do pai. Vida, mundo, ideias a separá-los. Até aqueles dias. Os dias recentes."










