Xica da Silva (1976), do diretor Carlos (Cacá) Diegues, volta às telas em cópia restaurada durante a 21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) dedicada à preservação do audiovisual no Brasil. Dentro da programação, que acontece entre 25 e 30 de junho, a restauração do filme é destaque na mesa “Apresentação de Cases de Restauro – Xica da Silva e Vento Norte” nesta terça (30).

A sessão propõe uma reflexão sobre os processos de preservação, as escolhas éticas e técnicas envolvidas na restauração e os caminhos de salvaguarda de obras fundamentais do cinema brasileiro. O objetivo é oferecer ao público a oportunidade de conhecer mais de perto os bastidores do restauro de Xica da Silva. O que dialoga com a temática da 21ª edição da CineOP: “Primeiros gestos na preservação audiovisual: práticas, memórias e formação”.
A mesa integra a coordenadora da restauração, Débora Butruce; a diretora-presidente da Academia Brasileira de Cinema e viúva do diretor Cacá Diegues, Renata Almeida Magalhães; e a gerente executiva da Vitrine Filmes, Carla Domingues.
“Trazer de volta Xica da Silva é proporcionar a oportunidade de que as questões raciais suscitadas pelo filme, a partir dessa personagem mítica brilhantemente interpretada por Zezé Motta, voltem a ser debatidas em toda a sua complexidade”, ressalta Débora Butruce.
Dirigido por Carlos Diegues (Cacá Diegues) e protagonizado por Zezé Motta, o filme Xica da Silva (1976) é uma adaptação do livro Memórias do Distrito de Diamantina da Comarca do Serro Frio (1868), de João Felício dos Santos. Em versão audiovisual, a obra é uma combinação de humor, erotismo, música, espetáculo e crítica histórica ao racismo traduzida em uma linguagem popular. O que faz do longa um dos mais emblemáticos do cinema nacional.
No ano em que completa 50 anos, Xica da Silva retorna em versão restaurada em 4k com estreia no cinema nacional no dia 16 de julho, pela Sessão Vitrine Petrobras.


