O jornalista, escritor e ensaísta Zuenir Ventura morreu na manhã desta terça-feira (22/9), aos 95 anos, em sua residência no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de complicações provocadas por uma pneumonia. As informações foram confirmadas pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
Membro da ABL desde 2015, onde ocupava a cadeira sucedida após a morte de Ariano Suassuna, o repórter foi uma das vozes mais marcantes da imprensa brasileira na defesa dos direitos humanos.
Nascido em Além Paraíba (MG) em 1931, Zuenir Ventura iniciou a carreira no jornalismo em 1956. Ao longo de mais de cinco décadas de atuação, trabalhou como repórter, colunista e diretor de redação em veículos como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã e na revista Veja.
Na literatura, assinou reportagens e ensaios fundamentais, com destaque para o livro-reportagem Cidade Partida, que venceu o Prêmio Jabuti, e 1968 – O Ano que Não Terminou, obra que retratou a resistência jovem durante a ditadura militar.
Formado em Letras Neolatinas, o escritor também foi professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo informações confirmadas pela ABL, o velório ocorre nesta quarta-feira (23/9) na sede da instituição, seguido pelo sepultamento no mausóleu dos imortais no Cemitério São João Batista, na capital fluminense.
Com informações da Agência Brasil.


