“Também se chamavam sonhos” estreia no Rio de Janeiro no Festival Rio LGBTQIA+2026 

Fruto do trabalho de conclusão do curso de Design, documentário de Carlos Pontes celebra a amizade e tem na direção de arte seu maior trunfo

"Também se Chamavam Sonhos"é um documentário performance que fala de amizade e afeto (Foto: Divulgação)
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O média metragem pernambucano Também se Chamavam Sonhos faz sua estréia hoje, no Rio de Janeiro, na mostra competitiva do Festival RioLGBTQIA+ 2026. Dirigido por Carlos Pontes, o filme é resultado do trabalho de conclusão do seu curso de Design na Universidade Federal de Pernambuco e tem obtido uma ótima recepção nas exibições realizadas até agora.

Também se Chamavam Sonhos é um documentário performático que tem como mote a amizade de cinco rapazes no Recife – o próprio diretor e seus amigos Fábio, Bero, Vitor e Evandro. Segundo Pontes, captar a essência da amizade que os une e os sonhos pessoais que movem suas vidas é o elemento central na condução do filme que tem na emoção um dos pilares da narrativa. 

Para contar a história de cada um, Pontes registrou diversos encontros, onde os cinco amigos conversam de forma descontraída e, aos poucos, narram suas vidas cotidianas. Além de falar sobre suas carreiras, suas relações familiares e como a convivência em comum os fortalecem,  eles festejam os sonhos alcançados e debatem os que ainda pretendem realizar. 

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Performance de Claudio (Foto: Divulgação)

O título do documentário, inspirado na música Clube da Esquina nº 2 de Lô Borges e Milton Nascimento, é um gancho não só para convidar o espectador a acompanhar e refletir sobre os personagens, mas também para reforçar o espírito da produção. Embora quem assine a direção seja Pontes, percebe-se claramente que o filme é um trabalho coletivo. 

Todos os personagens tiveram participação ativa na construção do roteiro e na definição da melhor maneira de entrelaçar as narrativas. As escolhas das ferramentas gráficas e cinematográficas também foram trabalhadas em conjunto e é essa abordagem colaborativa que garante a autenticidade do projeto.

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Performance de Vitor (Foto: Divulgação)

Longe de ser um documentário laudatório, Também se chamavam sonhos é uma obra que tem na criatividade seu maior trunfo. Como o foco central do trabalho acadêmico era a direção de arte, Pontes investiu na sua elaboração, fugindo porém da estrutura tradicional que se aplica nas produções convencionais.

As conversas e depoimentos são entremeados com as performances dos rapazes especialmente produzidas para o filme. Essa escolha deu ao trabalho um ritmo narrativo que potencializa a proposta de valorização do afeto e do compartilhamento de experiências que a obra traz. 

O trabalho de Pontes, Fábio, Bero, Vitor e Evandro tem um frescor e leveza que nos toca tanto pela capacidade deles de assumirem uma estética abertamente queer da encenação, quanto pela vontade de festejar o estar juntos e mostrar que dar as mãos é uma arma doce e poderosa.

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Performance de Fábio (Foto: Divulgação)
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Performance de Bero (Foto: Divulgação)
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Performance de Evandro (Foto: Divulgação)