Com informações da Agência Brasil, o novelista reconhecido nacionalmente, Benedito Ruy Barbosa, morreu na manhã desta terça (7), vítima de insuficiência renal. O estado crônico da doença intensificou o quadro do dramaturgo que se encontrava hospitalizado no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Nascido em 1931, os 95 anos de vida e de atividade criativa o consolidaram como referência da dramaturgia brasileira.
Benedito Ruy Barbosa deixa como legado um acervo de novelas que marcaram a TV do país: Sinhá Moça (1986); Pantanal (1990) e Renascer (1993). A relevância das obras fica evidente com a readaptação também em formato de saga nos anos seguintes. A primeira retorna às telas em 2006. Já a segunda e a terceira retornam, respectivamente, em 2022 e 2024, com novas versões escritas pelo próprio neto, Bruno Luperi.
Diretamente do interior de São Paulo, mais especificamente, o município de Gália, muda-se para a capital paulista para trabalhar como comerciante e em banco. O rumo muda com o contrato de trabalho como revisor no jornal O Estado de São Paulo. Também passou por jornais como Última Hora e Gazeta Esportiva.
A porta de entrada para a escrita de novelas foi o primeiro livro intitulado Fogo Frio (1959). Em 1966, lança o primeiro folhetim, Somos Todos Irmãos. Exibido pela extinta TV Tupi, o enredo alcançou futuramente a programação da Rede Globo.
O sucesso da novela Pantanal (1990), exibida pela extinta Rede Manchete, causou incômodos com a Globo em termos de audiência. Para contornar isso, a emissora traz as produções de Benedito de volta para a programação. O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999), Esperança (2002) e remakes de obras do passado como Cabocla (2004) foi uma da lista de obras transmitidas.
Referência em novelas, também escreveu roteiros para o cinema em filmes como O Dia que O Santo Pecou (1975); Mágoa do Boiadeiro (1979) e O Filho Adotivo (1984).


