A escritora Lisa See aborda a ancestralidade e a resistência feminina na Coreia do Sul no romance A Ilha das Mulheres do Mar, lançado no Brasil pela Editora Vestígio. A narrativa se debruça sobre a história das haenyeo, mergulhadoras da Ilha de Jeju que mantêm há gerações uma economia comunitária baseada na coleta subaquática de algas e moluscos em profundidades de até 20 metros sem auxílio de cilindros de oxigênio.
Reconhecida em 2016 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, a prática tradicional permanece ativa mesmo entre trabalhadoras com mais de 80 anos.
O enredo ficcional acompanha a amizade de duas jovens que buscam ingressar na atividade coletiva enquanto enfrentam casamentos arranjados, perdas familiares e as turbulências geopolíticas que atravessaram o território asiático no século 20. O livro reconstitui o impacto da ocupação japonesa na Coreia, os desdobramentos da Segunda Guerra Mundial e o Incidente de 3 de Abril, insurreição popular deflagrada em 1948 contra a partilha territorial do país.
Integrando o catálogo da editora dedicado à ficção histórica e contemporânea, o volume recupera um ciclo de repressão e silêncio oficial na história coreana por meio da memória de suas trabalhadoras do mar. A edição em língua portuguesa já está disponível nas livrarias e plataformas digitais.
Compre: Amazon.
Este post contém links de afiliados. Comprando através dos links podemos receber comissões pelas vendas. Isto ajuda a manter o site no ar.


