O novo curta-metragem da artista Lia Letícia, THINYA, tem data marcada para estréia, no dia 12 de janeiro, as 18h, no Território Indígena Fulni-ô, no município de Águas Belas, agreste Pernambucano. Filmado em Olinda e Águas Belas, o filme teve participação do Coletivo de Cinema Fulni-ô.

O filme nasceu de uma residência artística em Berlim, onde a diretora encontrou dois álbuns de fotografias em um “mercado de pulgas”. O álbum contém três décadas de aniversários, viagens e festas ocorridas entre 1960 e 1990 de uma mulher chamada Inge. A partir dos álbuns, Lia Letícia cria uma narrativa na qual Inge e seus compatriotas terminam por ilustrar textos de cronistas alemães que viajaram para o Brasil entre os séculos XVI e XVIII – Hans Staden, Johan Baptist von Spix e Karl Friedrich Philip von Martius. Tudo narrado por uma voz off na língua indígena do povo Fulni-ô/PE, o yathee.

Thinya é uma alegoria sobre o imaginário de colonizados e colonizadores e está fundamentado na ideia de que a tensão entre uma narrativa visual e uma narrativa sonora pode gerar um novo significado, um novo sentindo para uma determinada imagem.

Desde então o projeto recebeu a colaboração de vários profissionais, como o antropólogo indígena Wilke Torres que revisou a tradução para o yathee e mediou o contato com o Coletivo de Cinema Fulni-ô, parceiro e parte da equipe do filme. Toda a parte sonora foi gravada no Território Indígena, incluindo a narração em yathee, feita por Maria Pastora, que empresta seu nome indígena ao filme.

A exibição do curta acontece no Território Fulni-ô/Águas Belas, agreste de Pernambuco, às 18h.

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