“Só os gays se lascam mais do que nós, mulheres”

Por Téta Barbosa
Colunista da Revista O Grito!

Lembrei da música de Rita Lee, na abertura do programa de Marília Gabriela na Globo, em mil oitocentos e antigamente. O TV Mulher (entre 1980 e 86). Sim, eu assistia, caras donas de casa.

– Téta, minha irmã, pare de ficar divulgando sua idade em praça pública.

– Oxe, relaxa, sou eu e Hebe Camargo: conservadas.

Foco, foco, o assunto era Rita Lee. Não, não, o assunto era a TV Mulher, o programa do sexo frágil (leia-se, a otária que ficava em casa passando roupa e lavando a cueca do marido).

A música, agora sim, o assunto é Rita Lee, dizia:

“Sexo frágil
Não foge à luta
E nem só de cama

Vive a mulher…

Por isso não provoque
É Cor de Rosa Choque”

Eu achava o máximo. Tipo , somos super poderosas e lutadoras e não sei mais o que lá. Tudo mentira.

Somos sim, senhoras e senhores o sexo frágil.

Vamos aos fatos: tive, juro que não estou exagerando só pra deixar esse texto mais interessante, três, eu repito 3 carros roubados. Três, minha gente! Num é fácil não. Passei por todas as modalidades: com arma, com caco de vidro e com grito. Teve carro que apareceu (depenado), teve o que sumiu para todo o sempre e teve o que reapareceu intacto.

E, vai parecer piada, recebi uma cartinha super fofa da seguradora, me convidando, gentilmente, para que me retirasse do seguro.

Passei a ser persona non grata!

É muita emoção para um só ser humano.

Mas, claro, a culpa é minha. Quem manda ter essa cara de sexo frágil (leia-se 1,63m e 49 kilos)!

Se fosse um bofe de 1,90m de altura, duvide-o-dó que fosse assaltado assim, tantas e repetidas vezes. Isso é porque eu só estou contando os roubos de carros, se eu começar a descrever todos os assaltos por trombadinhas em sinais (daqueles que só levam celular e relógio), o texto ia ficar tão grande que vocês iriam desistir na metade.

Só tem uma raça que sofre mais do que mulher: os gays. Eles estão na listinha dos que, se derem muita pinta por aí, além de assaltados vão levar uma surra de algum boyzinho machista filho de papai (e da puta).

Sim, os gays estão na categoria sexo frágil.

Eles se lascam igualmente. São xingados, desreispeitados, surrados.

Ok, eles se lascam mais do que a gente (mulheres).

Aí, vi no Facebook, da amiga Sushi, o seguinte cartaz:

LAVEI A ALMA! Quero ver agora um skinhead sem loção, ir dar uma surra (sem motivo) num cara só porque ele é gay.

Vai agora, seu homem do sexo forte, chama de veado, vai!

Desde ontem estou pensando num cartaz assim pra colar no meu carro. Sei lá, com a foto de alguma mulher alterofilista ou armada com uma 12 e com os dizeres:

“Vem me assaltar agora!”

*Mas no fundo, a gente sabe que o sexo só é forte, quando está acompanhado de uma arma ou de amiguinhos briguentos. Sozinho e desarmado, ninguém é tão sexo forte assim. #covardes!
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Téta Barbosa é blogueira é publicitária e dona da marca Batida Salve Todos, que também é um blog cheio de coisas legais para se inspirar

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