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James Franco ajuda a desconstruir padrões de sexualidade em Hollywood

Durante a 21ª edição do Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade houve um filme que chamou bastante a atenção do público. Trata-se de “Interior. Leather Bar.”, vencedor na categoria Melhor Documentário. A produção mostra os bastidores da recriação dos polêmicos quarenta minutos excluídos, por serem considerados sexualmente explícitos, de “Parceiros da Noite” (lançado em 1980 pelo diretor William Friedkin (de “O Exorcista”) em que um policial hetero, interpretado por Al Pacino, passa a frequentar clubes gays sadomasoquistas em busca de um serial killer que age pelos locais.

O documentário tem na direção uma parceria de Travis Mathews (assumidamente gay) com James Franco. E é exatamente esse o ponto que mais chamou a minha atenção. Um astro hollywoodiano e heterossexual se envolvendo de maneira intensa num filme de temática tão repudiada pelo universo “masculino-machista-padrão”.

Durante seu desenrolar, o filme apresenta uma série de embates entre Franco e seu amigo, o ator Val Lauren que vai interpretar o papel originalmente vivido por Al Pacino. Lauren demonstra diversas incertezas acerca da necessidade de sua participação no projeto, o que funciona como gatilho para Franco construir alguns dos melhores momentos em tela. Os discursos feitos por ele sobre padronização, do quanto está disposto a ajudar na sua desconstrução e de como o filme é uma ferramenta para isso compõem o maior acerto de “Interior. Leather Bar.” Leia mais no nosso parceiro NadaErrado.

http://www.youtube.com/watch?v=JwHk_tUi978

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