Segundo disco chega após oito anos e conta com fusão de jazz contemporâneo, samba e rap

Crítica: Mental Abstrato une ancestralidade africana com hip hop em Uzoma
NOTA8.5

No dialeto africano Igbo, “Uzoma” quer dizer “o bom caminho a ser percorrido”. E isso tem muito a ver com o novo trabalho do Mental Abstrato, que lança o segundo disco após oito anos. A trajetória percorrida pelo grupo nessa quase uma década serviu para amadurecer um dos trabalhos mais interessantes de fusão entre jazz contemporâneo e hip hop.

Aqui a música mais orgânica (com destaque para a percussão e orquestra de sopros) se encontra com batidas eletrônicas que percorrem diversas paisagens do pop, samba e soul. Nesse bom caminho proposto pela banda há espaço para reverenciar a ancestralidade africana ao mesmo tempo em que conecta essas tradições com uma vivência sonora urbana do hip hop.

O disco traz participações especiais de Claudya (do hit “Deixa eu Dizer”), de Bocato, trombonista que tocou com Elis Regina, além de Guizado, Erica Dee (CAN) e Ozay Moore (EUA). Formado pelos beatmakers Omig One, Calmão e Guimas Santos, a banda lançou o primeiro disco no Japão em 2010 e acabou ganhando as pistas e palcos no exterior. Que essa caminhada da banda consiga ainda ir mais além.

MENTAL ABSTRATO
Uzoma
[Independente, 2018]

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