UMA NOITE NO MUSEU
Shawn Levy
[Night at the Museum: Battle of the Smithsonian, EUA, CAN, 2009]

Ben Stiller revive o humor sem censura nesta continuação nos em cartaz cinemas nacionais desde a última sexta-feira. Agora o guarda noturno do Museu de História Natural Larry Daley é um empresário de televendas, indo visitar o local fantástico esporadicamente. Após meses de ausência, descobre que seus amigos noturnos serão trancafiados em Washington para dar lugar a novas atrações eletrônicas. Na transferência o macaco inteligente leva a pedra e dá vida à mais de três andares de antiguidades. Larry tenta salvar os amigos e passa uma noite de muitas aventuras, com direito a entrar em quadros, mini-Einstein falante e aviadores. Ao contrário de outros longas em que aparece, Stiller abandona as piadas sexistas, dando lugar a um humor inocente, dando vazão há boas gargalhadas puras. Para uma comédia simplista, os US$150 milhões foram exageradamente mal administrados. [LA]

NOTA: 5

W.
Oliver Stone
[W., EUA, 2008]

O irreverente e aclamado diretor Oliver Stone tem a brilhante ousadia de contar os bastidores de um presidente não apenas ainda vivo, mas enquanto ainda exercia o poder já que Bush filho ainda estava no poder quando o filme chegou aos cinemas americanos, em outubro de 2008. O ex presidente americano é retratado neste longa muito mais um documentário com a irreverência que apenas diretores independentes e sem medo de criticas podem fazer. O atual presidente americano não é a figura prepotente de um líder mundial, mas um menino mimado que talvez tenha seguido a carreira política para provar ser superior ao irmão mais velho e preferido da família. O fantástico fica nos bastidores da confusa, pitoresca vida do líder norte-americana, com decisões confusas e impensadas e bebedeiras constantes antes de subir em seu “trono”. Destaque para o excelente roteiro cômico de Stanley Weiser, com tiradas fantásticas nas confusões de Bush. [LA]

NOTA: 8

VOCÊS, OS VIVOS
Roy Andersson
[Du Levande, Suécia/ Alemanha/ França, 2007]

Um filme sueco no mínimo intrigante. Gravado em Estocolmo, na Suécia, com uma câmera fixa em ponto de um ambiente. Seguindo um roteiro único, o longa divide-se em 57 cenas em diversas situações de uma série de personagens em diálogos muitas vezes desconexos sobre banalidades, mas profundamente reflexivos e inteligentes. Há desde o músico triste por ser contratado mais para funerais até o animador de festa, condenado à morte por tentar dar felicidade para seus clientes. Depois de tanta historia redondinha e final poético, chega na sétima arte algo instigante para os críticos comentarem. A ausência de sentido ou interligação entre os mini contos, frutos da experiência de anos de trabalho com publicidade do diretor Roy Andersson, faz todo o sentido aqui. [LA]

NOTA: 9

Sem mais artigos