A exposição Palavra em Movimento, que abre na Caixa Cultural Recife, marca três décadas de produção visual de Arnaldo Antunes. Toda a poesia do multiartista brasileiro emerge em meios técnicos diversos, trabalhando a palavra irrompida em suas dimensões verbais, sonoras e visuais. A abertura ocorre na quinta-feira (16), às 19h, com acesso gratuito.

Com obra e processo criativo marcados pelo vanguardismo, a mostra propõe uma síntese dessa trajetória eclética, enfatizando a produção de Antunes no âmbito do circuito das artes visuais contemporâneas. A exposição é um passeio pelas três dimensões – verbal, vocal e visual – da obra artística de Antunes. Reúne, em recorte cronológico, caligrafias, colagens, instalações e objetos poéticos realizados em toda sua carreira artística.

Com a curadoria de Daniel Rangel, que foi Diretor de Museus da Secretaria de Cultura da Bahia entre 2008 e 2011, a exposição, em circulação desde 2016, já passou por cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Salvador. Segundo Daniel, a maneira integrada de criar de Arnaldo Antunes é inspirada na poesia concreta e remete à expressão joyceana “verbivocovisual”, que sintetiza a proposta, colocada em prática nos anos 1950 pelos concretistas brasileiros, dos novos modos de se fazer poesia, visando a uma “arte geral da palavra”.

“Seja esta falada, escrita, desenhada, fotografada, filmada, construída ou cantada, sua obra estrutura-se a partir da palavra. Um dinamismo que caracteriza seu trabalho, aliado ao não pertencimento a um local ou gêneros específicos. Um mensageiro-viajante, cidadão do mundo, que manipula a linguagem como poucos”, afirma Rangel.

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