Outer Peace soa como um disco de transição de um Toro Y Moi já confortável em seu projeto artístico avançando a um interessante novo momento criativo.

Toro Y Moi melancólico e dance em Outer Peace
NOTA7.5

Chaz Bunding – o nome por trás do Toro Y Moi – já tem uma reputação dentro do chillwave. Sua importância no pop independente e experimental já está mais do que estabelecida após álbuns ótimos como Underneath The Pine (2011) e Boo Boo (2017). Outer Peace adiciona um elemento de risco à carreira de Bunding ao trazer elementos novos à sua música e por experimentar em novas propostas sonoras.

Fazendo uso de autotune, disco funk e hip hop, o artista coloca uma vibe festeira na superfície, mas esconde melancolia uma camada abaixo. O resultado é um disco dançante, pop e acessível, mas com uma nuance mais introspectiva. Faixas como “Ordinary Pleasure” e “Fading”, logo na abertura, dão o tom dessa proposta. Pena que o disco soe um pouco opaco em sua metade final, com faixas como “Who Am I” e “50-50” soando perdidas. A exceção é a ótima “Monte Carlo”, com participação de Wet.

Outer Peace soa como um disco de transição de um Toro Y Moi já confortável em seu projeto artístico avançando a um interessante novo momento criativo.

TORO Y MOI
Outer Peace
[Coqueiro Verde Records, 2019]
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