Resenha: supera traumas e se consagra no ótimo "No Shape"
NOTA8.5

Mais confiante e melódico, Perfume Genius se consagra como o maior artista queer de sua geração

Artista que sempre trabalhou dentro de uma estética queer, Mike Hadreas, o Perfume Genius, faz um disco mais confiante em No Shape. Nos trabalhos anteriores ele abraçou a própria vulnerabilidade para lidar com suas questões pessoais como insegurança, a adolescência marcada pela homofobia, violência, além do alcoolismo e vício em drogas. Tratou também de exorcizar traumas de sua família disfuncional.

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Agora, neste novo trabalho, Hadreas surge sóbrio e centrado: é seu disco mais coeso, com um pleno domínio de suas possibilidades vocais e uma produção que supera em muito seus discos anteriores.

No Shape soa como um revisionismo sobre diversas questões já tratadas pelo Perfume Genius, a começar pelo modo como ele trata a homossexualidade. Em “Just Like Love” ele canta para incentivar outros garotos queer a sublimarem o preconceito e seguirem em frente. “Run Me Through” ele brinca com as acepções tradicionais sobre gênero. Na pesada e animada “Wreath” ele fala sobre sua relação com o próprio corpo.

Neste álbum de reinvenção, Mike Hadreas fez o seu melhor trabalho até aqui. Suas superações pessoais significaram um crescimento em sua proposta artística.

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