OS SURPREENDENTESX-MEN 3ª TEMPORADA
[Publicado na revista mensal X-Men Extra, 100 págs, R$ 7,50]
Warren Ellis (texto) e Simoni Bianchi (arte)

A série Os Surpreendentes X-Men fez muito sucesso no Brasil, que já vinha retomando o gosto em acompanhar as histórias dos X-Men desde a fase de Grant Morrison em Novos X-Men. Ambas foram publicadas na revista mensal X-Men Extra, pela Panini. É a mesma que lança agora esta nova fase da série, criada por Josh Whedom e John Cassaday. A nova equipe criativa conseguiu manter o bom nível das histórias, mas é perceptível uma mudança de estilo conforme os episódios se sucedem. Warren Ellis e Simoni Bianchi impuseram um tom menos pop, sem tantas referências como antes. Os diálogos afiados continuam, mas agora sem o humor ácido. A série, mesmo ganhando uma nova roupagem e um novo estilo narrativo (os desenhos de Bianchi são um contraponto sombrio em relação à arte limpa de Cassaday) ainda continuam como a melhor leitura dos X-Men na atualidade. [PF]

NOTA: 7,0

SARGENTO ROCK
[Panini, 148 págs, R$ 17,90]
Joe Kubert (texto e arte)

A visão de Joe Kubert, um dos nomes mais icônicos dos quadrinhos para a 2ª Guerra Mundial cultivou admiradores em todo o mundo. A Panini lança agora um encadernado do Sargento Rock, que mostra o herói e sua famosa Companhia Moleza em uma missão ao Norte da Europa em busca de algo que pode colocar fim no conflito. A edição é lançada no mesmo ano que Sgt. Rock completa 50 anos de existência. Mesmo humilde, o volume é bem editado e serve como porta de entrada para as aventuras do personagem, que é baseada em fatos reais. Fica a torcida para que novos volumes sejam lançados, deixando pra trás a edição cara e absurda da extinta Opera Graphica, com excesso de pompa e pouco apelo popular para disseminação da obra. [PF]

NOTA: 7,5

UNIVERSO DC ILUSTRADO POR NEAL ADAMS
Neil Adams (arte e texto) e Vários Autores (texto)
[Panini, 196 págs, R$ 28,90]

Outra boa edição da Panini para a DC Comics traz mais da obra de Neal Adams, desta vez trazendo trabalhos do artista para diversos personagens da editora. Com quase 200 páginas somos apresentados a uma visão muito particular de Adams para histórias de super-heróis. Com seu estilo, ele não só criou um estilo imitado e influenciado anos mais tarde, como trouxe fôlego para a indústria dos comics que já mostrava sinais de estagnação, isso em meados dos 1980, década importante para as HQ’s. Aqui, a escolha foi por histórias de guerra e batalhas com os Novos Titãs, Superman, entre outros. A Panini já tinha publicado a visão de Adams para Batman, agora segue construindo uma biblioteca clássica para a DC, começando com seus autores de formação. Fica o desejo de que outros artistas também tenham sua vez. Vale cada centavo para entender porque Adams foi chamado de gênio. [PF]

NOTA: 8,0

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