OS MAIORES CLÁSSICOS DO HOMEM DE FERRO – O DEMÔNIO DA GARRAFA
Bob Layton e John Romita Jr.
[Panini, 172 págs, R$ 22,90]

Há alguns anos, as adaptações de filmes dos super-heróis Marvel pauta os lançamentos no Brasil e no exterior. Recentemente, esses mesmos filmes serviram para resgatar boas histórias dos personagens que estavam esquecidos e que merecem uma edição caprichada. É o caso deste volume dos Maiores Clássicos do Homem de Ferro, que a Panini lança esta semana. Como é um herói que só ganhou destaque recentemente, por conta da saga Guerra Civil, o vingador dourado é fraco de histórias antológicas. Este volume traz a saga O Demônio na Garrafa, talvez o adversário mais conhecido do Homem de Ferro. Enquanto tenta se livrar do alcoolismo, Tony Stark ainda precisa enfrentar seus outro inimigo, o industrial Justin Hammer e seu exército. A história chamou atenção à época de seu lançamento por fugir das convencionais histórias de aventura. A leitura também é válida por mostrar o início da carreira de John Romita Jr, atualmente um dos mais importantes artistas do mainstream americano de hqs, mas ainda com pouco do seu estilo característico naquele momento. Pelo capricho da edição, é um relançamento muito bem vindo, ainda que oportunista. [PR]

NOTA: 8,0

BATMAN EXTRA 15 – BATMAN E LOBO
Sam Kieth (texto e arte)
[Panini, 116 págs, R$ 8,00]

Lobo é um personagem estranho na cronologia DC. Mesmo com um grande contingente de fãs, nunca conseguiu emplacar uma série própria. Seu período mais famoso no Brasil foi no final dos anos 1980, na revista DC 2000, quando participava das histórias do grupo L.E.G.I.A.O.. Desde então virou coadjuvante master da editora, aparecendo quase que exclusivamente em crossovers. Sam Keith, criador de outro personagem hiper-violento, The Maxx, é o responsável por esta minissérie onde o Lobo encontra Batman, reunidas aqui na revista Batman Extra. Kieth se sente à vontade com o personagem e seu traço sujo é ideal para esta HQ. Na aventura, os dois heróis precisam impedir um vírus que transforma mulheres em cruéis assassinas se disseminar na Terra. O roteiro segue um bom ritmo, mas é atrapalhado a todo momento pelos clichês de hqs do gênero crossover. Encontrar, brigar, unir forças. Só a arte de Kieth não torna tudo entendiante. [PR]

NOTA: 7,0

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