Do Movin’Up

Dono de talento e genialidade mais que reconhecidas, Paulinho da Viola, ao vivo, demonstra uma classe ímpar, timidez e candura tocante. Apresentando a história por trás de boa parte das músicas, Paulinho quase se complica, faltam palavras. Que sobram nas composições em si, dele e de parceiros clássicos como Cartola (”As Rosas Não Falam” felizmente voltou ao repertório do portelense). “Cenário”, de Jorge Mexeu, é introduzida como um samba egresso desse compositor da União de Jacarepaguá, escola importante para Paulinho.

Sem lançar nada inédito desde 1996 (com “Bebadosamba”), tivemos apenas discos ao vivo, releituras e projetos como o “Acústico MTV”, de 2007. Tese curiosa que discuti com o amigo Vinícius Duarte recentemente é que esta omissão, esta ausência ou semi-aposentadoria precoce de mestres da MPB (como Jorge Ben) abre brechas para que gente sem talento ocupe a mídia e tome certa influência das novas gerações.

Leia a crítica no Movin’UP.

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