Foto: Divulgação/Itaú Cultural.

Foto: Divulgação/Itaú Cultural.

“Quando se é verdadeiramente lúcido, a vida pode ser uma experiência obscena”, em entrevista de 1988.

O Itaú Cultural, em São Paulo, abriu uma grande exposição sobre a escritora Hilda Hilst. Estão sendo exibidos centenas de manuscritos, desenhos, fotos pessoais e outras peças que demonstram a maneira de pensar e o processo de criação das principais obras da autora. Traz ainda a voz de Hilda declamando seus poemas e conversando.

A maior parte do material está sendo exibido pela primeira vez depois de extensas pesquisas realizadas pela equipe do Itaú Cultural no Centro de Documentação Alexandre Eulálio (CEDAE/Unicamp). Lá está a maior parte do acervo da escritora, vendido por ela própria na década de 1990, e meticulosamente organizado em grupos e subgrupos que somam 3.257 manuscritos, 1.321 impressos, 246 fotografias e 150 desenhos, todos disponíveis para consulta pública.

A outra fonte de pesquisa foi a Casa do Sol, em Campinas, construída por ela e onde viveu e recebeu amigos e intelectuais por 35 anos até o fim. Ali está sediado o Instituto Hilda Hilst e é onde se encontra parte do acervo relacionado aos seus últimos anos de vida e à sua intimidade, como diários. A casal serviu de inspiração para as instalações da mostra, que tenta recriar esse ambiente particular da autora.

Falecida em 2004 aos 74 anos, Hilda Hilst disse que sempre queria ser lida. Ela ficaria feliz em saber da sua crescente popularidade. A editora Globo, que publica suas obras, lançou uma nova coleção de seus trabalhos em acabamento de luxo. Segundo Daniel Fuentes, presidente do Instituto Hilda Hilst, o faturamento de direitos autorais cresceu 60% no ano passado. No último trimestre foram vendidos 100 mil exemplares de seus escritor, uma marca expressiva para o mercado nacional.

Veja mais fotos da Ocupação. O Itaú Cultural fica na Avenida Paulista, 149, São Paulo. A entrada é gratuita.

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