MARCADOS
Cláudia Andujar
[Cosac Naify, R$ 79, 154 págs]

Os números são bem marcantes. Mais de mil retratos em mais de cem aldeias. Motivo? A vacinação de comunidades indigenas que estavam fadadas a morrer pela contaminação com doenças trazidas pela invasão branca durante três anos. O resultado dessa empreitada é o lançamento do livro Marcados pela fotógrafa Cláudia Andujar que conta com texto de Stella Senra. O livro é acompanhado de exposição com as fotografias que estarão expostas da galeria Vermelho. Esse trabalho não é novo os índios fotografados foram conhecidos por Anjudar ainda em 1970, quando ela realizava uma reportagem para a revista “Realidade” sobre a Amazônia. Desde essa época em contato com eles, ela se tornou testemunha de um processo de dizimação dos índios, pois com a construção da Perimetral Norte, em 1974, os Ianomâmi entraram em contato com doenças como o sarampo e começaram a morrer em decorrência delas. [Fernando de Albuquerque]

A VIDA BREVE, PARA UMA TUMBA SEM NOME, JUNTA-CADÁVERES e O ESTALEIRO
Juan Carlos Onetti
[Planeta, R$ 35 – 40, 2009]

No Brasil, a obra de Juan Carlos Onetti volta às livrarias no ano do centenário pelas mãos da editora Planeta, que reeditou A Vida Breve, Para Uma Tumba Sem Nome, Junta-Cadáveres e O Estaleiro. Na Argentina, acaba de sair pela Editorial Alción, da cidade de Córdoba, um volume de quase mil páginas: Novelas Cortas. Com o selo da Colección Archivos da Unesco, o livro vem recheado por textos críticos de gente gabaritada, como Josefina Ludmer, Angel Rama e Sylvia Molloy. A obra de Onetti é composta por breves romances que não se esgotam nas premissas estruturais que oferecem ao leitor. A narrativa deles contém os principais elementos do novelesco latino como desgraça, crueldade, resignação, fracasso, raiva e a autodestruição. Juan Carlos Onetti está na lista dos autores que não podem deixar de ser lidos. [Fernando de Albuquerque]

Sem mais artigos