Aos 51 anos e com 17 discos lançados, a cantora segue instigada em levar o rock pesado e político adiante.

Ícone do indie-rock, Juliana Hatfield mantém a guitarra afiada no novo Weird
NOTA8

A norte-americana Juliana Hatfield já é uma lenda do indie-rock, com passagens por bandas como Lemonheads e Blake Babies. Sua carreira solo é inconsistente, mas sempre foi marcada por uma busca por mais possibilidades do uso da guitarra, da sofisticação das notas duplas ou com distorções punk, mas sempre com um apuro pop incrível. São 17 discos de carreira desde o início dos anos 1990, sendo o último o político e pesado Pussycat, muito marcado por críticas a Donald Trump.

Weird, seu novo trabalho, foi produzido pela própria cantora e lançado de forma independente. É uma celebração de seu estilo de vida recluso e traz o olhar de Hatfield para diversos temas dos dias atuais, como o fenômeno das fake news (“Paid To Lie”) e questões de positividade do corpo (“Broken Doll”). Nome único hoje no indie-rock, Juliana Hatfield segue no auge criativo estabelecendo seus limites e convidando o ouvinte a acompanhá-la dentro dos seus termos. Aos 51 anos, sua música chega para fazer coro a uma instigante nova fase do rock, com nomes bem novos como Snail Mail e Soccer Mommy.

É um disco que celebra uma completude da solidão e uma determinação em manter-se fiel ao seu estilo. Quem curte a nostalgia dos primeiros trabalhos da artista vai gostar muito desse novo trabalho.

JULIANA HATFIELD
Weird
[American Laundromat Records, 2019]
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