, longa de Peter Farrelly, foi escolhido o melhor filme no (Producers Guild Awards), premiação do sindicato de produtores de Hollywood. Com isso, o drama racial sessentista se torna um dos favoritos a levar o Oscar de melhor filme. Mas, em uma temporada tão atípica e sem muitos favoritos, tudo pode acontecer.

O longa estrelado por Mahershala Ali e Viggo Mortensen fala da amizade improvável entre um pianista de jazz negro e seu motorista branco nos EUA nos anos 1960. O filme tem os números a seu favor. Desde que o PGA começou, nos anos 1990, o vencedor de melhor produção também ganhou o Oscar de melhor filme. Foi o caso de A Forma da Água, ano passado.

Mas isso não é garantido. La La Land e A Grande Jogada venceram o PGA, mas saíram sem o prêmio principal do Oscar.

Além disso, Green Book tem recebido reações negativas por parte da crítica, que o acusa de ser condescendente com a questão das complexidades que envolvem o racismo nos EUA. Além disso, o roteirista do filme, Nick Vallelonga, teve um tuíte antigo resgatado onde mostra seu apoio a uma fala de Donald Trump contra os muçulmanos.

Tudo isso parece não ter ainda surtido efeito negativo sobre o filme, que venceu três Globos de Ouro e o Critics Choice Awards. Mas como a composição atual do Oscar é um pouco mais diversa e heterogênea que o PGA, isso pode atrapalhar a vitória do longa no grande prêmio da Academia. A ver.

O PGA ainda premiou como melhor animação Homem-Aranha no Aranhaverso. Já o troféu de melhor série de drama foi para The Americans e melhor comédia para The Marvelous Mrs. Meisel.

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