Lucas Santtana fez um dos shows mais legais nesta edição dos 15 anos do Rec-Beat. Com um elogiado disco lançado ano passado, Sem Nostalgia, Lucas faz parte de uma geração de músicos que trouxeram novidades para a cena pop do país. A Revista O Grito! conversou com o músico.

Por Paulo Floro, editor da Revista O Grito!. Foto: Carol Bittencourt

O Rec-Beat conquistou uma fama de ser um festival conhecido por suas apostas acertadas no cenário independente nacional. Significa algo pra você tocar no festival? O que você espera do show por aqui?
Significa sim. Sempre acreditei na diversidade musical, nunca fui refém de estilos ou modismos e sempre percebi no Rec-Beat o mesmo intuito. A espectativa é grande em tocar num festival de âmbito nacional em pleno carnaval, e num lugar bonito como o recife antigo.

O hype tem feito bem a você? Seu último disco foi elogiado em todo lugar.
Rapaz, meu mantra é “som sempre!” Meu primeiro disco saiu em 2000, esse ano faço 10 anos de estrada, trabalhando forte e com prazer. A música é o que dignifica a minha existência. O resto é consequência.

Vemos ultimamente uma efervescente colaboração mútua entre diversos artistas, como Curumin, você, Do Amor, Berna Ceppas. Acha que mais do que admiração, amizade e afinidades musicais, possa estar surgindo uma nova cena musical? Consegue captar isso?
Essa cena já existe. Quando vejo que o Bnegão vai cantar no trio elétrico do Minstério Publico S.S. penso que os links entre as cenas estão cada vez maiores. A grande característica dessa cena é que cada um tem seu trabalho autoral bem diferenciado, e focado no som e não no glamour. Por conta disso as parcerias e colaborações se tornam naturais como você bem disse.

A música pernambucana tem alguma referência em sua formação musical? Tem ouvido algo de novo daqui do Recife?
Da Lama ao caos” e Rádio samba são clássicos para mim. Tenho trabalhado com Buguinha Dub desde o disco passado e admiro o trabalho e o pioneirismo dele. Ouvi o trabalho novo do Da Lua e os remixes que o pessoal do Julia Says fizeram do meu disco, bem legais. Gostei também de uma música chamada “Lamento” da banda Bárbara e os Perversos e da música “Telekphonen” da Karina Buhr, ambas ouvi no myspace.

Você também não para. No seu blog, dá pra ver sua colaboração em diversos projetos. O que anda preparando de novo?
Eu já estou é doido para fazer outro disco, mas vou me segurar, o Sem Nostalgia acabou de sair. É um vício, pense.
Além do Rec-Beat, o que vai fazer em Recife no tempo em que estiver aqui?
Encontrar a sheila da caverna do dragão na sala de justiça e levá-la para o Bloco do Case.

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