Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Nadine Shah é trilha para aqueles momentos de amor/fúria pós-relacionamento

Nadine Shah, uma das novidades da cena pop do Reino Unido, chega ao seu segundo disco, Fast Food, com as velhas comparações com P.J. Harvey e Nick Cave. Mas talvez isto nem seja algo tão ruim assim, afinal. Existe espaço hoje para este tipo de interpretação, dramática e dark.

Leia Mais: Discos
A$AP Rocky faz disco chapado sobre LSD e sexo
Florence traz drama ao rock de arena
A inusitada história de poliamor do Unkwown Mortal Orchestra
Vetiver faz indie-folk com pouca substância

Há uma segurança grande de Nadine, ex-cantora de jazz que abraçou esse lado mais lúgubre do rock. Ela contou com a produção de Ben Hiller, nome ligado a trabalhos importantes do pop trevoso, como Depeche Mode, para ajudá-la a encontrar seu próprio caminho. Ainda que algumas escolhas do disco sejam previsíveis, as faixas têm um apelo que faz o ouvinte se agarrar àquelas canções até o final do álbum.

As letras tratam de relacionamentos e são bem diretas e incisivas, o que aumentam o poder de empatia com o ouvinte. Ouça a ótima “Fool” e “Fast Food” e “Stealing Cars”, sobretudo se você precisar de uma trilha sonora para aqueles momentos de fúria/paixão por alguém. [Rafael Souza]

nadine-shah-fast-food-300x300NADINE SHAH
Fast Food
[Apollo, 2015]

7,5

Sem mais artigos