Banda diversifica ainda mais as influências para fazer um black metal fora do comum neste novo disco, Ordinary Corrupt Human Love.

Crítica: Deafheaven segue inovando no metal brutal e pesado
NOTA8

A banda de Los Angeles, Deafheaven, é um dos nomes mais interessantes do metal hoje, mas também um dos mais inusitados. Saídos do black metal, um dos subgêneros mais “difíceis” dessa seara do rock pesado, eles foram abraçados pelo universo do rock e pop alternativo, figurando em publicações e afeitos a públicos que nem sempre costumam dar atenção devida ao metal (a começar por esse site aqui, já fazendo uma mea culpa).

Tratando de temas pesados que vão fundo no pior da experiência humana (perda, angústia, indulgência), a banda traz uma interpretação que leva o ouvinte a uma experiência próxima da catarse. O vocal monstralizado do frontman George Clarke é preciso, soando nem tanto apático, nem tanto desesperado. Caso da incrível “Honeycomb”, que saiu como single antes do disco, um dos melhores sons que o grupo já fez. Já “You Without End” foge às expectativas ao trazer uma base indie-rock melancólica e colocar os vocais de Clarke quase como um contraponto.

A banda novamente foi buscar referências além do metal, das guitarras indie do Explosions in The Sky aos Beatles, passando até mesmo pelo dream pop. Depois da psicodelia do clássico Sunbather e do incrivelmente pesado New Bermuda, o Deafheaven retorna mais diversificado e orgânico, mostrando o interesse da banda em apostar em novas sonoridades. Uma das mais interessantes experiências do rock este ano.

DEAFHEAVEN
Ordinary Corrupt Human Love
[Anti-, 2018]
Produzido por Jack Shirley

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