Cymbals afirma personalidade com segundo disco após estreia promissora

Por Juliana Dias

Notas mais altas que os instrumentos e viradas com guitarras fazem o novo álbum do Cymbals Eat Guitars, Lenses Alien. Lançado dia 6 de setembro nos formatos digital e físico (em CD e LP), é uma produções indies mais esperados do ano. Nele, as músicas finalizam com vozes ecoadas e os instrumentos que dão um “up” a mais no som. Lenses abre com “Rifle Eyesight (Proper Name)”, uma epopéia de oito minutos de duração.

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Crítica do primeiro disco, Why There Are Mountains

Depois, o disco vai ganhando mais pressa, com vocais de palavras rápidas, a exemplo de “Shore Points”, e distorções instrumentais que acentuam o drama das letras. Backing vocals reforçam a atmofera de desabafo (“uuuhhhh”), com frases apressadas e instrumentos distorcidos, incluindo com gritos exaustos — as faixas prometem bons momentos ao serem tocadas nos palcos. Em toda a produção, temos pensamentos confusos, por vezes desesperados, que levantam algumas questões. É como se estivéssemos dentro de uma mente confusa. Daí a identificação de parte do público.

Com um reforço maior na parte instrumental. o disco traz uma linearidade, não perde o ritmo em nenhum momento e se destaca pelo melodrama dos vocais rasgados de Joseph D’Agostino, o dândi incompreendido desses tempos que os indies adoram sofrer junto. O álbum ainda reforça as influências do Cymbals Eat Guitars de Pavement e Modest Mouse, o que é ótimo.

CYMBALS EAT GUITARS
Lenses Alien
[Barsur, 2011]

NOTA: 7,5

 

 

 

 

 

 

 

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