Gamma Ray (Foto: Luciana Ourique/ Divulgação)

COM A CASA CHEIA
Abril Pro Rock fechou sua edição 2008 em noite de pura apoteose com o melhor do Metal mundial
Por Conceição Gama, especial para O Grito!
Fotos: Luciana Ourique

Abril pro Rock – Palco 1
Sábado | 27 de abril 2008

Helloween e Gamma Ray, duas importantes bandas do cenário do metal mundial, encerraram apoteoticamente o festival Abril Pro Rock no último 27 de Abril, para o deleite dos headbangers pernambucanos. Ver shows de metal internacional no Nordeste ainda é raridade, mesmo com a baixa do dólar. Quando isso acontece, então, é garantia de casa cheia. Sendo show de duas grandes bandas juntas, o cenário ainda fica mais favorável. As apresentações atraíram cerca de 8 mil pessoas para o Chevrolet Hall, o maior público da edição 2008 do festival, com direito a centenas de caravanas vindas de outros Estados e de cidades do interior. E quem compareceu não se decepcionou.

Por volta das 21h, subiu ao palco a Gamma Ray, provando porque é considerada a maior banda de power metal do mundo. Kai Hansen e companhia subiram ao palco entoando de cara o clássico Into The Storm, o suficiente para os fãs entrarem em êxtase. E foi assim durante o resto do show. Tocar sucesso atrás de sucesso foi a sacada da banda para arrancar aplausos até dos que não conheciam bem seu trabalho.

Kai, Henjo Richter, Dirk Schlächter e Dan Zimmerman são excelentes músicos, precisos e milimétricos. Músicas velocíssimas foram executadas com maestria e o som, beirando a perfeição, ajudou bastante os alemães. Kai, simpaticíssimo, é um perfeito frontman, que interage o tempo inteiro com o público, puxando coros e palmas. O show foi curto (durou cerca de uma hora), mas certamente vai ficar na lembrança dos pernambucanos por anos a fio.

Helloween (Foto: Luciana Ourique/ Divulgação)

A atração seguinte, mais aguardada da noite, também fez um show inesquecível. Com o lindo cenário da turnê do excelente Gambling With The Devil ao fundo, os músicos da Helloween abriram a apresentação com a mais que clássica Helloween, com pouco mais de dez minutos de execução. Vale abrir um parêntese para falar do vocalista Andi Derris que, neste show, provou aos pernambucanos que não deve absolutamente nada a Michael Kiske, antigo (e idolatrado) vocalista da banda. Se no início ele ficou à sombra de Kiske, agora finalmente assumiu uma postura própria, cheia de personalidade, que trouxe ao Helloween mais peso e agressão, com melodia de modo equilibrado, algo que, por vezes, faltou ao too happy Kiske.

Vestindo uma jaqueta de lantejoulas vermelhas e com uma cartola na cabeça (que mais pareciam ter vindo diretamente do figurino de Willy Wonka), Andi dominou a cena, fazendo até os mais céticos crerem que ele distribuiu bilhetes dourados para que toda a platéia tivesse acesso à fantástica fábrica de metal melódico. E seguiram-se execuções de mais que clássicos como “Eagle Fly Free”, “Dr. Stein”, “March Of Time”, “A Tale That Wasn’t Right” e “Sole Survivor”.

Helloween e Gamma Ray (Foto: Luciana Ourique/ Divulgação)

Como todos esperavam, o final ficou por conta da jam session entre o Helloween e o Gamma Ray. Com passos ensaiados daquelas coreografias clássicas do metal (popularizadas pelo Iron Maiden), foram executadas “Future World” e “I Want Out”. O público, emocionado e extasiado, cantou alto e acompanhou tudo sem cansar. Mesmo depois que as bandas saíram de cena, os presentes continuaram o clássico refrão “Happy happy Helloween, Helloween, Helloween! Happy happy Helloween, ô ô ô ô!”, terminando de forma emocionante aquele que foi, certamente, o melhor show de metal que se viu por aqui nos últimos anos.

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