O músico pernambucano Ricardo Chacon começa 2012 cheio de novidades. Ele lança nesta quinta, às 22h o seu primeiro single do disco novo, Nonsense. Na cena independente desde 2008, Chacon tem como trabalho mais conhecido, Terra Papagali Coffee Shop em parceria com o pianista Piero Bianchi.

Na apresentação de hoje, ele toca músicas inéditas, além de faixas presentes no EP Chacon. A Revista O Grito! conversou sobre essas novidades.

Se pudesse dizer quais bandas estão no DNA da música que você faz, quais seriam?
Achei que não teria muitas, mas só agora dei conta de quanta coisa eu penso ter a ver com o som que eu faço hoje, desde Lula Côrtes a Odair José, passando por bandas mais atuais como Nuda e Academia da Berlinda. Da gringa, posso citar principalmente o Flaming Lips (Do You Realize?), o Wilco e o Teenage Fanclub, como também Bon Iver e Bonnie “Prince” Billy. Por aí…

O que “Nonsense” traz de diferente em relação ao trabalho que já vem fazendo?
Acho que tudo. Nonsense eu enxergo como uma libertação do óbvio, onde busco provocar sensações em quem a está ouvindo, com a voz servindo apenas como uma guia. Mas são as guitarras que provocam as sensações. Mantive uma banda base que já vinha tocando comigo nos shows de divulgação do Chacon EP e começamos a trabalhar num som único para cada música do novo trabalho.

O que podemos esperar desse novo trabalho? Ele vai seguir aquele tom mais melancólico que deu pra sentir no EP de 2010?
Então, a idéia é justamente o contrário. Queria algo realmente mais dançante, com interpretação forte e letras mais intensas. Sempre que surgia uma idéia no violão eu buscava logo um parceiro pra me ajudar com as letras. Fazia apenas o esboço das letras, mas a minha intenção era desta vez não me envolver tanto com elas. Acho que o fato de já estar tocando com uma banda há quase um ano faz diferença em favor deste novo trabalho, pois na época do EP, antes de começar a gravá-lo, ainda não tinha uma banda base que conhecesse as músicas. Tive que convidar alguns amigos meio que em cima da hora e explicar o que eu queria.

Qual a lembrança mais remota que você tem de querer trabalhar com música?
Acho que a do momento pós ter recebido o meu primeiro cachê como músico. Aquele momento me abriu muitas possibilidades, que eu sinceramente nunca havia imaginado. Tornou possível sonhar poder trabalhar fazendo algo que realmente gostava.

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