Foto: Flora Pimentel/Divulgação

Foto: Flora Pimentel/Divulgação

Karina Buhr injeta punk rock no sábado de Carnaval
Cantora fechou primeiro dia de Rec Beat em noite que trouxe ainda o rapper Mcklopedia e Mestre Vieira do Pará

Por Paulo Floro

Karina Buhr entrou no palco do Rec Beat injetando sem dó boa dose de punk rock como nenhuma outra cantora seria capaz. Pela primeira vez no festival, ela fechou o primeiro dia de shows no palco do Cais da Alfândega, neste sábado (8) dentro da programação do Carnaval do Recife. Tocou músicas de seus dois discos, Eu Menti Pra Você e Longe de Onde e trouxe uma banda formada por nomes de destaque no cenário independente atual, como Fernando Catatau, Guizado e Edgard Scandurra.

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O show foi ainda mais pesado que sua última apresentação, no Teatro da UFPE, ano passado. Karina entregou mais gritos, rolou pelo chão do palco, segurou o pedestal e fez sua já conhecida performance de rodar o fio do microfone ao redor do pescoço como uma tentativa de se enforcar. Vestiu um bolerinho dourado, que foi logo tirado para revelar um collant transparente (os peitos com glitter). Assumindo uma postura mais enérgica, Karina encontrou um tom dissonante no atual cenário pop brasileiro – e faz isso com escopo. Faixas como “Guitarristas de Copacabana”, “Não Me Ame Tanto” e “Cara Palavra” combinam bem com essa proposta.

Karina talvez seja uma das cantoras com o maior número de haters e aficcionados na mesma proporção, mas sua performance de palco é algo que não há como ficar impassível. Em um show tão bom, talvez a única coisa negativa tenha sido o final, com um anticlímax depois da ótima “Cara Palavra”, que muitos pensavam ser a última música.

O cantor venezuelano Mcklopedia (Foto: Flora Pimentel/Divulgação)

O cantor venezuelano Mcklopedia (Foto: Flora Pimentel/Divulgação)

Antes de Karina Buhr, o rapper venezuelano Mcklopedia trouxe o mesmo tom forte, com letras de denúncia e uma mistura de ritmos com base de Hip Hop, que ia de soul ao rock mais clássico. Para ajudar a dar forma à proposta artística do músico ao público que nunca o tinha visto antes, o telão mostrava cenas de guerra e poderosos como Vladmir Putin e o papa, como se tivesse que deixar que tudo ali eram rimas de protesto. Carismático, o rapper desceu ao público e improvisou rimas com ajuda da plateia.

O dia ainda teve o paraense Mestre Vieira com vários convidados, confirmando que a antiga conexão do Rec Beat com o Pará (antes mesmo do Estado virar hype) segue forte.

Domingo
O grande destaque desse domingo é a cantora Tulipa Ruiz, que traz ao Recife o show de seu mais recente e elogiado disco, Tudo Tanto. Tem também os colombianos do Monsieur Periné, revelação da América Latina, que mistura gypsy punk, jazz e ritmos como cumbia, porro e bolero.

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