Pitty é um dos destaques deste ano. (Divulgação).

Pitty é um dos destaques deste ano. (Divulgação).

O vai atingir uma marca histórica reservada a alguns poucos festivais no Brasil. Ao final desta 23ª edição serão mais de 500 shows desde sua fundação, em 1993. Este ano, a baiana Pitty é o grande destaque da noite de sexta, enquanto que o metal será representado por Marduk e Coroner, no sábado.

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Ao revisitar as escalações dos últimos 23 anos do APR é possível perceber que o festival esteve sempre ligado às tendências do pop dentro do mercado fonográfico nacional. E também serviu de expoente para a inovação musical que estava sendo feita no Recife, sobretudo com o mangue beat.

Foi o primeiro festival que teve a audácia de unir ritmos da cultura popular com rock pesado; deu visibilidade para a novata Los Hermanos e ajudou a revitalizar a carreira de nomes como Tom Zé, Arnaldo Baptista e Lobão. Foi também no festival que tivemos contato com nomes fora do circuito como Asian Dub Foundation e Antibalas, entre outros.

O Boogarins foi uma das bandas que mais circulou ano passado (Foto: Divulgação).

O Boogarins foi uma das bandas que mais circulou ano passado (Foto: Divulgação).

Ainda navegando na transição do mercado fonográfico, o Abril Pro Rock tenta encontrar seu lugar no cenário atual, mais calcado na presença online dos artistas do que propriamente vendagem de discos. Neste panorama, a presença de Pitty faz todo o sentido. A cantora tem uma legião de fãs bastante engajada na internet e teve boa recepção por seu disco, SETEVIDAS, do ano passado.

O evento ainda aposta em outros nomes da geração atual que estão fazendo sucesso de público. É o caso do Far From Alaska, grata surpresa de Natal e Boogarins, de Goiás. Já o Pato Fu, que retornou com um disco inédito, é um link com o passado do festival.

Na tradicional noite do metal, no sábado, destaque para o Câmbio Negro HC, que celebra os 25 anos de lançamento do álbum O Espelho dos Deuses (1990), primeiro LP de Hardcore gravado no Norte e Nordeste. Tem também Coroner, conhecida como um das precursoras do Thrash Metal.

Os ingressos estão à venda e custam R$ 30 (meia-entrada) / R$40 + 1kg de alimento não perecível (social) / R$60 (inteira). Camarotes (para 10 pessoas): R$ 1.000, R$ 900 e R$800. O Chevrolet Hall fica na Av. Agamenon Magalhães, no Complexo de Salgadinho, em Olinda.

Coroner é precursora do Trhesh Metal. Foto: Divulgação.

Coroner é precursora do Thrash Metal. Foto: Divulgação.

Veja a programação:

Sexta (24/04)

Chevrolet Hall – 21h
Kalouv (PE)
Far From Alaska (RN)
Boogarins (GO)
The Shivas (EUA)
dEUS (BÉLGICA)
Pato Fu (MG)
Pitty (BA)

Sábado (25/04)

Chevrolet Hall – 18h
Hate Embrace (PE)
Lepra (PE)
Cätärro (RN)
Câmbio Negro HC (PE)
Headhunter D.C. (BA)
Gangrena Gasosa (RJ)
Project 46 (SP)
Almah (SP)
Ratos de Porão (SP)
Dead Fish (ES)
Marduk (SUÉCIA)
Coroner (SUÍÇA)

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