Amarante chega ao No Ar como nome grande do pop nacional (Foto: Divulgação)

Amarante chega ao No Ar como nome grande do pop nacional (Foto: Divulgação)

O festival No Ar Coquetel Molotov completa 10 edições este ano e fecha um ciclo. O evento trouxe para o Recife uma proposta mais ousada na curadoria de festivais. Antes, era difícil imaginar o Recife como palco para bandas independentes, de público bastante segmentado. Foi também um festival que serviu para trazer uma nova cara para a cena alternativa – no seu esteio saíram novos sites e blogs, artistas, designers, produtores e claro, público.

Este ano, o No Ar segue com o mesmo formato de anos anteriores: um palco gratuito que começa às 17h, este ano chamado de Red Bull Music Academy Stage e o Teatro da UFPE, com ingresso pago. Segundo os produtores, ano que vem o Coquetel retorna reformulado. O evento aposta nesta edição em nomes do hip hop (), música eletrônica (), destaques do pop recente (Clarice Falcão e ) e um novo astro, que este ano é representado por fazendo sua estreia solo.

A Revista O Grito! escolheu os 7 shows imperdíveis deste ano para ficar de olho. O No Ar acontece nesta sexta (18) e sábado (19) no Teatro da UFPE, a partir das 17h. Ainda há ingressos à venda, mas as meia-entradas estão esgotadas. Mais detalhes aqui.

teamghost

Team Ghost
O projeto paralelo do ex- Nicholas Fromageu mostra o quanto a música eletrônica feita na França está na vanguarda do gênero. O grupo surgiu em 2007 e já lançou três EPs e um disco – o último Rituals recebeu ótima recepção da crítica e revelou o grupo. A banda faz a turnê desse disco e toca além do No Ar também em São Paulo no dia 19, no Sesc Belenzinho. O som do grupo ainda faz referência ao som pós-punk cheio de camadas e muitos sintetizadores de bandas como My Bloody Valentine. Vale a pena ler a entrevista que os parceiros do AltNewspaper fez com Nicolas.

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Cícero
Poucos artistas da nova safra de artistas estão tão comentados quanto Cícero. O cantor que foi revelado com um disco lo-fi Canções de Apartamento chega ao segundo disco, Sábado, com um som mais experimental. Com boa base de fãs arrebanhada através da internet, o músico tem a chance de mostrar seu carisma no palco. O Coquetel faz a sua aposta no moço ao levar sua música intimista e confessional para o Teatro da UFPE.

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Karol Conká
A curitibana Karol Conká é uma revelação do rap feminino, algo que sempre foi escanteado na história do hip hop nacional. Nesse ponto Karol é uma boa surpresa por preencher essa lacuna de uma maneira bem original, adicionando beats pesados às rimas. O disco Batuk Freak, estreia da cantora, foi lançado este ano pela Deck. Ao lado de outros nomes como Rael, Emicida e SlimRimografia, entre outros, Karol Conká faz parte da ótima fase que vive o hip hop brasileiro. Ela toca no segundo dia do festival No Ar , na sala Red Bull Music Academy Stage, que é gratuita. Leia a entrevista com ela no AltNewspaper.

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Bixiga 70
O Bixiga 70 já foi tido como a maior big band afrobeat do Brasil. Mas a real é que o grupo formado por vários nomes conhecidos da cena paulistana tem diversos gêneros dentro de sua gênese – e a África é ingrediente essencial, mas não limitador. No som do grupo cabe samba, psicodelia, dub, improviso, metais e muito mais. Fundado no famoso bairro do Bixiga, a banda chamou a atenção no Brasil por suas apresentações cheias de energia. Eles lançaram recentemente o segundo disco – novamente homônimo – com mixagem de Victor Rice.

metá-metá

Metá Metá
Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França fundaram o Metá Metá, banda que experimenta em diversas paisagens, como metal, free jazz, música latina, africana e punk, sempre fugindo do óbvio. Tudo parece inusitado no som do grupo, que tem um jeito visceral e teatral de cantar e tocar. Pela ousadia estética é possível dizer que o Metá Metá é diferente de tudo o que vem sendo feito na música brasileira nos últimos anos. Não perca de jeito nenhum.

http://www.youtube.com/watch?v=7CKVHN_d8Lo

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Perfume Genius
Natural de Seattle, Mike Hadreas, alter-ego do Perfume Genius, lançou um dos discos mais melancólicos e confessioais já feitos, o Put Your Back N2 It. Tratando da sua saída do armário e de seus relacionamentos e traumas, é um trabalho que oscila entre a discrição e a euforia. Ele fez o disco depois de superar um período de auto-isolamento que marcou sua estreia, Learning. Seu show faz parte da tradição do Coquetel em apostar em músicos introspectivos e originais, a exemplo do que fez com o Final Fantasy, destaque em anos anteriores.

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Rodrigo Amarante
Por fim temos Rodrigo Amarante, um dos mais conhecidos membros do Los Hermanos, que chega ao festival cinco anos depois da estreia de outro hermano, Marcelo Camelo. Depois de integrar outros projetos paralelos como a Orquestra Imperial e Little Joy, o músico agora se arrisca sozinho em seu primeiro disco, Cavalo, um trabalho difícil, marcado por muita melancolia e experimentalismo. No palco, Amarante chega com os músicos Rodrigo Barba, Gabriel Bubu, Gustavo Benjão e Lucas Vasconcellos, da banda Do Amor. Veja a crítica do disco.

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