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Os vencedores desta edição no palco. (Foto: Domar / Divulgação).

“Pé de Chinelo” e “Farpa” são eleitos os melhores filmes do 7º Curta na Serra

Premiados foram divulgados no evento de encerramento, realizado neste domingo (29)

Serra Negra, Bezerros (PE)

Noite de celebração para inúmeros profissionais que impulsionam a produção curtametragista pernambucana e brasileira. Neste domingo (29), no Anfiteatro de Serra Negra, foram divulgados os filmes premiados na sétima edição do Curta na Serra, festival que cumpre papel de enorme relevância como polo exibidor no interior do estado. Antes da entrega dos resultados, o público assistiu à projeção de Recife Frio, impecável curta de Kleber Mendonça Filho que imagina radical mudança de clima na capital pernambucana.

Sob a neblina característica da noite de Serra Negra, Marlom Meirelles, idealizador e produtor executivo do festival, chamou ao palco membros dos júris para a entrega dos prêmios. Na Mostra Pernambucana, o troféu de Melhor Filme foi para Pé de Chinelo, sensível curta dirigido por Cátia Cardoso. Pela atuação em Lança-Foguete, obra da qual também é diretor, William Oliveira recebeu o prêmio de Melhor Ator. Já a pequena Maria Emilia Santos cativou a todos com o seu carisma em Trincheiras (direção de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida) e conquistou o prêmio de Melhor Atriz.

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O diretor Lucas da Rocha, do filme Trincheiras. (Foto Domar/Divulgação).

No Panorama Nacional, o principal prêmio (Melhor Filme) ficou com Farpa, de Thaís Oliver e Raphael Phields, mas a obra com maior número de troféus foi Samba Infinito, dirigido por Leonardo Martinelli. O curta levou os prêmios de Melhor Ator (para Alexandre Amador), Melhor Montagem (Lobo Mauro) e Melhor Trilha Sonora (Fabio Carneiro Leão e André Mendonça). Na categoria de Videoclipes, o prêmio principal foi para Alumeia, criativa obra audiovisual feita para a música de Juliana Linhares e Luana Flores (que é a diretora do clipe). Destaque também para Cana Queimada de Desejos, de Sávio Sabiá, que recebeu Menção Honrosa do júri.

Houve ainda a premiação dos curtas integrantes da Sessão Especial, mostra cujas obras estão sendo exibidas exclusivamente através do site do festival. Entre os vitoriosos, destaque para Americana, de Agarb Braga (premiado como Melhor Filme); A Nave que Nunca Pousa, de Ellen Morais (Melhor Direção); e Santo Graal, de Giselle Gonçalves e João Francisco (Melhor Atriz e Melhor Fotografia).

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Público prestigia o Curta na Serra, ao ar livre. (Foto: Domar/Divulgação.)

A sétima edição do Curta na Serra entrou devido ao recorde absoluto de filmes inscritos: um total de 1.194 obras submetidas. O dado traduz o interesse cada vez maior de realizadores em dialogar com o festival e ocupar o anfiteatro de Serra Negra com suas narrativas, fortalecendo esse espaço de encontro marcado pelo acolhimento e pela potência do cinema autoral.

E o fôlego do festival está longe de se esgotar neste calendário de 2026. Durante o evento de encerramento, o produtor executivo Marlom Meirelles adiantou que a oitava edição do festival nova acontecerá ainda este ano, prevista para o mês de setembro, com datas exatas a serem confirmadas. Importante notícia para reforçar o papel do Curta na Serra como plataforma ativa de difusão, celebração e reconhecimento do cinema pernambucano.

O jornalista viajou a convite da organização do festival.