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5 motivos para assistir a Lovecraft Country na HBO

Disponível para assinantes desde 16 de agosto, a série começa com o retorno de Atticus Freeman, veterano da guerra da Coreia, à sua cidade natal para atender um chamado do pai, com que mantém uma relação conturbada.

O misterioso legado do jovem negro é o estopim para a revelação de seitas ocultas, criaturas monstruosas, poderes sobrenaturais, documentos secretos e outras dimensões.

Até a publicação desta postagem, haviam sido exibidos 3 dos 10 episódios da primeira temporada.

Veja por que você não pode deixar de assistir:

1. É adaptado de um livro

Lançado no Brasil pela Intrínseca, primeiro capítulo pode ser baixado de graça no site da editora

Território Lovecraft, de Matt Ruff (Intrínseca, 352 páginas, R$ 50,90 na Amazon), entra fácil naquelas listas de livros para ler antes de morrer.

Com narrativa empolgante e estilo elegante, Ruff criou uma história que mistura elementos sobrenaturais da bibliografia de H.P. Lovecraft com as ameaças bastante reais do racismo dos Estados Unidos na década de 50.

Como toda boa adaptação, a série toma liberdades que em alguns momentos deixam a trama ainda melhor que o livro (em outros, não)

Também é mais explícita nas cenas de terror.

Se ficou interessado, a Intrínseca disponibilizou o primeiro capítulo de graça em PDF.

2. Muito oportuno

Nos anos 50, o racismo era legalizado em boa parte dos Estados Unidos

O livro de Matt Ruff é fevereiro de 2016 e a HBO deu sinal verde para a produção da série no ano seguinte. A exibição nos dias de hoje é mais do que oportuna, considerando os recentes episódios de violência contra negros nos Estados Unidos e a explosão do movimento Black Lives Matter.

A série e o livro são ambientados numa época em que o racismo era legalizado em boa parte dos Estados Unidos. Xerifes e vizinhos brancos conseguem ser mais assustadores que os monstros.

Se nunca ouvir falar sobre as leis Jim Crow, leia AQUI para entender o contexto.

3. Trilha sonora absurda

Poema musicado Withey on the moon dá título ao segundo episódio

A seleção das músicas é um dos pontos altos de Lovecraft Country, cuidadosamente encaixadas para reforçar a narrativa.

Tem interpretações de Etta James, B.B. King, Nina Simone, Sarah Vaughan

Vai de clássicos como Whole Lolla Shakin’ Goin’ On ao poema musicado Whitey on the Moon, de Gil Scott-Heron, que dá nome ao segundo episódio.

Já tem playlist oficial no Spotify pra quem quiser conferir.

4. Criadores craques na temática

Jordan Peele, de Corra!, é um dos criadores e produtores da série

Da extensa lista de produtores encabeçada por J.J. Abrams, dois recebem o título de “criadores” de Lovecraft Country: Misha Green e Jordan Peele.

Ambos têm no currículo trabalhos elogiados e premiados que tratam da questão do racismo.

A série Underground: Uma história de resistência (2016, disponível para assinantes do GloboPlay), de Green, se passa na época da guerra civil americana e acompanha a luta pelo fim da escravidão.

Peele é o cara por trás do filme Corra! (2017, para alugar em plataformas digitais), thriller em que um relacionamento inter-racial esconde planos sinistros. O filme levou o Oscar de melhor roteiro original em 2018.

5. Elenco primoroso

Jonathan Majors e Jurnee Smollett ganharam destaque em meio ao um talentoso elenco

O livro troca de protagonistas a cada conto/capítulo, mas a série preferiu focar em dois: Atticus (Jonathan Majors) e Letitia (Jurnee Smollett).

Majors ganhou dois prêmios de coadjuvante por The Last Black Man in San Francisco (2019).

Jurnee é mais conhecida do público nerd por conta do papel da super-heroína Canário Negro no filme da Arlequina: Aves de Rapina (2020) e pela série True Blood (2013). Ela trabalhou também em Underground: Uma história de resistência.

Mas justiça seja feita: todo o elenco dá um show!

Ator Felipe Folgosi está com novo projeto de HQ: “Comunhão”

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Trabalhando atualmente na recém-estreada novela A Terra Prometida, da TV Record, o ator, roteirista e diretor Felipe Folgosi se aventurou pelo mundo das histórias em quadrinhos há pouco mais de um ano, com a graphic novel Aurora.

Agora, ele está de volta ao meio com um novo projeto, Comunhão que, a exemplo do anterior, está em busca de financiamento coletivo no Catarse. No momento de publicação desta matéria, o cumprimento da meta de R$ 49.500 estava em 65%, faltando 24 dias para o prazo final.

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O autor define sua nova obra como uma história de terror. Na trama, um grupo de corrida de aventura penetra no coração da Mata Atlântica para resolver uma rixa entre seus membros e provar quem é o melhor. O encontro com uma tribo perdida e um reverendo misterioso vai fazer com que eles precisem correr pela própria vida.

Para falar mais sobre Comunhão e sua experiência com HQs, Felipe Folgosi respondeu as 5 perguntas do Papo de Quadrinho:

De onde veio a ideia para a trama de Comunhão?

A sugestão de escrever um terror surgiu em 2006, por meio de um amigo americano, já que este gênero é muito produzido nos Estados Unidos. Então comecei a pensar como tornaria uma história dessas interessante para mim. Comecei a pensar o que poderia escrever usando o universo das corridas de aventuras, por unir ação, desafios, superação dos limites e a natureza implacável. Junto a isso comecei a pensar sobre a origem do mal, e como alguém pode se desvirtuar e acabar em lugares perigosos moralmente.

Como foi a aceitação do seu trabalho anterior, Aurora?

Melhor do que esperado. Várias pessoas que compraram o livro em eventos no ano passado voltaram a me encontrar nos eventos deste ano para me cumprimentar e dizer que gostaram. Sem falar daquelas que entram em contato pelas redes sociais.

Qual a principal diferença entre as duas obras?

São gêneros bem diferentes. A protagonista do Comunhão é uma mulher, enquanto do Aurora é um homem. Esteticamente também são diferentes. O JB Bastos, que faz a arte, é craque no terror e quis desenhar em preto e branco para exatamente diferenciar do Aurora, e ao mesmo tempo remeter aos quadrinhos de terror dos anos 70.

O que você aprendeu com Aurora – em termos de produção, financiamento, divulgação – que está aproveitando agora em Comunhão?

Aprendi muito! Principalmente que planejamento é essencial. Quanto mais o orçamento e os prazos estiverem sob controle, mais tranquila vai ser a produção.

Qual a maior diferença entre escrever um roteiro para cinema e um para quadrinhos?

O quadrinho exige mais decupagem. Múltiplas ações podem acontecer no cinema, e para fazer isso nos quadrinhos você tem que detalhar cada momento isoladamente. A síntese é maior.

Para mais informações, valores e recompensas, acesse o link https://www.catarse.me/pt/comunhaohq. O lançamento está previsto para dezembro.

Coletânea nacional reverencia quadrinhos clássicos de terror

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Do Press-Release

Os leitores de quadrinhos que já passaram da casa dos 40 certamente se lembram com saudade de revistas como Kripta e Calafrio. Numa época de governo militar e censura no Brasil, ler às escondidas aquelas histórias em preto e branco e papel jornal, recheadas de sangue e sensualidade, assumia um caráter quase transgressor.

O quadrinhista Flávio Luiz, autor de obras premiadas como Aú, O Capoeirista e o Fantasma do Farol e O Cabra (Troféu HQ Mix de 2015 e 2011, respectivamente), e a roteirista e produtora cultural Lica de Souza uniram seus talentos e memórias para reverenciar os quadrinhos de terror do passado na coletânea 3 Histórias de Terror e Uma Nem Tanto (Editora Papel A2, 42 páginas, R$ 30). A HQ tem lançamento marcado para o dia 22 de outubro, na Monkix Livraria, em São Paulo.

Da mesma forma que nos clássicos dos anos 1970 e 80, os quadrinhos de Flávio e Lica alternam terror explícito e psicológico, verborragia e silêncio, onde personagens incautos sucumbem frente a zumbis, forças da Natureza e aos próprios demônios interiores.

Como o título entrega, o lançamento reúne quatro histórias: três publicadas anteriormente em HQs independentes – “Inocentes” (Imaginários 2), “A Velha Mina” (Máquina Zero 1) e “O Último Cigarro” (Fronteira Livre 1) – e a inédita “Banquete”.

Em comum, todas elas trazem o estilo inconfundível de Flávio Luiz. Fã de mestres como o belga Hergé e o francês Uderzo, seu traço limpo, influenciado pela ligne claire europeia, pode causar estranheza ao leitor acostumado com a arte carregada de pretos e sombras que caracteriza os quadrinhos de terror. Mas não se engane: por trás deste estilo cartunesco escondem-se trevas capazes de gelar o coração.

Os autores

Flávio Luiz e Lica de Souza são casados e residem atualmente na capital paulista. Ele é autor de Aú, O Capoeirista, O Cabra, Jayne Mastodonte e Rota 66. Vencedor por duas vezes do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, premiado em diversos salões de Humor no Brasil e no exterior, já foi programador visual, diretor de arte em agências de publicidade, ilustrador do extinto jornal Bahia Hoje e do Correio da Bahia, e ilustrador da agencia África.

Lica é bacharel e Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia, tem longa carreira na publicidade e especializou-se em produção gráfica. Nos últimos 15 anos, atuou em produção cultural de espetáculos teatrais, CDs, shows, livros e exposições.

3 Histórias de Terror e Uma Nem Tanto

Autores: Flávio Luiz e Lica de Souza

Editora: Papel A2 Texto & Arte

Páginas: 42

Formato: Brochura 20 x 26 cm

Preço: R$ 30,00

Lançamento: dia 22 de outubro (quinta-feira), a partir das 18h, na Monkix Livraria (rua Harmonia, 150 – loja 3, Vila Madalena – São Paulo – SP)

A Mundo Nerd – Grandes Obras 3: Terror

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A Mundo Nerd – Grandes Obras 3: Terror traz um guia imperdível para os fãs de produções sangrentas e tramas macabras. A edição reúne 50 filmes, 25 livros, 15 HQs, 15 séries e 10 games e informações curiosas sobre essas obras. Uma edição dos diabos para quem é possuído pela cultura nerd.

>> E ainda nesse volume da coleção

Banho de sangue
De que maneira Pinhead, Jason, Freddy Krueger e outros monstros transformaram o gênero terror em um fenômeno nos anos 1980.

10 vampiros
Drácula de Christopher Lee, Lestat de Tom Cruise, Adam de Tom Hiddleston… Conheça os mais icônicos sugadores de sangue do cinema e da TV.

Andrew Fukuda
Uma entrevista exclusiva com o autor da elogiada trilogia literária A Caçada.

Bastidores tétricos
Descubra algumas curiosidades bem macabras sobre as principais obras de terror.

Mundo Nerd – Grandes Obras 3: Terror completa a coleção Grandes Obras e já está nas bancas em São Paulo capital e Rio de Janeiro capital. No restante do país, a revista será lançada nos próximos 60 dias.

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