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Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs estrangeiras de 2015

Em nome da tradição, Papo de Quadrinho lista as melhores HQs publicadas no Brasil em 2015, na opinião dos editores.

Como sempre, o critério foi: HQs inéditas publicadas no País no ano que termina – ou seja, importados e relançamentos ficaram de fora.

E mais importante: só entraram na seleção as HQs lidas pelos editores. Apesar dos nossos esforços, não conseguimos ler mais que 200 lançamentos durante o ano, o que deve representar cerca de 10% do total (em 2014, o HQ Mix listou mais de 1.700 títulos, isso num ano sem FIQ e CCXP).

Portanto – nunca é demais lembrar – essa lista não tem a pretensão de ser definitiva. Pense nela como um conjunto de dicas de amigos tão apaixonados pela nona arte quanto você, leitor.

Abaixo, seguem, em ordem alfabética, nossa lista de Melhores HQs estrangeiras publicadas no Brasil em 2015. Nos próximos dias, publicaremos nossa preferência dentro da grande e qualificada safra nacional.

Criminosos do SexoCriminosos do Sexo – Vol. 1 (Matt Fraction e Chip Zdarsky – Devir Editora)

Fraction transformou as reações físicas do corpo durante o orgasmo numa espécie de superpoder e desenvolveu toda uma complexa trama em torno dela. A história deste primeiro volume é contada em três tempos narrativos: o flashback em que Suzanne é surpreendida pelo “superpoder” ainda na adolescência, quando se masturba na banheira; um passado mais recente, em que ela conhece Jonathan, um cara que tem a mesma habilidade que ela; e o presente momento, com os dois encurralados numa tentativa de assalto a banco. Uma HQ divertida e envolvente, daquelas que a gente torce para não acabar.

Entrevista com o VampiroEntrevista com o Vampiro – A História de Cláudia (Ashley Marie Witter – Editora Rocco)

Mais que uma simples adaptação, a HQ se propõe a recontar o clássico de Anne Rice sob o ponto de vista de Cláudia, a menina transformada em vampira num arroubo de carência e irresponsabilidade de Louis e Lestat. O livro original dá conta de explorar o drama da imortal que envelhece num corpo de criança; a HQ se propõe a ir ainda mais longe ao retratar, em primeira pessoa, as hostilidades crescentes com Lestat, o amor por Louis e a necessidade cada vez maior de descobrir a origem de sua espécie – com consequências nada boas, como bem sabem os leitores das Crônicas Vampirescas.

O PerfuraneveO Perfuraneve (Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette – Editora Alpeh)

Um cataclisma nuclear reduziu a humanidade a alguns poucos milhares de sobreviventes que conseguiram embarcar num moderno trem. O Perfuraneve, como é chamado, tem um sistema autossustentável, o que lhe garante seguir indefinidamente pelos trilhos que cortam parte do globo terrestre. Por meio dessa parábola distópica, os autores demonstram que a humanidade não aprende nada com os próprios erros: o Perfuraneve mantém um sistema autoritário que preserva a divisão de classes sociais e, para isso, utiliza as mesmas velhas ferramentas: força, mídia, religião e medo. A HQ foi adaptada para o cinema, exibido no Brasil recentemente.

O Trem dos ÓrfãosO Trem dos Órfãos (Phillipe Charlot e Xavier Fourquemin – Edições Besourobox)

“Orphan Train Riders” foi um programa iniciado na segunda metade do século 19 que pretendia resolver dois problemas: a quantidade de crianças abandonadas nas metrópoles do leste dos Estados Unidos e a necessidade de mão de obra barata para trabalhar nas lavouras do oeste. Esse importante, porém desconhecido, evento social americano é narrado a partir do ponto de vista de um garoto que precisa tomar conta da irmã e sobreviver num ambiente de rigor religioso e competição juvenil. É uma história também de autoconhecimento, de um idoso que busca se reencontrar depois de décadas de rancor pela traição de um amigo.

ParasyteParasyte (Hitoshi Iwaaki – Editora JBC)

Esse mangá chega ao Brasil com mais de 25 anos de atraso, motivado, provavelmente pela recente adaptação para anime pela produtora Madhouse. Antes tarde que nunca! Parasitas criados para dar um basta aos danos causados pela humanidade ao meio ambiente começam a invadir corpos e se alimentar de outras pessoas. No caso do jovem estudante Shinichi Izumi, algo inusitado acontece e o parasita se aloja em sua mão direita. A partir daí, os dois seres passam a viver uma relação conflituosa, porém simbiótica. Parasyte chama atenção pelo contraste entre humor, terror e drama. A arte de traços simples e limpos provoca ainda mais estranheza no leitor. Acaba de chegar às bancas a 5ª edição, de um total de 10.

PlanetesPlanetes (Makoto Yukimura – Panini)

Planetes talvez seja uma das melhores definições de space opera: uma “novela” espacial que apresenta um admirável mundo novo, quando a humanidade desenvolveu a tecnologia para colonizar a Lua e se prepara para explorar os recursos naturais de outros planetas do Sistema Solar. Como toda boa ficção científica, Planetes é centrado em pessoas: o futuro e a ciência são artifícios para expor o comportamento humano nesse novo ambiente. A história começa centrada em três amigos astronautas, “lixeiros espaciais”, e aos poucos vai se aprofundando no drama, motivações e relações pessoais e amorosas deles. O quarto e último volume chegou às bancas há poucos dias.

SnowdenSnowden – Um Herói do Nosso Tempo (Ted Rall – WMF Martins Fontes)

A HQ desvenda a personalidade, a biografia e os feitos do protagonista de um dos maiores escândalos do início deste século: Edward Snowden, responsável por revelar ao mundo os abusos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos contra a privacidade de milhões de cidadãos do mundo todo. Ted Rall usa seu estilo cartunesco para retratar os personagens em uma obra que se assemelha mais a um livro ilustrado que a uma história em quadrinhos. A obra trata de um assunto polêmico sem ser pedante ou didática. Pelo título, já dá para perceber o posicionamento do autor em relação ao tema, mas nem por isso ele deixa de apresentar o ponto de vista daqueles que consideram Snowden um traidor, e deixa para o leitor o papel de formar sua própria opinião.

TarzanTarzan – Contos da Selva (Vários autores – Pixel Media)

Uma releitura moderna, por meio do trabalho de por 12 artistas, de contos que integram a mitologia criada por Edgar Rice Burroughs – entre eles, o brasileiro Sérgio Cariello. A graça de Contos da Selva está não só na qualidade dos roteiros e artes, mas justamente na diversidade de estilos que traduzem a obra de Burroughs para novos leitores, sem deixar de lado o respeito ao texto original. As histórias mostram como Tarzan precisou conquistar o respeito dentro da comunidade de primatas que o criaram, seus desafios pessoais, o sentimento de rejeição e os primeiros interesses amorosos.

Terra FormarsTerra Formars (Yu Sasuga e Ken-ichi Tachibana – Editora JBC)

Prevendo problemas com a superpopulação mundial, nações se unem em torno de um ambicioso projeto: colonizar Marte. Para tornar a árida superfície do planeta vermelho habitável, ela é bombardeada com uma mistura de algas e insetos. Séculos depois, os humanos descobrem que os insetos – baratas, no caso – não só se reproduziram, como também evoluíram para a forma uma humanoide com inteligência razoável e incrível poder de adaptação. E, aparentemente, elas têm pelos humanos a mesma ojeriza que provoca neles. As missões enviadas para enfrentar o problema são compostas por astronautas infectados por diferentes insetos e animais. Em alguns momentos, Terra Formars assume as características de um típico shonen, com cada astronauta manifestando um incrível poder. E os autores ainda dedicam um tempo a explicar as características básicas do inseto ou animal que se manifesta nos personagens. Uma ótima e divertida ficção científica. Já foram publicados 5 volumes de um total de 15.

Uma Vida ChinesaUma Vida Chinesa (P. Otié e Li Kunwu – WMF Martins Fontes)

Uma verdadeira aula de História moderna da China em quadrinhos. Esse primeiro volume cobre o governo de Mao Tsé-tung, desde a tomada do poder (1949) até sua morte (1976). Tudo isso pelo ponto de vista do autor, representado pelo garoto Xiao Li. O foco humano ajuda a entender como tantos chineses não só suportaram, mas também apoiaram, com enorme veneração, um regime severo, marcado pelo Grande Salto e pela Revolução Cultural, e que matou milhões de camponeses de fome e expurgou outros milhares.

Pixel lança HQs de Tarzan e Witcher na Bienal do Livro

pixelbienal

O selo de quadrinhos do Grupo Ediouro tem se notabilizado pela publicação de clássicos como Fantasma, Mandrake, Popeye, Hagar, Recruta Zero e outros. O mais legal é que a editora optou por um formato para bancas, mais baratos e acessíveis do que um tratamento de luxo que poderia afastar novos leitores.

Todos estes títulos, já lançados, estarão no estande da editora na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro de 3 a 13 de setembro.

As novidades mesmo são dois álbuns de capa dura: Tarzan – Contos da Selva e The Witcher – A Casa de Vidro.

O primeiro apresenta a releitura moderna, feita por 12 artistas, de elementos da mitologia criada por Edgar Rice Burroughs. São eles: Diana Leto, Pablo Marcos, Lowell Isaac, Will Meugniot, Nik Poliwko, Steven E. Gordon, Jamie Chase, Terry Beatty, Mark Wheatley, Tomás M. Aranda, Carlos Arguello e o brasileiro Sérgio Cariello.

Tarzan – Contos da Selva tem 152 páginas, capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 34,90.

Lançado originalmente como uma série de 18 contos escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski, The Witcher fez sucesso no mundo todo e em diferentes mídias: cinema, TV, jogos de tabuleiro e eletrônicos, e quadrinhos. É esta última, publicada nos Estados Unidos pela Dark Horse, que a Pixel traz para o Brasil.

Com roteiro de Paul Tobin e arte de Joe Querio, a edição brasileira de Witcher – A Casa de Vidro reúne as cinco primeiras edições originais e introduzem o leitor no universo de Geralt de Rívia, que viaja pela Floresta Negra e encontra um labirinto mal assombrado. As histórias são repletas de cenas de lutas, com intrigas políticas envolvendo diversas raças e espécies de animais.

The Witcher – A Casa de Vidro tem 144 páginas, capa dura, formato 17 x 26 cm e preço de R$ 34,90.

Após a Bienal do Livro, ambos os lançamentos poderão ser encontrados em bancas e livrarias.

Tarzan: A arte original de Joe Kubert

No final deste mês, a editora norte-americana IDW lança Joe Kubert’s Tarzan of the Apes: Artist’s Edition. O livro, com 172 páginas, republica a HQ em quatro partes sobre a origem de Tarzan e mais duas histórias adaptadas, todas na arte original em preto e branco de Kubert.

O lançamento presta uma dupla homenagem: ao veterano artista, falecido recentemente, e ao centenário de Tarzan of the Apes, publicado por Edgar Rice Burroughs, ainda em formato de conto, na revista All-Story Magazine em outubro de 1912.

A série Artist’s Edition da IDW é produzida a partir dos originais de diversos artistas, respeitando, inclusive, o tamanho do papel (este Tarzan de Kubert tem formato 30 x 43 cm). Já foram publicados, entre outros, Thor, de Walt Simonson; Groo, de Sergio Aragonés; e o Homem-Aranha de John Romita.

Joe Kubert’s Tarzan of the Apes: Artist’s Edition será lançado em dois formatos: um regular e outro especial, assinado e numerado com apenas 181 cópias e venda direta pela IDW. O primeiro chega às lojas dia 26 e custa US$ 100; o segundo tem lançamento para outubro e preço de US$ 300 – sendo que US$ 50 de cada exemplar serão doados para a Joe Kubert School of Cartoon Art.

Aqui no Brasil, quem quiser ter contato com as histórias de Tarzan escritas, desenhadas e editadas por Joe Kubert nos anos 1970 pode adquirir os dois encadernados lançados pela Devir.

Histórias clássicas de Tarzan ganham segundo volume

A Devir dá continuidade ao projeto de trazer para o Brasil as histórias do Homem-Macaco escritas e desenhadas pelo lendário Joe Kubert nos anos 1970.

Este mês chega às lojas o livro Tarzan: A volta do Rei das Selvas e outras histórias, apenas dois meses depois do lançamento do primeiro volume, Tarzan: a Origem do Homem-Macaco e Outras Histórias.

As histórias foram adaptadas diretamente dos romances escritos por Edgar Rice Burroughs, como Laços de Sangue, Os Renegados e O Troféu, entre outras.

A versão que a Devir traz para o Brasil é a mesma lançada pela Dark Horse em 2006 e reúne edições da revista Tarzan publicada DC Comics entre 1972 e 1973.

O encadernado tem 216 páginas coloridas, capa cartão e tem como bônus uma introdução do próprio Kubert e um artigo sobre a trajetória do Homem-Macaco nos cinemas assinada pelo editor da Devir, Leandro Luigi Del Manto. O preço é R$ 49,50.

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