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Sweet Tooth estreia em 4 de junho

Há dez anos, “O Grande Esfacelamento” causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e caçam. Após uma década vivendo com segurança em sua casa isolada na floresta, Gus (Christian Convery), um menino-cervo acolhido, inesperadamente faz amizade com um viajante solitário chamado Jepperd (Nonso Anozie). Juntos, eles partem em uma aventura extraordinária pelas ruínas da América em busca de respostas: sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e o verdadeiro significado de um lar. Mas sua história é cheia de aliados e inimigos inesperados, e Gus logo aprende que o mundo exuberante e perigoso além da floresta é mais complexo do que ele imaginava. Baseada na série em quadrinhos da DC criada por Jeff Lemire, SWEET TOOTH tem produção executiva de Jim Mickle, Beth Schwartz, Robert Downey, Jr., Susan Downey, Amanda Burrell e Linda Moran.

Beth Schwartz, produtora executiva, escritora e co-showrunner, nos conta sobre como foi levar os quadrinhos de 2009 para a tela: “A série SWEET TOOTH está em produção desde 2016 e os quadrinhos já existiam bem antes disso, mas acho que todo mundo vai se identificar com a série e essa história mais do que esperávamos quando a gente começou a trabalhar nela. Ao assistir SWEET TOOTH, você terá esperança em relação ao futuro”. O produtor executivo, escritor, diretor e co-showrunner Jim Mickle, complementa: “Queríamos criar uma série capaz de oferecer fuga e aventura, onde a natureza estivesse recuperando o mundo e o clima fosse de conto de fadas. SWEET TOOTH é um novo tipo de história distópica, bastante exuberante e esperançosa. Queremos que as pessoas venham a esse mundo onde há beleza, esperança e aventura. Essa é uma história emocionante: andamos de trens, subimos montanhas, corremos pelas florestas. É uma série sobre o que constitui uma família, o verdadeiro significado de um lar e por que é importante manter a fé na humanidade”.

Data de estreia: 4 de junho
Baseado em personagens criados por Jeff Lemire para Vertigo
Todas as informações em: www.netflix.com/sweettooth

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs estrangeiras de 2014

Atualizado em 31.12.2014: 

Miracleman, que ocupava o sétimo lugar da lista, já foi publicado no Brasil, ainda que parcialmente, pela editora Tannos no final dos anos 1980. Assim sendo, fugiu do critério estabelecido e abriu lugar para o mais recente volume dos encadernados do Demolidor. Veja abaixo como ficou a nova lista.

 

Mais uma vez o final do ano impõe a difícil e prazerosa tarefa de preparar a lista das melhores HQs.

Como nas vezes anteriores, cabe explicar o critério: HQs inéditas publicadas no país ao longo de 2014, o que deixou bons importados e ótimos relançamentos de fora.

Que fique claro, também, que estes títulos foram os preferidos entre aqueles lidos pelos editores do Papo de Quadrinho. Apesar de ultrapassar 200 HQs lidas, é ainda um universo muito pequeno frente ao grande e qualificado volume de lançamentos do ano.

Portanto, como bem disse o jornalista Telio Navega na lista do Gibizada, mais do que uma seleção dos “melhores” – sempre subjetiva e passível de cometer injustiças – a relação abaixo serve como um guia para os leitores aproveitarem pelo menos uma parte da ótima safra de 2014.

Como foram muitos e bons lançamentos, decidimos dividir a lista deste ano em duas categorias: estrangeiros e nacionais. A primeira você encontra abaixo; a segunda, nos próximos dias.

10. Demolidor 6 (Panini)

DemolidorO sexto volume de encadernados do Demolidor fecha com chave de ouro a fantástica fase do personagem nas mãos do talentoso roteirista Mark Waid. Ele conseguiu, ao mesmo tempo, retomar a origem mais leve do Demolidor sem, no entanto, fingir que as últimas décadas da cronologia não existiram. Obrigado a encerrar esta fase para abrir o caminho do novo selo Marvel NOW!, Waid optou por uma história simples, porém direta e impactante. Sem dúvida, um dos melhores – se não o melhor – título de super-heróis nas bancas brasileiras.

Star Wars9. Star Wars Legends (Panini)

Muito esperado pelos fãs da saga de George Lucas, este lançamento marca o início, no Brasil, da publicação do material da editora Dark Horse, de 2013, que amplia a trama original. A primeira história, À Sombra de Yavin, se passa logo após a destruição da Estrela da Morte em Star Trek IV – Uma Nova Esperança. A segunda é situada cronologicamente um pouco antes, depois dos eventos mostrados em Star Wars III – A Vingança dos Sith.

Ladrão dos ladrões8. O Ladrão dos Ladrões (HQM Editora)

O que levou Conrad Paulson, o maior ladrão do mundo, reconhecido e respeitado por seus pares e clientes, a se aposentar? O amor perdido? O filho que fracassou ao tentar seguir seus passos? Ou a pressão de uma bela e incansável agente do FBI? Em se tratando de um ladrão, todas as respostas podem estar corretas… ou nenhuma delas. Numa trama repleta de espionagem e reviravoltas que lembram o filme Onze Homens e Um Segredo, o roteiro de Nick Spencer vem recheado pela arte elegante de Shawn Martinbrough. O personagem foi criado por Robert Kirkman, de The Walking Dead, e pode até virar série de TV.

A Guerra dos Tronos7. A Guerra dos Tronos HQ – volume 3 (Casa da Palavra)

A série em quadrinhos, que vem sendo lançada no Brasil em encadernados caprichados, adapta diretamente os livros de George R.R. Martin, e não o seriado da HBO. Apesar de a fidelidade ao texto original tornar ambas as obras bastante parecidas, a HQ permite um olhar diferente, em especial na caracterização dos personagens e na solução narrativa de algumas passagens. O nível de detalhamento é tamanho que só agora, neste terceiro volume, a adaptação dos quadrinhos alcançou o final da primeira temporada da série de TV.

Leia matéria completa aqui.

Sweet Tooth6. Sweet Tooth – Depois do Apocalipse volume 6 (Panini)

O encadernado conclui de forma genial o calvário do menino-cervo que constitui a chave para a praga que dizimou a Humanidade e transformou a geração seguinte em híbridos de animais. Finalmente todos os mistérios são revelados e Jeff Lemire dá uma aula de narrativa gráfica, fechando de forma sublime uma trama cheia de dor, preconceito e perdas.

 

Hideout5. Hideout (Panini)

História de terror escrita e desenhada primorosamente por Masasumi Kakizaki. A leitura tem duas camadas: a primeira, linear, é a trama de um homem que planeja assassinar a esposa numa viagem de férias, mas cai vítima de uma assustadora família canibal; a segunda, mais sutil, revela como nossos demônios interiores tendem a emergir numa situação limite. Em determinado ponto, a narrativa mistura fatos atuais com flashbacks que ajudam na construção dos personagens e na compreensão do inescapável final.

Calvin e Haroldo4. As tiras de domingo 1985 – 1995 – Calvin e Haroldo (Conrad)

Como o nome diz, o volume reúne as tiras dominicais publicadas por Bill Watterson neste período. Lançado originalmente em 2001, o álbum traz revelações importantes sobre as influências do autor, processo de licenciamento das tiras, evolução do traço dos personagens, bastidores das tiras polêmicas e muitas outras informações para satisfazer os fãs apaixonados pelo espirituoso garoto e seu amigo imaginário.

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Hoshi Mamoru Inu Capa.indd3. O Cão que Guarda as Estrelas (JBC)

São duas histórias que se relacionam. No início da primeira, o leitor já sabe como será o fim. Seguir a leitura sem um nó na garganta não é nada fácil. Um homem de meia idade perde tudo que tinha na vida: emprego, casamento, casa, saúde. O que lhe resta é a agradável e fiel companhia de um cão – e isso não é pouco. A segunda história parte do início (ou fim) da primeira e, novamente, versa sobre o amor pelos animais. Emocionante.

Fashion Beast2. Fashion Beast (Panini)

Reza a lenda que esta história nasceu como roteiro de Alan Moore para um filme de Malcolm McLaren, o polêmico produtor da banda punk Sex Pistols. Fashion Beast usa o conto infantil A Bela e a Fera como metáfora para revelar a face nada glamorosa da alta moda. Se já era atual no início dos anos 1990, é ainda mais hoje, num tempo de culto aos estilistas-celebridades.

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Parafusos-capa.indd1. Parafusos – Mania, Depressão, Michelangelo e eu (WMF Martins Fontes)

Poucas vezes o Transtorno Bipolar, que assola parte significativa da população, foi tratado de forma tão honesta, transparente e detalhada. Ainda mais com recurso da linguagem dos quadrinhos. Depois de diagnosticada com a doença, a quadrinhista Ellen Forney vai fundo no estudo de grandes gênios das artes que sofreram o mesmo mal. Ela narra os dolorosos processos do Transtorno Bipolar e a batalha contra o tratamento medicamentoso que poderia afetar sua criatividade. Tudo isso num traço estilizado, eloquente e desafiador.

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