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Papo de Quadrinho Viu: Homem-Aranha – Sem Volta para Casa

Para não comprometer a experiência dos leitores, esta crítica não contém spoilers.

Em entrevista à revista Empire, o diretor Jon Watts comparou Homem-Aranha – Sem Volta para Casa, que chega às telas brasileiras nesta quinta-feira (16), a Vingadores: Ultimato, filme de 2019 que colocou um ponto final no primeiro grande arco de histórias do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM).

Embora não tenha o mesmo clima épico, a comparação faz sentido. O terceiro filme solo do Amigão da Vizinhança carrega um tom de epílogo, conclui o que foi construído até aqui na trajetória de Peter Parker e escancara o caminho para a renovação da franquia aracnídea.

Não é preciso ter assistido a todos os filmes anteriores para entender e curtir Sem Volta para Casa; mas, da mesma forma que em Ultimato, quanto maior o repertório da audiência, melhor a experiência. Com a diferença que, no caso do Aranha, isso se estende às produções da Sony: a trilogia de Sam Raimi (2002-2007) e os dois filmes de Marc Webb (2012 e 2014).

Trama conhecida

Na trama já conhecida por quem assistiu aos trailers, a identidade secreta do Homem-Aranha, Peter Parker (Tom Holland), foi revelada ao mundo pelo vilão Mystério (Jake Gyllenhaal) na cena pós-crédito do filme anterior, Longe de Casa (2019).

Sem Volta para Casa retoma neste ponto para evidenciar todos os problemas que a publicidade indesejada traz para Peter e para as pessoas que ele ama: a tia May Parker (Marisa Tomei), a namorada Michelle Jones (Zendaya) e o melhor amigo Ned Leeds (Jacob Batalon).

Sem se dedicar muito na busca por alternativas, Peter recorre a seu colega Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e encomenda um feitiço para apagar o conhecimento de sua identidade heroica da memória de todas as pessoas.

Porém, ao interferir no processo, Peter provoca uma ruptura no Multiverso e atrai toda sorte de vilões de outras realidades que já cruzaram o caminho do herói:

Duende Verde (Willem Dafoe, de Homem-Aranha, 2002)

Dr. Octopus (Alfred Molina, de Homem-Aranha 2, 2004)

Homem-Areia (Thomas Haden Church, de Homem-Aranha 3, 2007)

Lagarto (Rhys Ifans, de O Espetacular Homem-Aranha, 2012) e

Electro (Jamie Foxx, de O Espetacular Homem-Aranha 2, 2014).

A partir daqui, qualquer coisa que se dissesse sobre a trama configuraria spoiler, o que não faremos.

O que dá para dizer é que Peter e Estranho têm visões diferentes sobre como consertar a situação. Como resultado, o Homem-Aranha enfrenta seu maior dilema moral até aqui sobre o verdadeiro significado de ser um herói. Ele finalmente vai aprender que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e que escolhas trazem consequências.

Melhor filme

Isso faz de Sem Volta para Casa o filme mais denso, sombrio e emotivo do Homem-Aranha no UCM, e o melhor da trilogia.

Não só Holland, mas também Batalon e, principalmente, Zendaya, têm mais domínio de seus papéis e conseguem explorar melhor as nuances de seus personagens, seja nos momentos cômicos seja nos dramáticos. E J.K. Simmons, outra aquisição importada da franquia de Sam Raimi, continua divertido no papel do editor ranzinza J. Jonah Jameson.

Reunir tantos atores consagrados é uma das grandes proezas de Sem Volta para Casa. Com exceção do Homem-Areia e Lagarto, cuja aparição na maior parte do tempo se dá por computação gráfica, os demais têm de fato atuações marcantes e é de se imaginar a logística envolvida para conciliar suas disputadas agendas.

O filme tem ainda a função de fazer o conceito de Multiverso dar um passo adiante no UCM. O emaranhado de realidades alternativas foi explorado anteriormente nas séries do Disney+, Loki e O que aconteceria se…? (ambas de 2021), e será o mote principal de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que estreia em maio do ano que vem (em tempo: fique até o final dos créditos para assistir a uma prévia deste filme).

O futuro?

Tom Holland declarou à Entertainment Weekly que “se tivermos sorte de voltar a ver o Homem-Aranha nas telas, será numa versão diferente”. Ele não mentiu. O desfecho de Sem Volta para Casa abre um leque enorme de possibilidades para a franquia aracnídea.

Tudo depende do futuro da parceria Disney-Sony, estúdios que compartilham os direitos do herói nos cinemas. Depende, sobretudo, dos planos da Marvel para seu intrincado e interligado Universo Cinematográfico.

Pelo lado da Sony, a produtora Amy Pascal manifestou a intenção de que a parceria continue gerando novos filmes do Aranha e falou até numa nova trilogia, mas não descarta a possibilidade uma produção exclusiva. A fábrica de rumores atesta que Holland já teria assinado contrato para pelo menos mais um filme.

Neste momento, Sem Volta para Casa conta com mais de 100 críticas no agregador Rotten Tomatoes e a avaliação dos jornalistas especializados que já tiveram acesso ao filme está em 95%.

Ainda é muito cedo para levantar o véu de incertezas que cobre o futuro do Homem-Aranha nos cinemas. O fato é que se trata de uma franquia de que dificilmente os estúdios, e os fãs, irão abrir mão.

Papo de Quadrinho assistiu a Homem-Aranha – Sem Volta para Casa no dia 14 de dezembro a convite da assessoria de imprensa da Sony Pictures.

Pixels e a Turma da Mônica

E já que o tema do mês é a Turma da Mônica, dá para entender porque seus personagens são um case de sucesso, sempre se renovando e estabelecendo conexões com produtos divertidos.

A Mauricio de Sousa Produções está lançando uma parceria inédita com a Sony Pictures Entertainment para promover o lançamento do filme PIXELS, nova comédia de Adam Sandler (que esse editor ADORA – me julguem!).

A sinopse de Pixels é hilária: seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra. A Terra é atacada usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas.

O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 1980 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Pixels, é uma produção da Sony que evoca a memória afetiva de toda uma geração que aprendeu a gostar de games nos primeiros consoles “pré-históricos” dos anos 1980.

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O site dessa parceria é o http://turmadamonica.uol.com.br/monicapixel/ com informações do filme e com o imperdível “Limoeiro Invaders”, jogável aqui.  O novo longa de Adam Sandler estreia no dia 23 de julho, um dia antes da estreia nos Estados Unidos, com cópias dubladas e legendadas em 2D e 3D.

“O Espetacular Homem-Aranha 2” é a melhor estreia do ano no Brasil

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Entre os dias 1 e 4 de maio, o filme faturou R$ 24,5 milhões nas bilheterias, à frente de Noé (R$ 19,6 milhões) e Capitão América 2 – O Soldado Invernal (R$ 15 milhões). Em valores nominais (sem correção da inflação nem do câmbio), foi maior até mesmo que a estreia de Os Vingadores, em 2012 (R$ 20,3 milhões).

Mais que isso: com exceção dos Estados Unidos, o Brasil ocupa o cargo de maior estreia mundial de O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro (US$ 11 milhões), superando mercados fortes como Reino Unido, França, México, Coreia do Sul e China.

O ótimo desempenho puxou a bilheteria brasileira como um todo. No fim de semana, a soma de todas as telas do país registrou R$ 43,7 milhões, o melhor resultado em anos – sendo que O Espetacular Homem-Aranha 2 foi responsável por 56% do total.

O primeiro filme do reboot, O Espetacular Homem-Aranha, de 2012, fez R$ 13,4 milhões na estreia brasileira.

Até o momento, O Espetacular-Homem Aranha 2 acumula bilheteria mundial de US$ 374 milhões.

Crítica: Agents of S.H.I.E.L.D. Episódio 2: “0-8-4”

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O segundo episódio de Agents of S.H.IE.L.D. – exibido ontem nos Estados Unidos pela ABC e amanhã no Brasil pela Sony – começar a dar mostras que vai cortar o cordão umbilical com o Os Vingadores e caminhar com as próprias pernas.

A equipe de elite do agente Coulson viaja à selva peruana para recuperar um “0-8-4”, código que designa objeto de origem não-identificada e potencial perigo à segurança mundial. Há mais gente interessada no artefato, o que garante as boas cenas de ação.

É claro que as referências continuam lá: Tesseract, radiação gama, Hidra… Mas pelo menos a trama é autocontida e não tem relação com a batalha de Nova York.

Mais uma vez, o fio de roteiro serve de pano de fundo para Joss Whedom aprofundar o conhecimento sobre os personagens. Guardadas as proporções, o primeiro episódio funcionou como os filmes solos de super-heróis da Marvel no cinema: apresentou suas motivações, origens, personalidade.

Já este é como se fosse Os Vingadores: os atritos são colocados à mostra; as diferenças, evidenciadas – até que um “inimigo comum” faz com que um grupo de estranhos se transforme numa equipe afinada.

A fórmula já foi usada? Sim. Ainda funciona? Evidente que sim.

Se Whedom vai conseguir manter o interesse da audiência com histórias autônomas e que garantam a diversão por seus próprios méritos, os próximos episódios dirão. Os fãs confiam que sim.

E também torcem para que Agents of S.H.I.E.L.D. seja palco para muitas participações especiais de personagens live action da Marvel. Pelo menos esse desejo está atendido no segundo episódio, no melhor estilo “cena pós-crédito”.

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