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Tradutores de quadrinhos lançam podcast semanal Notas dos Tradutores

Do press-release

Um podcast sobre tradução, tradutores e traduzir – ou inventar com o trabalho dos outros. Essa é a descrição do Notas dos Tradutores, podcast que lançou seu primeiro episódio nesta semana.

A produção é de três profissionais da área que trabalham sobretudo com quadrinhos:

Mario Luiz C. Barroso, com mais de trinta anos de carreira nas HQs, tem mais de dez mil créditos no GuiaDosQuadrinhos.com. Foi editor da Abril Jovem durante uma década e é o tradutor atual de Homem-Aranha, Deadpool, Mulher-Maravilha, Batman e outros personagens na Panini.

Carlos Henrique Rutz capitaneia a tradução de Príncipe Valente na Planeta DeAgostini e dos títulos Eaglemoss DC. Traduz há dez anos, é professor de inglês e coautor de livros didáticos.

Érico Assis, jornalista da área de HQ que traduz quadrinhos como Bone, Moonshadow, linha Vertigo/Black Label e outras publicações para as principais editoras do país. Também é doutor em tradução e professor.

O Notas dos Tradutores terá episódios semanalmente às segundas-feiras, de aproximadamente trinta minutos. Para ouvir, procure “Notas dos Tradutores” no seu agregador de podcasts preferido ou acesse https://anchor.fm/notasdostradutores.

Você também pode ouvir aqui o primeiro episódio, “N. do T.”, que trata justamente da nota do tradutor, o recurso que alguns tradutores – e leitores – adoram e outros odeiam.

Nos próximos episódios, o podcast vai trazer discussões sobre vários temas ligados à tradução, entrevistas com profissionais da área e muitos detalhes sobre o processo editorial de quadrinhos.

Você pode acompanhar o Notas dos Tradutores no Twitter, Facebook e Instagram.

Ou entrar em contato para dúvidas e sugestões em notasdostradutores@gmail.com

Podcast do Papo de Quadrinho chega no 9º episódio

Em Mundo dos Quadrinhos Pós-Corona vírus, nossos editores e diversos convidados vão debater como fica o mercado dos quadrinhos depois da Pandemia.

Para debater em um misto de analise histórica, futurologia, dúvidas e esperanças, este 9º episódio tem os representantes do Papo de Quadrinho: o jornalista Dyeison Martins – nosso host – e nossos editores Jota Silvestre e Társis Salvatore.

Nossos convidados são os queridos Érico Assis e a quadrinhista Germana Viana. Teremos também diversas participações especiais de outros produtores e artistas como Helô D’Angelo (artista), Victor Lima (especialista em mangás) e Guilherme Kroll (editor). A edição deste episódio é do Rodrigo McFly do Almanaque 21.

Basta acessar pelo Anchor ou pelo Spotify.

Você pode enviar seus comentários para nosso email: papodequadrinho@gmail.com. Sigam a gente nas redes sociais: twitter e instagram @papodequadrinho

6 motivos para assistir Snowpiercer na Netflix

Produção da TNT, Showpiercer estreou na Netflix no dia 17 de maio.

Em vez do tradicional sistema de maratona, os 10 capítulos estão sendo liberados a conta-gotas, um por semana.

Se você ainda não assistiu, veja seis motivos que o Papo de Quadrinho elencou para começar imediatamente.

1. É baseada numa HQ

Le Transperceneige (Snowpiercer: The Escape) foi publicada pela primeira vez na França em 1982 pela editora Casterman, com roteiro de Jacques Lob e desenhos de Jean-Marc Rochette.

Saíram duas sequências muitos anos depois: The Explorers (1999) e The Crossing (2000), com Benjamin Legrand no lugar de Jacques Lob nos roteiros. O quarto volume, Terminus, saiu em 2015 com novo roteirista, Olivier Bocquet.

Nos Estados Unidos, as HQs começaram a chegar em 2014, pela Titan Comics.

Você pode ler as três primeiras histórias no livrão que a editora Aleph lançou em 2015, com o ótimo nome de O Perfuraneve.

Lá fora, a Titan anunciou uma trilogia prequela e já colocou o primeiro volume à venda. Os demais estão programados para agosto de 2020 e junho de 2021.

2. Faz uma forte crítica social

A turma do fundão é tratada como animais

O pano de fundo da trama é um cataclisma ambiental que congelou a Terra. Os poucos sobreviventes (cerca de 3.000) se abrigaram num trem autossustentável que percorre o planeta todo sem paradas.

O problema é que o trem reproduz a desigualdade que existia anteriormente. Nos vagões próximos à locomotiva ficam os ricos, com direito a luxo, alimentação, educação, cultura e lazer.

Nos vagões do fundo, os pobres e miseráveis vivem aglomerados em condições sub-humanas, expostos à fome, crimes, falta de privacidade e violência policial.

Entre os extremos, os vagões do meio reproduzem as nuances da classe média.

3. Já virou filme

Chris Evans viveu o revolucionário Curtis na adaptação para o cinema

Em 2013, Snowpiercer foi adaptada para o cinema por Bong Joon Ho – ele mesmo, o diretor do premiado Parasita, em seu primeiro filme em língua inglesa.

O filme foi estrelado por Chris Evans (o Capitão América dos filmes da Marvel), Tilda Swinton (também trabalhou pra Marvel no papel do Ancião), John Hurt (de V de Vingança) e Ed Harris (de Westworld).

Por aqui, passou pelos cinemas em 2015 com o nome Expresso do Amanhã, e dá para assistir em Blu-Ray e no Amazon Prime.

4. São histórias diferentes…

O fundista Andre Layton (Daveed Diggs) precisa resolver um assassinato

Snowpiercer conta uma história diferente na HQ, no filme e na série, embora todos sigam o mote principal (a luta de classes) e conservem alguns elementos em comum.

Na HQ, a trama acompanha Proloff, que conseguiu fugir do fundo do trem e alcançou os vagões intermediários. Ele conhece a ativista da terceira classe Adeline e, no percurso para interrogatório, ficamos conhecendo os setores, classes e funcionamento do trem.

Em Expresso do Amanhã, Curtis (Evans) é líder do grupo do fundo que inicia a revolução mais bem-sucedida para tomar o controle do trem. No caminho até a sala de máquinas, ele vai se indignando com os diferentes estilos de vida dos passageiros.

Na série da Netflix, o fio condutor é a investigação de um assassinato na segunda classe. Os administradores do trem convocam o “fundista” Andre Layton (Daveed Diggs, de The Get Down), que era detetive antes do cataclisma, para solucionar o crime. O sistema de castas do trem é apresentado pelos olhos dele durante a investigação.

Então, mesmo que você já tenha lido a HQ e assistido ao filme, a série traz uma abordagem totalmente nova, sem desrespeitar o contexto original e com referências que são bacanas de pegar.

5. … porém interligadas

A HQ, o filme e a série parecem apenas variações sobre o mesmo tema, mas não são.

A Titan Comics publicou este infográfico provando que cada história se passa num tempo diferente e estão relacionadas.

Na cronologia de Snowpiercer, a série da Netflix se passa 7 anos após o cataclisma climático, o filme 15 anos depois e a primeira HQ em algum momento entre eles.

As adaptações se passam em tempos diferentes e estão relacionadas

6. E tem a Jennifer Connelly

Jennifer Connelly: linda e talentosa como sempre

Para você, veterano, que não acompanhou os últimos trabalhos dela, saiba que Jennifer Connelly continua tão linda e talentosa quanto em Labirinto (1986) e Rocketeer (1991).

Na série da Netflix, ela interpreta Melanie Cavill, administradora do trem.

Nova aventura do Agente Sommos, de Flávio Luiz, está em pré-venda

A primeira edição do agente mais canastrão do Brasil, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, de Flávio Luiz (O Cabra, Aú O Capoeirista), conquistou o prêmio HQ Mix de 2018 na categoria Publicação de humor.

Agora a aguardada continuação da aventura, Hora, hora, hora, Sommos! está em pré-venda com previsão de entrega ainda na segunda quinzena deste mês.

Quem preferir, pode pegar seu exemplar autografado diretamente com o autor no Artist Alley da CCXP 2019 (mesa E03), de 5 a 8 de dezembro.

Em sua nova aventura, o Agente Sommos tem que impedir que uma série de atentados pelo Brasil continue acontecendo. Figuras do seu passado reaparecem. Quem estará por trás dessas criminosas explosões?

A MENOS e a MERMO, agências secretas da história, apresentam seus novos agentes. Em duas páginas de quadrinhos, mais de 200 “agentes secretos”, leitores que adquiriram suas revistas e carteirinhas personalizadas, são retratados criando assim uma inédita ação de real/virtual, na qual as pessoas passam a ser parte integrante da história.

Hora, hora, hora, Sommos! continua sua saga nonsense, reforçando que em tempos tão tristes precisamos rir para sobreviver. O prefácio da nova edição é de Raphael Fernandes, ex-editor da revista MAD e editor da Draco.

Sobre o autor:

Flávio Luiz é autor de Aú, o Capoeirista, O Cabra, Jayne Mastodonte e Rota 66. Venceu duas vezes o Salão internacional de Humor de Piracicaba e quatro vezes o HQ Mix, em diferentes categorias. Foi premiado em diversos salões de humor no Brasil e no exterior. Visite www.flavioluiz.net.

SERVIÇO:

Título: Hora, hora, hora, Sommos!

Autor: Flávio Luiz

Formato: 21×29 cm

44 páginas

Valor de capa: R$ 35,00

Compra: www.flavioluiz.net/shop

Um dia no Festival Guia dos Quadrinhos

O Festival Guia dos Quadrinhos comemorou 10 anos de casa nova, o amplo Hakka Plaza, no bairro da Liberdade, em São Paulo (a cinco minutos do metrô São Joaquim). É consenso entre todas as pessoas com quem conversei de que se trata do evento mais “raiz” dos quadrinhos – ou seja, um espaço de excelência para consumidores, colecionadores e fãs da nona arte.

Funciona um contraponto às lotadas Comic Cons, daqui e lá de fora, que têm no entretenimento e no merchandising – notadamente grandes produções para cinema e TV – seu maior atrativo, exceção feita aos chamados “Beco dos Artistas”.

No Festival, ao contrário, os quadrinhos continuam como a estrela principal. É possível comprar HQs autorais do pessoal do circuito independente, edições antigas vendidas por colecionadores e raridades em lojas especializadas como a Comic Hunter, que tem um amplo acervo e pratica preços bem honestos.

Uma das atrações deste ano foi a Culturama, que recentemente assumiu a publicação dos quadrinhos Disney no Brasil. Já de largada, a editora mostrou respeito aos leitores com um tratamento editorial de primeira e proximidade com seu público.

Para coroar estes esforços, a Culturama trouxe para o Festival o roteirista e desenhista italiano Francesco Guerrini para participar de painéis e de sessões de autógrafos.

O artista esbanjou talento e simpatia no estande da editora, que registrava as maiores filas do evento – nada comparado às filas da CCXP, por exemplo. Cada autógrafo vinha acompanhado de uma pequena obra de arte em forma de sketch.

O ambiente meio intimista do Festival Guia dos Quadrinhos é propício para o networking. Em meio às mesas dos artistas, colecionadores e visitantes, sempre tem alguém que você conhece para rever e bater papo.

A programação também é bem bacana, com mesas redondas de profissionais da área, os tradicionais quizz nerds e uma novidade deste ano (até onde me lembro), os leilões de HQs raras.

Colecionadores de action figures não ficam totalmente órfãos e conseguem encontrar lojas e vendedores espalhados em meio à predominância de mesas de gibis. Para os que curtem Funko Pop (como este editor), a Funkomania é uma expositora tradicional do Festival, com peças bacanas e bons preços.

A revista Mundo dos Super-Heróis também está no Festival vendendo suas edições regulares e especiais

Enfim, é muito bom que festivais de quadrinhos com este perfil sobrevivam, e o Edson Diogo está de parabéns por manter a chama acesa.

Para quem é de São Paulo e estiver lendo isto a tempo, o Festival Guia dos Quadrinhos vai até este domingo, 14 de abril, das 10h às 18h, com ingresso a R$ 60 (meia entrada para estudantes e para quem doar pelo menos dois gibis em bom estado para ajudar a formar a gibiteca da Escola Estadual Castro Alves).

Agente Sommos, de Flavio Luiz: humor à moda antiga

Leitores com mais de 40 devem se lembrar dos álbuns da dupla de espiões Mortadelo e Salaminho, de Francisco Ibañez, publicados pela Cedibra nos anos 1970.

Para quem quiser matar a saudade, uma boa pedida é Agente Sommos e o Beliscão Atômico, mais recente trabalho do quadrinhista Flavio Luiz (O Cabra, Aú o Capoeirista, Histórias Paulistanas).

Tá tudo lá: a trama mirabolante, os disfarces e armas improváveis, o humor meio nonsense, os trocadilhos infames (no bom sentido!), a metalinguagem, as muitas referências aos quadrinhos, cinema, desenhos animados, música… O traço de Flavinho, inspirado no estilo europeu, aproxima ainda mais seu trabalho do de Ibañez.

A trama é estrelada por Sommos, um agente secreto estilo ator brega e canastrão, bom de briga e não muito esperto, escalado para impedir um atentado de espiões russos em solo brasileiro. Isso é tudo que você precisar saber; o resto é se entregar ao humor inteligente e despretensioso da leitura, bem à moda antiga.

Parte da diversão está em prestar atenção no segundo plano em busca dos easter eggs: “participações especiais” de gente conhecida dos quadrinhos (tem até o Flavinho vendendo caricaturas) e da TV (a trupe do Casseta & Planeta, por exemplo)…

Por falar em Casseta & Planeta, uma curiosidade: no meio do desenvolvimento do álbum, Flavio descobriu que os humoristas haviam criado um personagem com o mesmo nome (sem o “m” dobrado) para o programa de TV.

Ele fez a cortesia de entrar em contato com um dos integrantes e não só recebeu sinal verde para continuar, como também ganhou o prefácio assinado por Reinaldo Figueiredo. O posfácio é de Otacílio Assunção, o Ota, ex-editor da revista MAD no Brasil.

Até domingo (9), dá tempo de comprar Agente Sommos e o Beliscão Atômico na mesa do autor (F13) na CCXP 2018. Depois disso, pedidos podem ser feitos diretamente pelo e-mail flavioluizcartum@uol.com.br.

Por uns trocados a mais, o leitor ainda leva a carteirinha personalizada de uma das duas agências de espionagem, a M.E.N.A.S. (mocinhos) e a M.E.R.M.O. (vilões).

A boa notícia que é o autor revelou ao Papo de Quadrinho que já está trabalhando no segundo álbum do agente canastrão. Que venham muitos mais! Esse tipo de humor anda em falta e é muito bem-vindo!

Instituto HQ anuncia nova grade de cursos

 

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Do press-release

Com quase 20 de anos de tradição no ensino da arte, o Instituto HQ já formou grandes ilustradores, coloristas e quadrinistas que hoje trabalham para o mercado norte-americano e europeu, em editoras como Marvel, DC, Titan, Image, Disney, Le Lombard (Bruxelas), e nacional – Abril, Maurício de Souza Produções e outros.

Agora, a escola anuncia novidades em seus cursos de férias, grade regular e reformulação pedagógica, e em seu departamento de comunicação, que estão mais modernos e em sintonia  com as necessidades do mercado editorial e de arte.

Entre as novidades estão:

  • Curso de Narrativa Visual por Laudo Ferreira Jr;
  • Técnicas em Pintura Digital, com Éber Evangelista;
  • Técnicas de Aquarela, Nanquim/Bico de Pena, Perspectiva, Anatomia, Desenho para Moda, Consultoria de Moda, Aptidão para Vestibular (para cursos que requeiram habilidades em desenho);
  • Colorização Digital, com Rod Fernandes (colorista da Editora Titan); e
  • Desenho Kids (crianças a partir de 9 anos)

Para os cursos de férias, foram anunciados:

  • Desenho para Tatuagem;
  • Grafitti;
  • Direitos Autorais para Artistas;
  • Como escrever personagens diversos nas HQs; e
  • Semiótica e linguagem dos quadrinhos, entre outros.

Entre palestras e workshops, o Instituto HQ vai oferecer

  • Representação Feminina nas HQs;
  • Dissecando a Linguagem Mangá;
  • Vertigo: A vertigem dos Quadrinhos Mainstream;
  • A História das Histórias em Quadrinhos; e
  • Os Negros nas Histórias em Quadrinhos – Representatividade e Resistência

O Instituto HQ estimula o aluno a ser bem-sucedido de acordo com seu interesse e foco na arte:  tanto para ser um profissional de alto nível, compatível com as exigências do mercado, como para desenvolver a linguagem artística e estimular a criatividade, promovendo o relaxamento mental da arte como terapia.

Atualmente o Instituto tem a coordenação de Klebs Junior e Alexandre Jubran. Klebs é Roteirista, ilustrador e quadrinhista formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Atua no mercado nacional e internacional de quadrinhos desde 1987.  Foi ilustrador em jornais como Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, entre outros, e ilustrou para revistas como Veja, Época, IstoÉ e Placar.

Klébs também Produziu ilustrações para o filme Castelo Ra-Tim-Bum, publicou quadrinhos nos Estados Unidos pelas editoras DC Comics, Marvel Comics, Malibu e Valiant, e lançou seus próprios personagens nas revistas brasileiras Metal Pesado e Brazilian Heavy Metal.

​Atualmente, é idealizador, professor e diretor no Instituto HQ, conselheiro do Museu de Artes Gráficas do Estado de São Paulo, colabora com o jornal Folha de São Paulo e, autor da graphic novel Pátria Armada, ganhadora do prêmio HQMIX de melhor minissérie (2016).

Alexandre Jubran é Ilustrador, quadrinhista e professor formado em Comunicação Visual pela FAAP, pós-graduado em História da Arte e Artes Plásticas, mestre em História da Arte, Cultura e Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua no mercado nacional e internacional de quadrinho desde 1989 e é autor de livros sobre técnicas de desenho e ilustração, anatomia, concept art e arte digital, narrativa visual e quadrinhos.

Detentor de prêmios importantes na área, como a 1ª Bienal Internacional de Quadrinhos (1991); prêmio de melhor colorista no HQMIX (1998, 1999 e 2002); Prêmio Angelo Agostini de Melhor Arte Técnica (2003); Prêmio Internacional Infografia MALOFIEJ (2003 a 2005); Prêmio Abril de Jornalismo em Destaque Infografia (2002 a 2008); Prêmio Esso de Criação Gráfica (2008) e Prêmio Abril de Ilustração (2010). Além de coordenador e professor no Instituto HQ, é professor nas Universidade Presbiteriana Mackenzie e FAAP.

O Instituto HQ também oferece seu espaço para exposições, mostras, lançamentos, bate-papos, encontros e debates.

A 22ª Fest Comix já começou

logo 22 fest comix

Do Press-Release

A nova edição da mais tradicional feira de quadrinhos do Brasil acontece até domingo, dia 19 de junho, no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5). O local é próximo à estação Jabaquara do Metrô, com transporte gratuito de ida e volta para o evento.

A Fest Comix, realizada desde 2001, contará com a venda de mais de 500 mil quadrinhos com descontos entre 20% e 80%. Para este ano são destaque atrações paralelas temáticas:

Terrorfest, com palestras, bate-papos e mostra de curtas-metragens para os fãs do gênero terror/horror;

Medieval Fest, espaço dedicado ao período, com tendas especializadas, batalhas medievais e arco e flecha;

AnimaSato, mostra de filmes e animes com curadoria da Sato Company; e

Fest Cosplay, um palco com desfile e competições para os fãs que gostam de representar personagens que povoam o universo pop.

Além disso, o evento tem programadas palestras, workshops e sessões de autógrafos com artistas convidados nacionais e internacionais, e lançamentos exclusivos de quadrinhos e mangás de diversas editoras.

Confira a programação completa e a lista de convidados aqui e aqui.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site do evento ou pelo Alô Ingressos, e custam R$ 40 reais a inteira e R$ 20 reais a meia-entrada. Idosos e crianças até 7 anos não pagam.

Papo de Quadrinho visitou: Forbidden Planet UK

Imagine um lugar onde é possível encontrar action-figures e afins de todas as franquias famosas da cultura pop, com ênfase nas novidades, mas sem esquecer os clássicos. Imagine que, nesse mesmo lugar, é possível encontrar quadrinhos, mangás e livros de todos os tipos, de todas as editoras, desde os mainstream até os  independentes (incluindo alguns brasileiros). Por fim, nesse mesmo (grande) espaço, encontramos acessórios, estatuetas, brinquedos, merchandising de games, de animações, de séries, camisetas (acompanhe nosso vídeo acima, com mais detalhes mostrando a loja).

Sim, queridos leitores, esse lugar mágico existe. Ele se chama Forbidden Planet, uma loja dos sonhos para qualquer nerd e demais amantes de cultura pop.

FPI

O verdadeiro templo da perdição

Fundada em 1975, a loja está localizada numa grande área – térreo e subsolo – em 179 Shaftesbury Ave, próximo ao metrô Tottenham Court Road Station, na região central de Londres. Para se ter uma ideia do poderio, a rede Forbidden Planet possui dezesseis lojas espalhadas pelo Reino Unido e uma nos Estados Unidos.

Embora o Brasil tenha boas lojas de quadrinhos e o mercado venha crescendo nos últimos anos, não é exagero dizer que nada se compara à Forbidden Planet.

Passado o choque de descobrir uma loja com essa magnitude, trocamos o desejo de comprar TUDO o que havia ali por esse breve registro do que mais nos chamou a atenção.

De cara, temos que destacar que a loja aproveita as febres do momento, e nada por aqui chama mais atenção do que Star Wars (vídeo). No primeiro andar, área dos action figures, há vitrines enormes com a franquia.

Entre os modelos, a febre são os Pop Vynil da Funko, que estão em todas as outras lojas, mas, aqui, ganham destaque. Há, claro, outras figuras de ação bacanas…

Clássicos como esse podem ser econtrados

Clássicos como esse podem ser econtrados

Bem como figuras de ação mais novas

Figuras de ação mais novas, baseadas em filmes

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Releituras do passado como essa de ‘Bátima e a Feira da Fruta’

Figuras de heróis que estão bombando nos quadrinhos atualmente

Figuras com os heróis  e heroínas que estão bombando nos quadrinhos agora

E outros brinquedos e camisetas também, tudo ambientado em um cenário adequado e que evoca o que há de melhor na cultura pop, sobretudo na ficção científica. São as mais variadas franquias das séries de TV, cinema e quadrinhos. 

V

Kit revolução, criado na Inglaterra e exportado para o mundo todo

Essa nave ENORME fica na entrada para o andar dos quadrinhos e livros

Essa nave linda é ENORME (arrisco dizer uns 3 metros) e fica na entrada para o subsolo.

No subsolo fica a área de quadrinhos. É possível se perder lá entro. Ampla e repleta de objetos do desejo, vale destacar as vitrines especiais de quadrinhos, livros e afins para todos os gostos, divididas por gêneros: infantil, adulto, adolescente, independentes, autores, mangás etc. Há vitrines especiais para alguns gêneros como steampunk, clássicos, sci-fi e RPG, entre outros.

Ao contrário da Nostalgia & Comics, a loja não tem uma área específica de HQs antigas, dando ênfase aos lançamentos e graphic novels. E vale lembrar que para os ingleses, graphic novel é um eufemismo para gibis encadernados. E aqui tudo que é lançado em revistas avulsas (com 22 páginas e capa simples), será encadernado posteriormente em arcos fechados.

independents

Tem muita HQ independentes!

Manga

Área de mangá é bem servida, com trabalhos atuais e clássicos

Uma área destacando autores famosos em coleções especiais

Uma área destacando autores famosos e suas coleções especiais

Tem brasileiro em destaque

Tem brasileiro em destaque, sim!

Para quem tem curiosidade sobre questões de gênero, no momento em que essa discussão está tão em voga no Brasil, vale destacar que a maioria dos atendentes da área de quadrinhos é de mulheres que entendem do riscado.

O prédio tem amplo acesso tranquilo para cadeirantes e só não é mais espaçoso porque a loja abarrota nos finais de semana de gente das mais diferentes nacionalidades.

Acesso especial para leitores especiais

Acesso especial para leitores especiais

Encerramos o passeio com uma sensação óbvia de incompletude, levando poucos produtos e chorando lágrimas de sangue pelo que não deu para comprar ou levar. Além da histórica falta de grana, há o problema de transportar tudo para o Brasil, ou seja, ficamos babando mas comprar mesmo…

Os preços dos produtos são semelhantes aos de outras lojas do gênero, com algumas promoções e, claro, um pouco maiores nas action figures que são lançamento.

Para os padrões locais, os valores são acessíveis até para quem não é tão abonado, bem diferente do Brasil. Mas se uma ilha pode ter tanto público consumidor e um lugar tão bacana, quem sabe um dia um país de proporções continentais como o nosso não chega lá?

Fica nossa reflexão e mais uma dica de lugar obrigatório para se visitar quando estiver em viagem pelo Reino Unido.

Evento de quadrinhos na PUC-SP em setembro

HQ-PUC

É sempre muito legal quando o meio acadêmico abre as portas para os quadrinhos. De 2 de setembro a 3 de outubro, a PUC São Paulo (Rua Ministro de Godoi, 969  – Perdizes – SP) abriga a exposição A História dos Quadrinhos no Brasil.

O evento inclui a exposição propriamente dita, feira de gibis oferecida pelas editoras Devir e Peirópolis, palestras, encontros com autores, sessões de autógrafos, workshop sobre fanzines e debates. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público, algumas delas com certificado de participação.

A História dos Quadrinhos no Brasil tem coordenadoria da pesquisadora em Artes Gráficas da PUC, Edilaine Correa, com curadoria de Jal e Gualberto Costa (criadores do Troféu HQMix) e apoio da Associação dos Cartunistas do Brasil e IMAG – Memorial das Artes Gráficas do Brasil.

Entre os convidados estão Fernando Gonsales, Laudo Ferreira, Alex Mir, Gilberto Maringoni, Sonia Luyten, Sidney Gusman e Caeto.

Confira a programação completa:

Exposição A História dos Quadrinhos no Brasil e Feira de Quadrinhos

2 de setembro a 3 de outubro, das 10h às 19h, no Saguão de Exposições

Palestra de abertura: Mercado de Trabalho para a área de Quadrinhos, com Jal e Gualberto Costa

2 de setembro, às 20h, no auditório Paulo VI – Anexo à Biblioteca

Encontro e autógrafos com autores de quadrinhos

Dia 9, às 19h

Benson Chin, Breno Ferreira, Leandro Luigi del Manto e Thiago A.M.S (Devir)

Dia 11, às 19h

Fernando Gonsales (Devir)

Dia 16, às 19h 

Gilberto Maringoni (Devir)

Dia 18, às 19h

Laudo Ferreira e Caeto (Devir e Peirópolis)

23 às 19h

Alex Mir (Peirópolis)

Oficina de fanzine de HQ

Dias 10, 17 e 24, das 19h30 às 20h30, com Gualberto Costa

Debates

Educação e HQ

Dia 19, às 20h, com Jal e Sonia Luyten, no auditório Paulo VI

Encerramento: O futuro das HQs no Brasil

Dia 3 de outubro, às 19h, com Gualberto Costa, Jal e Sidney Gusman, no Auditório Paulo VI

Mais informações: quadrinhosnapuc@bol.com.br

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