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“Jornadas” vai lançar 22 livros teóricos, um recorde!

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Em apenas três edições, as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, evento realizado pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA – USP, já se consolidou como um celeiro da produção acadêmica sobre o tema.

Neste ano, nada menos do que 22 livros teóricos serão lançados na programação, que se estende de 18 a 21 deste mês. Nas edições anteriores foram 9 (em 2011) e 8 (2013). A quantidade de lançamentos supera outros eventos de quadrinhos e até mesmo bienais do livro.

Com exceção da tradução inédita do livro francês O Sistema dos Quadrinhos (Thierry Groensteen, Ed. Marsupial), as demais obras são todas nacionais. De acordo com levantamento divulgado pelos organizadores, três delas têm relação com pesquisadores brasileiros falecidos recentemente.

A Linguagem dos Quadrinhos: Estudos de Estética, Linguística e Semiótica reúne textos sobre o trabalho de Antonio Luiz Cagnin (organização de Waldomiro Vergueiro e Roberto Elísio dos Santos, Ed. Criativo); Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas: os Gibis Estão na Escola, e Agora? (de Elydio dos Santos Neto, falecido em 2013); e Moacy Cirne: o Gênio Criativo dos Quadrinhos, biografia escrita pelo jornalista Alex de Souza.

As sessões de autógrafos acontecem todos os dias, às 18h, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Mais detalhes sobre a programação estão no site do congresso.

 

Crítica: Os Pioneiros no Estudo de Quadrinhos no Brasil

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O livro Os Pioneiros no Estudo de Quadrinhos no Brasil reúne depoimentos organizados por três especialistas que eu respeito e admiro: Waldomiro Vergueiro, Nobu Chinen e Paulo Ramos (do Blog dos Quadrinhos).

Esses depoimentos são verdadeiras declarações de amor aos Quadrinhos, feitos por seis professores: José Marques de Melo, Álvaro de Moya, Antonio Cagnin, Moacy Cirne, Sonia Luyten e Waldomiro Vergueiro, especialistas que enfrentaram preconceito na própria universidade quando se dedicaram ao estudo da narrativa sequencial. Foram os primeiros, mas não os únicos, a defenderem suas qualidades como objeto de arte e cultura.

Ao falarem em favor dos quadrinhos quando estes eram perseguidos e difamados, estes homens e mulheres tiveram um papel fundamental para nossa compreensão e interesse nas HQs, estimulando o estudo dos gibis como uma mídia especial. Foram carreiras dedicadas a estudar, apresentar e estimular a produção nacional das HQs. As. Os depoimentos são emocionantes, recheados de histórias pessoais que se confundem com a própria história dos Quadrinhos no Brasil.

O lançamento é da Editora Criativo e o livro é recomendadíssimo, em especial para a leitura de educadores, artistas e interessados em entender melhor nossa histórica ligação de amor com os gibis.

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