Não conhecia o autor Scott Westerfeld, autor da série Feios, que criou essa pequena pérola Steampunk.

Para quem não conhece o gênero Steampunk (Steam é vapor em inglês) é uma espécie de “retrô futurista”, ou seja a ciência da Era Vitoriana avançou, porém com o que já havia disponível naquela época, com a tecnologia mecânica a vapor evoluindo até o computador.

São muitos os atrativo de Westerfeld nesta história. Começando pelo cenário elaborado neste livro, onde o caldeirão político em que o Steampunk é inserido reinventa aqui a Primeira Guerra Mundial, com a trama fictícia seguindo em paralelo com a história oficial do primeiro grande conflito mundial.

A divisão geopolítica sugerida nessa trama, tem raízes etnicas, filosóficas e religiosas, dividindo a as nações “mekanistas”, que lutam com aparatos mecânicos movidos à combustível e “darwinistas”, nações que usam imensos animais geneticamente fabricados e adaptados para a todos tipo de uso.

Os personagens são muito bem construídos e interessantes. O príncipe do império austro-húngaro, Alek Ferdinand, perdeu seu título e o apoio do povo e está em fuga para um país neutro, graças a um grupo leal de homens, usando um imenso “tanque” mekanista, o ciclope Stormwalker.
Por outro lado, Deryn Sharp é uma jovem plebeia que se disfarça de homem para ingressar na Força Aérea Britânica, para servir no monumental Leviatã, uma espécie de “dirigível” darwinista. Os caminhos dela e de Alek se cruzam de maneira inesperada em uma missão que muda a vida de ambos que pode mudar também os rumos da guerra.

Esse livro é o primeiro da Trilogia Leviatã. É uma leitura ágil e divertida, sem ser superficial. Também chama a atenção a beleza da edição, onde os capítulos são intercalados com as ilustrações de Keith Thompson.

Uma aventura misturando H.G. Wells, Julio Verne com a Grande Guerra em sua versão Steampunk.

Leviatã – A Missão Secreta de Scott Westerfeld (Editora Galera Record), tem 368 páginas, formato brochura e preço estimado de R$ 34,90. Vale o investimento.