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“Último assalto” usa boxe como metáfora para falar de desigualdade social

Em “Último Assalto”, de Daniel Esteves e Alex Rodrigues, o jovem Kevin Silva precisa enfrentar a pobreza e o preconceito antes de se tornar um campeão.

São muitos os casos de jovens que encontraram no esporte a saída de uma situação de desamparo social. Kevin Silva, protagonista de Último Assalto (Zapata Edições, 160 páginas, R$ 35), poderia muito bem ser um deles: apaixonado pelo boxe, ele é negro e pobre, foi abandonado pelo pai e perdeu a mãe enquanto cumpria medidas socioeducativas na Fundação Casa.

De volta ao convívio social, tudo que ele quer é reconstruir a vida, reconquistar a confiança do treinador Tony, subir no ringue e dar uma vida decente para si e o tio doente. Nesta jornada, Kevin fica igualmente dividido entre os bons conselhos de Cibele e a má influência de Rafa.

Último Assalto, de Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos), usa o boxe como metáfora para falar da desigualdade social. Kevin é de fato um lutador acima da média, mas contra a meritocracia pesam os mesmos obstáculos que a maioria dos jovens das periferias brasileiras enfrenta: preconceito, subemprego, a necessidade de sobreviver e a exploração dos poderosos.

A HQ foi financiada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e realizada com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Universos paralelos, homofobia e metalinguagem

A Zapata Edições lança também a HQ Sobre o tempo em que estive morta (112 páginas, R$ 30), com roteiro de Esteves e arte de Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza.

A trama acompanha o retorno de Cris, uma escritora em crise, à sua cidade natal 15 anos depois de um misterioso acidente de barco. Dada como morta pela população local, inclusive seus pais e melhores amigos, Cris precisa não só fazer as pazes com o passado, mas também encontrar seu lugar no presente. Universos paralelos, homofobia, fanatismo e metalinguagem se misturam para indicar um novo começo para a jovem escritora.

Sobre o tempo em que estive morta foi um dos projetos selecionados pelo 1º Edital de Publicação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

Último Assalto e Sobre o tempo em que estive morta estarão à venda na Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo. Depois disso, no dia 14, serão lançadas também em evento na escola de artes HQ em FOCO, juntamente com outros títulos novos da editora: Salseirada, de Al Stefano, e Correr, de Alex Rodrigues.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de HQs na escola HQ em FOCO, é responsável pelo selo Zapata Edições e roteirista de diversos quadrinhos, entre eles: Por mais um dia com Zapata, KM Blues, Bichos, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável, O Louco a Caixa e o Homem, Herança Africana no Brasil, A Luta contra Canudos e 147. Publicou cerca de 1.600 páginas de roteiro em mais de 50 revistas e livros de HQs, tendo sua produção independente contemplada com oito Troféus HQ Mix, principal premiação brasileira do segmento. Ganhou também o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012, como Melhor Roteirista Brasileiro.

Alex Rodrigues: Atua há mais de dez anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas de desenho na escola HQ em FOCO e, como quadrinista, colaborou para diversas edições: Por mais um dia com Zapata, São Paulo dos Mortos, Bichos, Archimedes Bar, MDM, Nanquim Descartável e Pelota.

Sueli Mendes: Ilustradora e quadrinista, participou de diversas edições da revista Café Espacial, da série Haole (Social Comics) e do segundo volume de Gibi de Menininha. Pelo selo Zapata Edições, publicou em dois volumes da série São Paulo dos Mortos, sendo vencedora do prêmio HQ Mix de Melhor Publicação Independente de Grupo, junto com os demais autores, por sua participação no volume 3.

Wanderson de Souza: Ilustrador, quadrinista e professor de desenho, participou das publicações Nanquim Descartável, Front, Café Espacial e Petisco Apresenta. Pela Zapata Edições, ilustrou KM Blues, vencedora do HQ Mix na categoria Independente e, pela editora Nemo, desenhou os álbuns Sonhos de uma noite de Verão e Herança Africana no Brasil.

Pedro Okuyama: Ilustrador e quadrinista, publicou as HQs Hacking Wave, Café, As Baratas e As Ideias. Pela Zapata Edições, participou de Pelota e Zé Murai. Em 2019, participou da antologia em quadrinhos Rancho do Corvo Dourado e da organização do evento Perifacon. Publica também HQs online em seu site Histórias Lacônicas.

Último Assalto

Autores: Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos)

Editora: Zapata Edições

Páginas: 160

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 35,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Sobre o tempo em que estive morta

Autores: Daniel Esteves (roteiro), Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza

Editora: Zapata Edições

Páginas: 112

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 30,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Lançamento: Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP) e HQ em FOCO, 14 de dezembro (R. Coelho Barradas, 153 – Vila Prudente, São Paulo – SP)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

Papo de Quadrinho escolhe as Melhores HQs nacionais de 2015

Depois da lista de Melhores HQs estrangeiras, chegou a hora das nacionais.

Num ano de produção vasta e qualificada, amplificada pela realização de dois importantes eventos, FIQ e CCXP, selecionar apenas 10 obras não foi uma tarefa fácil.

Nunca é demais repetir: os livros abaixo são os preferidos entre aqueles lidos pelos editores do blog – um volume muito aquém de toda a produção anual.

Conheça nossa lista de Melhores HQs nacionais de 2015, em ordem alfabética:

DodôDodô (Felipe Nunes – Independente)

Felipe Nunes é considerado um dos expoentes da nova geração de quadrinhistas brasileiros, uma geração que tem muito a dizer. Depois do excelente e premiado Klaus, o autor volta a explorar o universo infantil. Desta vez, pelos olhos de Lola, menina de seis anos que não vai à escola, não tem amigos e recebe pouca atenção da mãe. Até que num belo dia ela encontra um (amigo imaginário?) Dodô. De simples distração, o pássaro se converte no gatilho que vai explodir emoções e segredos há muito guardados. A forma como Nunes trabalha o sentimento de rejeição é um soco no estômago no leitor.

Dois IrmãosDois Irmãos (Fabio Moon e Gabriel Bá – Cia. das Letras)

A obra adapta o livro de Milton Hatoum, de 2000, sobre dois gêmeos de família libanesa residente em Manaus. É o primeiro trabalho conjunto da dupla de irmãos desde Daytripper, de 2011. Diferentes e rivais desde muito cedo, Yaqub e Halim são como luz e sombra – um recurso gráfico que os autores exploram não só na relação entre eles, mas também, e principalmente, no detalhamento da arquitetura de Manaus, onde se passa grande parte da história. Moon e Bá traduziram com maestria a densidade da narrativa de Hatoum para a nona arte e preencheram algumas lacunas que antes viviam apenas na imaginação dos leitores da obra original.

Limiar Dark MatterLimiar: Dark Matter (Luciano Salles – Independente)

Luciano Salles optou por encerrar a trilogia iniciada em O Quarto Vivente e seguida por L’Amour: 12 Oz com uma ficção científica. Os amigos Carino e Nádio pretendem honrar – e vingar – um terceiro integrante da sua confraria, Amerício, “memorizado” por desafiar as regras de uma sociedade controladora. Neste futuro distópico, a “matéria escura” do título – um elemento cósmico que desafia a Ciência até hoje – encontra-se sintetizada numa espécie de alucinógeno que amplia os sentidos dos dois amigos e os incita a se lançarem numa aventura suicida. Na comparação com os demais trabalhos de Luciano, Dark Matter talvez seja o que tem a narrativa mais linear, mas não menos intrigante. E sua arte, como sempre, é arrebatadora.

Louco FugaLouco – Fuga (Rogério Coelho – MSP Produções/Panini)

Esta é mais que uma aventura nonsense, como costuma acontecer nas recorrentes participações especiais do Louco nas revistas da Turma da Mônica. Rogério Coelho lança mão de sua vasta experiência como ilustrador para contar uma história que homenageia a arte de contar histórias. Na trama, o Louco é o herói de seu mundo interior, onde precisa salvar o pássaro mágico – que inspira todos os escritores – das garras dos Guardiões do Silêncio. Isso se dá numa narrativa que mistura metalinguagem, lirismo, diagramação ousada, cenários fantásticos, traços e cores que remetem aos livros de fábulas.

Mil Léguas TransamazônicasMil Léguas Transamazônicas (Will e Spacca – Independente)

Quando dois visionários se encontram, o resultado não pode ser menos que impressionante. Isso vale para o encontro fictício do Barão de Mauá e Júlio Verne, e também para a dupla de autores, Will e Spacca. A obra é uma mistura tão bem elaborada de ficção e pesquisa histórica que fica difícil distinguir onde termina uma e começa a outra. A trama, que envolve a exploração do Rio Amazonas em pleno Segundo Império no barco voador Uirapuru, tem intrigas políticas, a lenda das guerreiras amazonas e até um certo “Diabo Coxo” que embarca meio que acidentalmente na aventura. Esse último elemento faz de Mil Léguas Transamazônicas uma homenagem não só à História do Brasil e à ficção científica, mas também ao próprio desenvolvimento da nona arte no País.

O Astronauta de PijamaO Astronauta de Pijama (Samantha Flôor – Marsupial Editora)

A autora mergulha fundo no imaginário infantil ao acompanhar a aventura do garoto que precisa resgatar seu gato das entranhas de um simpático e imaginário monstro. O recurso da ausência de texto, que estende a leitura para todas as idades, é compensado de forma competente pela expressividade dos personagens e o dinamismo da narrativa.

Por mais um dia com ZapataPor Mais um Dia com Zapata (Daniel Esteves, Alex Rodrigues e Al Stefano – Zapata Edições)

A obra refaz os passos do revolucionário mexicano Emiliano Zapata desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca. A história é contada pelo ponto de vista de “Brasileño”, personagem fictício que faz o elo entre a Revolução Mexicana e o massacre da comunidade de Canudos, ocorrida no interior da Bahia em 1896. A convergência de duas linhas temporais distintas forma um mosaico que lança um novo olhar sobre este importante momento histórico da América Latina.

Quando a Noite fecha os OlhosQuando a Noite Fecha os Olhos (André Diniz e Mário Cau – Independente)

A diversidade tratada de forma honesta e sensível. Não se pode esperar menos dos dois autores que, com carreiras consagradas, realizam seu primeiro trabalho conjunto. Camilo vive uma noite eterna e tem como companhia apenas os objetos de seu quarto. Quando as circunstâncias se impõem, ele precisa enfrentar demônios internos e externos para finalmente se libertar. O recurso narrativo de usar o clima e objetos inanimados para expor a psique do personagem é, se não inédito, de uma beleza ímpar.

Steampunk LadiesSteampunk Ladies – Vingança a Vapor (Zé Wellington, Di Amorin e Wilton Santos – Editora Draco)

Rabiosa e Sue foram unidas pelo destino, pelo desejo de vingança e pela percepção que, juntas, têm mais chance de enfrentar o inimigo comum e impedir o fantástico assalto a um trem blindado. O roteiro é muito bem construído, sem sobressaltos e diálogos que soam naturais. Os autores optaram pelo ambiente clássico do faroeste: cidades pequenas, amplos desertos, abismos inexpugnáveis. Os flashbacks funcionam de forma orgânica e lembram alguns bons filmes do gênero. Em termos de qualidade – de roteiro, arte, produção editorial e gráfica – Steampunk Ladies não perde em nada para álbuns norte-americanos e europeus de faroeste.

Turma da Mônica – Lições (Vitor e Lu Cafaggi – MSP Produções/Panini)

Como o próprio nome evoca, Lições versa sobre o aprendizado. Partindo da metáfora da lição de casa, os autores colocam os personagens numa situação em que precisam aprender a arcar com as consequências de seus atos. Um olhar mais atento revela que a HQ fala da dor do crescimento. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali estão agora no primeiro ano do Ensino Fundamental; eles cresceram e perderam o direito à impunidade para certos tipos de travessura. O castigo arranca as crianças da sua zona de conforto e as obriga a ver que o mundo é muito maior do que seu restrito círculo de amizades. O final aberto deixa uma mensagem de que crescer é difícil, sim, mas, ao mesmo tempo, é como se o mundo escancarasse uma janela de infinitas oportunidades. Turma da Mônica – Lições é quadrinho de gente grande, criado por dois irmãos que atingiram a maturidade artística, mas nunca perderam o olhar de criança sobre todas as coisas.

“Archimedes Bar” faz crônica da esquina do universo

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Do Press-Release

Há um bar na esquina do universo e seu dono se chama Archimedes. Apesar da dura fiscalização imposta pelos brainizianos, do difícil acesso e da clientela alienígena, lá acontecem coisas dignas de qualquer boteco, de qualquer esquina, de qualquer cidade brasileira: contendas entre os frequentadores, discussões acaloradas sobre futebol, quebradeira.

É neste cenário que se desenrola a HQ Archimedes Bar (Zapata Edições, 32 páginas, R$ 10), produzida por professores e um ex-aluno, Danilo Pereira, da escola de quadrinhos HQ em FOCO, de Daniel Esteves, editor da Zapata Edições.

São três crônicas curtas que não têm ambição maior que divertir e servir de exercício narrativo do cotidiano. Intercalando as histórias, imagens apresentam alguns “clientes ilustres” do bar do Archimedes.

Archimedes Bar” será lançada no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 11 a 15 de novembro. Durante o evento, a Zapata Edições lança duas outras HQs: Por mais um dia com Zapata (136 páginas, R$ 25), sobre a trajetória de luta do revolucionário mexicano, e 147 (24 páginas, R$ 10), uma sátira sobre o discurso de ódio que infesta as redes sociais e destrói amizades.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Alex Rodrigues: Desenhista e designer, atua há nove anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas, palestras e oficinas de desenho e quadrinhos durante quatro anos na escola HQ em FOCO. Como quadrinista colaborou para edições da HQ em FOCO, como Nanquim Descartável, Pelota: Futebol e Quadrinhos, São Paulo dos Mortos volumes 01 e 02, entre outros.

Al Stefano: Desde 1991, vem atuando em diversos ramos das artes gráficas: animação, criação de material promocional, design de produtos, ilustração para livros didáticos, paradidáticos e literários, criação de storyboards, personagens e embalagens para publicidade, e professor de ilustração. Trabalhou para diversas editoras e ilustrou textos de autores como Ruth Rocha, Wagner Costa, Walcyr Carrasco e outros. Nos quadrinhos participou da coletânea Metal Pesado, de séries como Nanquim Descartável e São Paulo dos Mortos, da coletânea Mônica(s) e de cards para a Marvel Comics.

Samuel Bono: Atua como ilustrador em agências de publicidade. Professor de desenho e quadrinhos na HQ em FOCO, criou as tiras do Bucha, um super-herói do bairro paulistano de Itaquera. Participou da revista Areia Hostil, das tiras do Homem Grilo, da revista Cometa e da série Nanquim Descartável. Mais recentemente publicou no álbum São Paulo dos Mortos e na revista Pelota.

Danilo Pereira: Formado em técnico de Desenho de Comunicação e Design Gráfico. Ex-aluno dos autores citados anteriormente, esta é a sua primeira incursão nos quadrinhos.

Archimedes Bar

Autores: Daniel Esteves, Alex Rodrigues, Al Stefano, Samuel Bono e Danilo Pereira. Capa: Wanderson de Souza

Editora: Zapata Edições – Páginas: 32 – Formato: 16 x 25 cm – Preço: R$ 10,00

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais).

Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

“147” satiriza discurso de ódio das redes sociais

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Do Press-Release

Num tempo de discursos polarizados e pouca tolerância com a opinião alheia, um ótimo remédio é o bom humor. É isso que fazem Daniel Esteves (roteiro) e Hugo Nanni (arte) na HQ “147” (Zapata Edições, 24 páginas, R$ 10).

O título é uma referência ao saudoso veículo Fiat modelo 147 em que dois amigos viajam para o que deveria ser um fim de semana de descanso na praia. Papo vai, papo vem, surge o tema da violência urbana e as divergências sobre como lidar com o problema logo ficam evidentes. Era uma vez uma amizade…

Os autores satirizam os clichês e a cultura de ódio que infestou especialmente as redes sociais e impedem o debate civilizado sobre questões sociais complexas. “147” será lançada no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que acontece em Belo Horizonte, Minas Gerais, de 11 a 15 de novembro.

Durante o evento, a Zapata Edições, de Daniel Esteves, lança duas outras HQs: Por mais um dia com Zapata (136 páginas, R$ 25), sobre a trajetória de luta do revolucionário mexicano, e Archimedes Bar (32 páginas, R$ 10), coletânea de crônicas dos confins do universo produzidas por diferentes autores.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Hugo Nanni: Publica quadrinhos desde 2007, ano em que estreou numa revista com o personagem Toninho do Diabo. Participou de vários coletivos, como o Quarto Mundo e o Jund Comics, publicando em diversas revistas e criando a série Clube da Voadora. Publica tiras e outras histórias em seu site (www.hugonanni.com), além de ministrar aula de Artes em escolas públicas.

SERVIÇO:

147 – Autores: Daniel Esteves e Hugo Nanni

Páginas: 24 – Formato: 15 x 22 cm – Preço: R$ 10,00 – Zapata Edições

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais).

Lançamento em São Paulo: 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

HQ reconta a luta do revolucionário mexicano Emiliano Zapata

Capa Zapata

Do Press-Release

Não é possível contar a história moderna do México sem levar em conta a vida e o legado de Emiliano Zapata (1879-1919). O revolucionário lutou contra a ditadura que vigorava naquele país no início do século 20 e pegou em armas para defender os direitos dos camponeses à terra e à liberdade.

O livro em quadrinhos Por mais um dia com Zapata (Zapata Edições, 136 páginas, R$ 25), de Daniel Esteves (roteiro), Alex Rodrigues e Al Stefano (arte), refaz os passos do revolucionário desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca.

A história é contada pelo ponto de vista do brasileiro conhecido apenas como “Brasileño”, que fugiu para o México e se converteu num dos principais companheiros de Zapata. O personagem, fictício, faz o elo entre a Revolução Mexicana e outro evento histórico envolvendo a opressão aos mais pobres – no caso, o massacre da comunidade de Canudos, ocorrida no interior da Bahia entre os anos de 1896 e 1897.

A narrativa se dá em dois momentos distintos e intercalados: nos flashbacks que constroem a ascensão de Zapata como líder do Exército Libertador do Sul, e outro que acompanha a busca de “Brasileño” por seu líder e amigo, quando o movimento já havia perdido a força. A convergência das duas linhas temporais forma um mosaico que lança um novo olhar sobre este importante momento histórico da América Latina.

Fruto de extensa pesquisa bibliográfica, Por mais um dia com Zapata traz como extras a íntegra do “Plano de Ayala” e da “Ley Agraria”, documentos que contaram com a colaboração de Zapata e serviram de base para reforma agrária no México em meados do século passado.

O livro foi um dos projetos selecionados pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), em 2014, e realizado com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Outros lançamentos

O lançamento de Por mais um dia com Zapata acontece entre os dias 11 e 15 de novembro no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, Minas Gerais, com presença dos autores.

Depois disso, será lançado dia 26 de novembro em São Paulo, na Livraria Azteca, e na CCXP 2015 (Comic Con Experience), megaevento de cultura pop que acontece na capital paulista de 3 a 6 de dezembro.

Durante o FIQ, uma das mais importantes plataformas de divulgação da produção nacional e independente de quadrinhos, Daniel Esteves lança outras duas HQs: 147 (24 páginas, R$ 10), com arte de Hugo Nanni, e Archimedes Bar (32 páginas, R$ 10), uma coletânea com vários autores, como Danilo Pereira, ex-aluno da escola HQ em FOCO, de Esteves.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de histórias em quadrinhos na escola HQ em FOCO, é membro do coletivo de quadrinhos PETISCO e responsável pelo selo independente da Zapata Edições. Editou e escreveu diversos quadrinhos, entre eles: KM Blues, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável. Sua produção independente foi contemplada com quatro Troféus HQ Mix, principal premiação do segmento. Publicou também pela Editora Nemo e ganhou o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012 como melhor Roteirista Nacional.

Alex Rodrigues: Desenhista e designer, atua há nove anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas, palestras e oficinas de desenho e quadrinhos durante quatro anos na escola HQ em FOCO. Como quadrinista colaborou para edições da HQ em FOCO, como Nanquim Descartável, Pelota: Futebol e Quadrinhos, São Paulo dos Mortos volumes 01 e 02, entre outros.

Al Stefano: Desde 1991, vem atuando em diversos ramos das artes gráficas: animação, criação de material promocional, design de produtos, ilustração para livros didáticos, paradidáticos e literários, criação de storyboards, personagens e embalagens para publicidade, e professor de ilustração. Trabalhou para diversas editoras e ilustrou textos de autores como Ruth Rocha, Wagner Costa, Walcyr Carrasco e outros. Nos quadrinhos participou da coletânea Metal Pesado, de séries como Nanquim Descartável e São Paulo dos Mortos, da coletânea Mônica(s) e de cards para a Marvel Comics.

SERVIÇO:

Por mais um dia com Zapata

Autores: Daniel Esteves, Alex Rodrigues e Al Stefano

Editora: Zapata Edições

Páginas: 136

Formato: 20,4 x 29,5 cm

Preço: R$ 25,00

Lançamento: Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro (Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte – Minas Gerais)

Lançamentos em São Paulo: 26 de novembro, na Livraria Azteca (Rua Bartira, 351 – Perdizes), das 18h às 22h, e 3 a 6 de dezembro, na CCXP 2015 (São Paulo Expo Exhibition & Convention Center)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

2015: O que vem por aí pela Nemo

Nemo

A editora liberou informações sobre lançamentos para fevereiro e março. É o suficiente para perceber que vai manter a qualidade de seu catálogo, que mistura clássicos, quadrinhos europeus e o investimento na produção nacional.

Nesta categoria, estão previstos para fevereiro o lançamento do primeiro volume de Gata Garota, história de uma super-heroína preguiçosa como um gato doméstico, desenhada no traço delicado de Fefê Torquato.

Também nacionais, A Herança Africana no Brasil (roteiro de Daniel Esteves, arte de Wanderson Souza e Wagner Souza) faz um apanhado da escravidão no País, e Descobrindo o Novo Mundo (roteiro de Lillo Parra, arte de Roge Antonio e Akira Sanoki) tem foco no período conhecido como Grandes Navegações.

No mesmo mês ainda será publicado o volume 4 das coletâneas de tiras de Garfield e Snoopy, e também o sexto e último volume de Edena, de Moebius.

Para março estão programados a graphic novel O Mundo de Aicha, de Ugo Bertotti e Agnés Montanari, sobre as difíceis condições de vida das mulheres iemenitas; o segundo volume de Bear, de Bianca Pinheiro, e mais um volume da série Mestres da Arte em Quadrinhos, desta vez retratando Van Gogh, por Mirella Spinelli e André Vilela.

Vale o Investimento: A Luta Contra Canudos

Canudos
Uma das páginas mais sangrentas da história brasileira foi a insurgência do povo pobre do sertão da Bahia contra o governo da República e seu massacre pelo exército brasileiro, no que ficou conhecida como A Guerra de Canudos (1897).

Em fins do século 19, Antônio Vicente Mendes Maciel, o “Antônio Conselheiro”, um peregrino e fanático religioso, tornou-se líder político e religioso de um grupo formado por trabalhadores pobres, ex-escravos e outras minorias, e fundaram o arraial de Canudos.

Canudos_02-427x580Rumores davam conta de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo e reinstalar a Monarquia. Assim, a recém-fundada República, sofreu pressão de latifundiários, políticos e da Igreja e partiu para a guerra.

A história de Canudos foi imortalizada na obra Os Sertões do escritor Euclides da Cunha, que passou três semanas no local do conflito como correspondente do jornal O Estado de São Paulo e relatou o massacre.

Canudos ressurge agora nesta HQ inédita, onde o roteirista Daniel Esteves, e os artistas Jozz e Akira Sanoki, utilizam de referências históricas e relatos da época para recontar o drama e a intensidade deste conflito.

A HQ apresenta uma arte limpa e elegante, que retrata a pobreza da região, a simplicidade do povo e a dramaticidade do combate. O roteiro costura uma narrativa sob diferentes pontos de vista dos personagens envolvidos no conflito sem atribuir, necessariamente, papéis de heróis ou vilões.

Essa HQ é um trabalho envolvente e caprichado, sobre um dos conflitos mais marcantes na história do nosso país. Vale o investimento!

Serviço:
A Luta Contra Canudos
Capa e Miolo coloridos
Roteiro: Daniel Esteves
Desenhos: Jozz e Akira Sanoki
Páginas: 64
Formato: 20 × 27,3 cm
Preço: R$ 42,00

Apoie este projeto: “São Paulo dos Mortos”, de Daniel Esteves

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A partir de hoje, Papo de Quadrinho passa a divulgar projetos de quadrinhos em crowdfunding – ou financiamento coletivo. Nossa base principal de pesquisa é o site mais usado atualmente pelos criadores, o Catarse, mas os leitores sintam-se à vontade para sugerir outros.

Quem abre a série é São Paulo dos Mortos, de Daniel Esteves. A HQ com 96 páginas vai reunir cinco histórias de zumbis ambientadas em São Paulo: Próxima Estação, Vício, Com ela no fim do mundo, Itaquerão e Carona para o Governador.

O objetivo do autor é dar uma “perspectiva diferente” de um gênero à beira da saturação e misturar drama, terror e humor.

Os artistas que acompanham Esteves no projeto são: Al Stefano, Alex Rodrigues, Ibraim Roberson, Laudo Ferreira, Omar Vinole, Samuel Bono, Wagner de Souza, Wanderson de Souza.

Se viabilizada a obra, o lançamento acontece no FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte/MG, de 13 a 17 de novembro. Acontece também um lançamento em São Paulo para que os colaboradores da região possam retirar seus exemplares autografados.

FICHA:

Link do projeto: http://catarse.me/pt/saopaulodosmortos

Data limite: 23 de outubro

Meta: R$ 11 mil

Atingido até o momento: R$ 4,2 mil

Colaboração mínima: R$ 10

Colaboração máxima sugerida: R$ 500

Recompensas: de versão em PDF da obra até 25 livros extras para comercializar.

“Inkshot” reúne quadrinhistas brasileiros em publicação de língua inglesa

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A coletânea digital Inkishot foi finalmente lançada pela editora norte-americana Monkeybrain Comics e está disponível para compra exclusivamente pelo site ComiXology no valor de US$ 8.99.

A editora é o lar de quadrinhos autorais de qualidade, vendidos em formato digital e pode ser acessada via celulares, tablets, leitores digitais e computadores.

Entre os colaboradores da Inkshot estão feras consagradas como Danilo Beyruth (Bando De Dois, Astronauta – Magnetar), José Aguiar (Folheteen, Ernie Adams, da editora Paquet), Eduardo Medeiros (Roberto, Strange Tales, da Marvel), Milton e Felipe Sobreiro (Heavy Metal, Strange Talent Of Luther Strode, da Image Comics), Bruno Stahl (Heavy Metal Magazine), Gabriel Góes (Samba), Davi Calil (Mad, Surubotron), Estevão Ribeiro (Pequenos Heróis, Os Passarinhos), Pablo Casado (Sabor Brasilis), Felipe Cunha (Jesus Hates Zombies), George Schall (Dark Horse Presents), DW Ribatski (Campo Em Branco), Leandro Melite (Desistência Do Azul), Cadu Simões (Petisco), Mário Cau (Terapia, Dom Casmurro), Daniel Esteves (, Nanquim Descartável, Km Blues), Hector Lima (O Major, MSP – Novos 50, Sabor Brasilis) e muitos outros.

É a maior quantidade de autores brasileiros a fazer parte de uma coletânea de arte sequencial em publicação de língua inglesa. A coletânea traz histórias curtas em preto e branco, com temas variados e diferentes estilos de arte e roteiro, em que prevalece a qualidade das histórias.

Para quem nunca se aventurou a comprar uma HQ digital, a mecânica é simples, muito semelhante à do iTunes, com o adicional do interessante Guided View: um formato opcional, no qual a história é lida quadro a quadro.

Se você tem curiosidade ou já consome quadrinhos digitais, não perca a oportunidade.

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