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Tag: CCXP 2019

UniDub comemora 35 anos de Dragon Ball na CCXP19

Wendell Bezerra e grandes astros da dublagem discutem o legado da série em painel realizado no Auditório Ultra, no sábado (7)

Wendell Bezerra

A CCXP tem uma novidade que vai elevar o “ki” dos fãs de Dragon Ball. A saga está completando 35 anos e terá uma comemoração especial no maior festival de cultura pop do planeta – realizado entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo.

Promovido pela UniDub, o painel acontece no Auditório Ultra, sábado (7), e vai reunir os dubladores Wendell Bezerra (voz do Goku e diretor de dublagem dos filmes), Wellington Lima (voz do Majin Boo e diretor de dublagem da série), Úrsula Bezerra (Voz do Goku criança), Tânia Gaidarji (Voz da Bulma) e Fábio Lucindo (Voz do Kuririn).

O time, convidado pelo estúdio de dublagem UniDub, vai relembrar os grandes momentos da saga e contar histórias de bastidores para o público presente no painel. Dragon Ball atravessa gerações ao apresentar a história de Son Goku e seus amigos, que enfrentam vários desafios sempre com o objetivo de salvar o planeta terra – entre muitas mortes e ressureições, grandes demonstrações de poder e lutas épicas de tirar o fôlego.

Para mais informações sobre a programação já divulgada da CCXP19, basta acessar o site do festival: www.ccxp.com.br. O público também pode fazer o download gratuito o aplicativo oficial do evento – compatível com os sistemas Android e IOS.

CCXP19
Datas: de 5 a 8 de dezembro de 2019   
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP)
Ingressos: Esgotados 
Horários: Quinta-feira e Sexta-feira, das 12h às 21h. Sábado, das 11h às 21h. Domingo, das 11h às 20h.

Sobre a CCXP – Em 2018, o festival recebeu 262 mil visitantes, batendo recorde de público e se estabelecendo mais uma vez como o maior festival de cultura pop do mundo. A CCXP já faz parte do calendário cultural do país e este ano acontecerá entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo. Saiba mais em www.ccxp.com.br

A Última Dança: Um conto sensível e tocante em quadrinhos

A Última Dança, mais recente trabalho do brasiliense Wesley Samp, traz a história de Lalá, uma garota alegre que adora dançar, mas que precisará reaprender a sorrir após uma reviravolta em sua vida.

Um conto sensível e tocante, feito para todas as idades, a HQ será lançada oficialmente na CCXP 2019, de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo.

Com 64 páginas coloridas, A Última Dança faz parte do universo de Os levados da breca, primeira webcomic do autor, que conta com outros dois livros: As filosofias de recreio de Paulo e Wes (2016) e Um começo (2017).

Ambas também estarão à venda na mesa do artista na CCXP (E 23-24). Após o evento, as HQs podem ser adquiridas na loja virtual do autor.

Wesley Samp começou sua carreira nos quadrinhos em 2007, com a webcomic Os levados da breca. Em 2014, criou o site Depósito do Wes, onde publica todos os seus quadrinhos online, incluindo a série Cada um com seus problemas!, que retrata, de maneira bem-humorada, os problemas do cotidiano como simpáticos bichinhos.

Com passagens pela revista Mad e diversos jornais no País, Wesley já publicou cinco livros independentes, sendo indicado ao Troféu HQMix por seu trabalho online e impresso.

“Último assalto” usa boxe como metáfora para falar de desigualdade social

Em “Último Assalto”, de Daniel Esteves e Alex Rodrigues, o jovem Kevin Silva precisa enfrentar a pobreza e o preconceito antes de se tornar um campeão.

São muitos os casos de jovens que encontraram no esporte a saída de uma situação de desamparo social. Kevin Silva, protagonista de Último Assalto (Zapata Edições, 160 páginas, R$ 35), poderia muito bem ser um deles: apaixonado pelo boxe, ele é negro e pobre, foi abandonado pelo pai e perdeu a mãe enquanto cumpria medidas socioeducativas na Fundação Casa.

De volta ao convívio social, tudo que ele quer é reconstruir a vida, reconquistar a confiança do treinador Tony, subir no ringue e dar uma vida decente para si e o tio doente. Nesta jornada, Kevin fica igualmente dividido entre os bons conselhos de Cibele e a má influência de Rafa.

Último Assalto, de Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos), usa o boxe como metáfora para falar da desigualdade social. Kevin é de fato um lutador acima da média, mas contra a meritocracia pesam os mesmos obstáculos que a maioria dos jovens das periferias brasileiras enfrenta: preconceito, subemprego, a necessidade de sobreviver e a exploração dos poderosos.

A HQ foi financiada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e realizada com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Universos paralelos, homofobia e metalinguagem

A Zapata Edições lança também a HQ Sobre o tempo em que estive morta (112 páginas, R$ 30), com roteiro de Esteves e arte de Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza.

A trama acompanha o retorno de Cris, uma escritora em crise, à sua cidade natal 15 anos depois de um misterioso acidente de barco. Dada como morta pela população local, inclusive seus pais e melhores amigos, Cris precisa não só fazer as pazes com o passado, mas também encontrar seu lugar no presente. Universos paralelos, homofobia, fanatismo e metalinguagem se misturam para indicar um novo começo para a jovem escritora.

Sobre o tempo em que estive morta foi um dos projetos selecionados pelo 1º Edital de Publicação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.

Último Assalto e Sobre o tempo em que estive morta estarão à venda na Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, em São Paulo. Depois disso, no dia 14, serão lançadas também em evento na escola de artes HQ em FOCO, juntamente com outros títulos novos da editora: Salseirada, de Al Stefano, e Correr, de Alex Rodrigues.

Sobre os autores

Daniel Esteves: Roteirista e professor de HQs na escola HQ em FOCO, é responsável pelo selo Zapata Edições e roteirista de diversos quadrinhos, entre eles: Por mais um dia com Zapata, KM Blues, Bichos, São Paulo dos Mortos, Nanquim Descartável, O Louco a Caixa e o Homem, Herança Africana no Brasil, A Luta contra Canudos e 147. Publicou cerca de 1.600 páginas de roteiro em mais de 50 revistas e livros de HQs, tendo sua produção independente contemplada com oito Troféus HQ Mix, principal premiação brasileira do segmento. Ganhou também o troféu Angelo Agostini em 2009 e 2012, como Melhor Roteirista Brasileiro.

Alex Rodrigues: Atua há mais de dez anos como ilustrador atendendo diversas editoras e agências de publicidade. Ministrou aulas de desenho na escola HQ em FOCO e, como quadrinista, colaborou para diversas edições: Por mais um dia com Zapata, São Paulo dos Mortos, Bichos, Archimedes Bar, MDM, Nanquim Descartável e Pelota.

Sueli Mendes: Ilustradora e quadrinista, participou de diversas edições da revista Café Espacial, da série Haole (Social Comics) e do segundo volume de Gibi de Menininha. Pelo selo Zapata Edições, publicou em dois volumes da série São Paulo dos Mortos, sendo vencedora do prêmio HQ Mix de Melhor Publicação Independente de Grupo, junto com os demais autores, por sua participação no volume 3.

Wanderson de Souza: Ilustrador, quadrinista e professor de desenho, participou das publicações Nanquim Descartável, Front, Café Espacial e Petisco Apresenta. Pela Zapata Edições, ilustrou KM Blues, vencedora do HQ Mix na categoria Independente e, pela editora Nemo, desenhou os álbuns Sonhos de uma noite de Verão e Herança Africana no Brasil.

Pedro Okuyama: Ilustrador e quadrinista, publicou as HQs Hacking Wave, Café, As Baratas e As Ideias. Pela Zapata Edições, participou de Pelota e Zé Murai. Em 2019, participou da antologia em quadrinhos Rancho do Corvo Dourado e da organização do evento Perifacon. Publica também HQs online em seu site Histórias Lacônicas.

Último Assalto

Autores: Daniel Esteves (roteiro) e Alex Rodrigues (desenhos)

Editora: Zapata Edições

Páginas: 160

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 35,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Sobre o tempo em que estive morta

Autores: Daniel Esteves (roteiro), Sueli Mendes, Pedro Okuyama e Wanderson de Souza

Editora: Zapata Edições

Páginas: 112

Formato: 20 x 28 cm

Preço: R$ 30,00

Capa colorida, miolo em preto e branco

Lançamento: Comic Con Experience (CCXP), de 5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, Água Funda, São Paulo – SP) e HQ em FOCO, 14 de dezembro (R. Coelho Barradas, 153 – Vila Prudente, São Paulo – SP)

Mais informações: www.zapataedicoes.com.br

Clean Break, novo trabalho de Felipe Nunes, tem lançamento nesta sexta-feira (22), na Ugra

Um dos principais talentos da nova geração de quadrinistas brasileiros, Felipe Nunes volta a publicar pela Balão Editorial, editora que o projetou no mercado em 2014, com a HQ Klaus.

Neste novo trabalho, Clean Break (240 páginas, R$ 64,90), estudos médicos comprovaram as consequências aditivas do açúcar, e um acordo mundial é estabelecido entre governos e empresas para criminalizar a “droga”.

Desta situação surge O Progresso, movimento social que defende um estilo de vida inflexivelmente saudável, responsável por construir a cidade-modelo de Varva, um paraíso construído às margens da Cidade Velha.

A trama gira em torno dos agentes veteranos Silas Cástan e Alberico Delucca, responsáveis pelo Departamento de Causas Vulgares, a decadente e solitária estação policial operante na Cidade Velha.

Devido aos problemas recorrentes de Silas com sua dependência de açúcar, a equipe recebe o reforço de Tarsila Kopff, joia da Academia de Polícia e misteriosamente afastada de seu cargo na corporação principal.

A descoberta de um corpo na parte de trás de um boteco da Cidade Velha traz à tona uma investigação que gradualmente ilumina uma agenda higienista e as consequências negativas de seu avanço nos habitantes de uma realidade despedaçada. 

Melodrama policial

O autor define Clean Break como um melodrama policial que forma uma colcha de retalhos, reverenciando clichês da ficção científica e do noir, repleta de reviravoltas que circulam entre o humor e o drama, o riso e o choque, o suspense e o gore.

Os personagens vivem em processo de combustão, embalados no virtuosismo estético e psicodélico da arte de Nunes.  Uma alegoria construída para abordar a realidade polarizada da sociedade moderna com rastreamento de dados, palavras de ordem, celulares e cadáveres carbonizados.

Sobre o autor

Felipe Nunes tem 24 anos e faz quadrinhos desde 2010. Publicou seu primeiro fanzine no Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ, em 2011. Aos 19, lançou Klaus, pela Balão Editorial, obra vencedora do Troféu HQMIX de Desenhista Revelação.

Desenhou O Segredo da Floresta, escrita por Thedy Corrêa, em 2016 (Panini). Dodô, sua segunda graphic novel, relançada pelo selo Stout Club, também da Panini, foi publicada nos Estados Unidos, França, Polônia e Portugal. Clean Break é sua primeira grande história em quadrinhos.

Lançamentos

22/11, 18h30: Ugra (R. Augusta, 1371 – loja 116 – Consolação, São Paulo)

5 a 8/12: Comic Con Experience (CCXP), no São Paulo Expo

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