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Exterminador em Injustice: Gods Among Us

Quando vi o jogo na BGS em São Paulo, fiquei empolgado com os detalhes e com a jogabilidade.
Agora o vilão Exterminador (Deathstroke) aparece nesse novo trailer como um persoangem jogável.


O personagem tem me empolgado nos quadrinhos prublicados no Brasil (com o roteiro de Kyle Higgins e a arte do brasileiro Joe Bennett), além de ter conexões com o ótimo seriado Arrow da Warner.

Vamos aguardar o lançamento desse jogo que deve sair em abril de 2013, com versões já confirmadas para Playstation 3, Xbox 360 e Wii U.

Estrangeiros e brasileiros são lançados pela Nemo

É gratificante ver quando uma editora investe positivamente em um mercado tão apaixonante como o de quadrinhos.

Com um portfólio que mistura mestres consagrados dos quadrinhos, como Bilal e Moebius, com grandes nomes do mercado nacional – Will, Lilo Parra, Wellington Srbek, entre outros – a editora Nemo fecha o último semestre de 2012 com ótimos lançamentos para todos os gostos e bolsos.

Papo de Quadrinho conferiu os lançamentos e destaca aqui os seguintes álbuns:

As Férias do Major
(Moebius, 72 páginas, formato: 24 x 32 cm, miolo preto e branco, R$ 49,00)

Este novo título da coleção vem no formato da edição europeia, com capa dura e papel especial, e fecha a Coleção Moebius.

Com diferentes histórias, a coletânea mostra mais sobre o Major e suas sandices, além de histórias surreais e bem humoradas. Um trabalho que, somado aos lançamentos anteriores, é item obrigatório para os apaixonados por boas histórias em quadrinhos.

A Tempestade
(Lillo Parra, adapta a obra de William Shakespeare, desenhos de Jefferson Costa, 64 páginas, Formato: 20 x 28 cm, com miolo colorido, R$ 39,00)

O roteiro de Lillo Parra (Sonho de uma Noite de Verão, Quadro a Quadro) é bem desenvolvido e preserva toda a carga de dramaticidade da imortal criação de Shakespear.

Para narrar a vingança do mago Próspero, antigo Duque de Milão deposto por seu ambicioso irmão Antônio, o quadrinhista Jefferson Costa caprichou na arte, com delicadeza dos traços, precisão das texturas e leveza das cores. Um dos mais bonitos trabalhos lançados em 2012.

Macbeth
(Marcela Godoy adapta a obra de William , desenhos de Rafael Vasconcellos, 64 páginas, Formato: 20 x 28 cm, com miolo colorido, R$ 39,00)

Já na tragédia MacBeth, Rafael Vasconcelos carrega na paleta de cores sombrias para contar uma trama maligna selando o destino da Escócia, envolvendo traição, assassinato e loucura. O roteiro destaca a dramaticidade de Macbeth quando três bruxas profetizam: “Macbeth será rei”, e tem início aí uma trama maligna. Uma HQ com reis e nobres, exércitos em guerra e uma bela e letal mulher. Uma história que nos fala da essência do Mal, em sua forma mais sedutora.

Os dois álbuns fazem parte da Coleção Shakespeare em Quadrinhos, outra coleção que merece deferência.

Força Animal – A Aventura Começa!
(roteiros de Wellington Srbek, desenhos de Kris Zullo, 24 páginas, com miolo colorido, formato 20 x 28 cm, R$ 14,90)

Uma aposta interessante em um quadrinho infantil de qualidade. O grupo Força Animal é formado por quatro jovens amigos, apaixonados pelos esportes, que têm suas vidas transformadas quando conhecem Naturalis, uma elemental protetora da natureza que lhes entrega quatro amuletos mágicos com poderes de animais brasileiros.

Estes simpáticos super-heróis nacionais são conduzidos por um roteiro divertido e ecológico, mas sem exageros politicamente corretos tão comuns aos “eco-chatos” atuais.

Há ainda para o público infantil/juvenil, o segundo volume de Boule & Bill – Semente de Cocker, de Laurent Verron, 48 páginas, miolo colorido e formato: 20 x 28 cm com preço de R$ 14,90

A série infantil Boule & Bill foi feita para agradar crianças e adultos. A série mostra um menino de 10 anos, esperto e aventureiro, e seu melhor amigo, um cocker preguiçoso e bagunceiro que não tem medo de nada, a não ser de tomar banho.

Com tantos lançamentos de qualidade, os presentes de Natal estão garantidos.

Vale o investimento: Jogador Nº1

Para muitos jovens é difícil imaginar o que era ser criança ou adolescente na década de 1980. Parece um papo absurdo inventado pelos Pais, tentando convencer os filhos de que o mundo realmente existia sem internet, celulares e TV a cabo…

Os videogames nasceram um pouco antes, e nos anos 1980 eram primitivos pixels de poucos bits, que encantavam e desafiavam a imaginação dos jovens. Mas o tempo passou e os nerds dominaram o mundo, enquanto os videogames, cada dia mais sofisticados, se tornaram o símbolo máximo dessa conquista.

Em o Jogador Nº1, o autor Ernest Cline, faz uma homenagem às duas gerações distintas: à velha guarda que criou os videogames e aos jovens gamers, que os transformou na maior indústria do século 21.

Na trama, a maior parte da humanidade passa o tempo livre dentro de um game global de realidade virtual chamado OASIS, já que em 2044, o mundo tem tantos problemas que o interesse no mundo virtual é bem maior do que na pesada realidade.

O criador do OASIS morreu deixando sua fortuna para quem desvendasse um enigma e espalhou pistas neste universo virtual. Para encontrar o grande prêmio basta desvendar as pistas: referências da cultura pop dos anos 1980, período em que ele era criança. Seriados, bandas, quadrinhos, filmes, videogames e RPG… …resta aos milhares de gamers estudarem toda a cultura de seus avós e tentaram a solução deste enigma.

O ritmo do livro, as citações de toda a cultura pop e o mistério bem amarrado dão o tom, o que faz com que o leitor não sinta a hora passar enquanto lê. O protagonista Wade Watts (o narrador em primeira pessoa) é um nerd pobre e excluído que penetra fundo na cultura dos anos 1980 para vencer. E quanto mais Wade passa fases neste jogo, mais perigoso ele fica, com vilões atacando também no mundo real, dispostos a matar para colocar as mãos nas informações que ele desvendou.

Wade Watts é um nerd gordo, espinhento e esquisitão, que o autor transforma em um legítimo herói carismático. Ele deve conquistar um lugar na galeria dos grandes heróis modernos ao lado de personagens marcantes como Harry Potter, Katniss Everdeen e Percy Jackson.

Ernest Cline criou uma fórmula certeira, misturando Atari com realidade virtual, John Hughes com irmãos Wachowski. O livro tem o dom de hipnotizar “jovens” trintões e agradar os jovens adolescentes do século 21, todos torcendo por Wade e loucos para “zerar” o livro.

Jogador Nº1 de Ernest Cline (Editora Leya) tem 464 páginas, formato brochura e preço estimado de R$ 26,90. Vale o investimento.

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