Revista O Grito!

Papo de Quadrinho — O Grito! Blogs – Quadrinhos

“Metal Philosofer” explora relação de um garoto com o heavy metal

Com lançamento na CCXP 2019 (5 a 8 de dezembro, no São Paulo Expo), Metal Philosopher, de Guilherme Grandizolli (roteiro e desenhos) reúne quatro contos que exploram contextos cotidianos de um garoto que descobre o heavy metal e como a relação coma música modificou e afetou suas percepções da própria existência e do mundo.

Com impressões autobiográficas, o intuito do autor é demonstrar ao leitor uma outra face, mais humana, introspectiva e sensível, de um assunto geralmente associado a elementos negativos.

Depois da CCXP, a HQ poderá ser adquirida por loja online, enviando um e-mail ao autor, ou através de DM no Instagram.

Metal Philosofer tem 48 páginas em preto e branco, formato 23x16cm e preço de R$ 25.

Nascido em São Paulo em 1990 e formado em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em 2012, Guilherme Grandizolli fez os cursos de Animação 2D e Toon Boom na escola artAcademia de São Paulo em 2010, seguidos de outros cursos de técnicas de ilustração e pintura tradicional. Realizou o curso de Character Design na ICS-Escola de Arte e 3D de 2017 a 2018. Atualmente trabalha como ilustrador e character design na MONO Animation enquanto desenvolve seus projetos pessoais.

Papo de Quadrinho viu: As Panteras (Charlie´s Angels)

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme da franquia As Panteras (Charlie´s Angels). Nossa resenha está livre de spoilers.

O novo filme As Panteras (Charlie´s Angels) de 2019 faz o reboot da franquia de forma competente e divertida sob a direção de Elizabeth Banks – que também atua na película. Apesar de reiniciar a franquia, a trama se passa no mesmo universo dos filmes anteriores (Charlie´s Angels de 2000 e Charlie´s Angels: Full Throttle de 2003) respectivamente, porém se mantém bem mais fiel ao espírito do seriado, que foi exibido nos Estados Unidos de 1976 a 1981. No Brasil, o seriado chegou com um delay peculiar da época e passou nos canais de TV abertos nos anos 1980 influenciando a cultura pop da época.

Em tempos de nostalgia em relação a produtos midiáticos que atingem status de cult, era de se imaginar que a franquia de As Panteras fossem retornar ao circuito dos cinemas ou dos seriados. Se os filmes dos anos 00 fizeram uma geração rever as detetives da agência de Charlie na condição de protagonistas, essa continuação de 2019, avança as discussões em termos do papel das mulheres em posições de poder, questionamento que nunca foi feito pelo seriado nem pelos filmes anteriores.

Esse é um dos grandes acertos da direção de Elizabeth Banks e do roteiro, além do brilho de Kristen Stewart (Sabina) que mostra toda sua veia de comediante além de “tirar onda” de sua suposta rebeldia e menções a sua sexualidade – há um certo acento queer na personagem que pode ser desenvolvido de forma mais aprofundada caso haja um próximo filme. Kristen de certa forma domina o filme dando um belo “tapa na cara” dos críticos e da audiência que tende a associá-la com a franquia Crepúsculo mesmo depois de tanto tempo e de ter filmes “alternativos” no currículo.  Além de Kristen, Naomi Scott no papel da cientista atrapalhada Elena Houghlin e Ella Balinska como Jane completam o trio, ancoradas pelos Bosleys – Patrick Stewart, nosso eterno capitão Picard de Star Trek – e Elizabeth Banks – a diretora do filme. O trio funciona bem, embora o relacionamento de amizade entre elas pudesse ter se desenvolvido de forma menos rápida e os plot twists em relação aos vilões apresentem motivações bastante fracas. No entanto, nada que faça o filme perder a animação ao estilo clássico da “Sessão da Tarde”.

As Panteras (2019) é um filme bastante divertido que explora melhor que os anteriores a parceria entre as detetives e suas transformações no caminho de pensar que o trabalho entre mulheres precisa ser coletivo, nesse sentido trazendo referências mais explícitas a questões feministas como o assédio masculino em diversos ambientes, o roubo do trabalho intelectual das mulheres e apagamento das mesmas por figuras de poder masculinas. Apesar disso é um filme leve e que acerta no tom da questão dos figurinos e disfarces – um dos destaques no seriado dos anos 1970 – e logicamente traz elementos nostálgicos como referências aos filmes anteriores e algumas surpresas que remetem à série original. Atenção às cenas pós-créditos.

Um último destaque é a trilha sonora feita para as pistas de dança e traz apenas cantoras pop como Miley Cyrus e Lana del Rey, com ênfase para Ariana Grande, um clássico de Donna Summer e até mesmo a brasileira Anitta, uma vez que o Rio de Janeiro juntamente com Istambul e Hamburgo fazem parte das paisagens por onde as detetives se empenham em resolver a questão do roubo de uma tecnologia que coloca muitas vidas em risco. Por todos esses elementos, As Panteras (2019) é um filme recomendado pela diversão e por pautar temas atuais de forma descontraída – ainda que alguns questionamentos em torno de padrões precisem ser mais explícitos evitando o queer baiting por exemplo.

Fim de semana: Quixote Bar recebe Clássicos da Literatura em Quadrinhos

Autógrafos, bate papo, desenhos “ao vivo” são algumas das atrações

No sábado, 16 de novembro, das 18h às 22h, o Quixote Bar & Gastronomia (R. Inhambu, 229) receberá o evento “Literatura em Quadrinhos” que reunirá quatro autores para bate papo com o público, além de autógrafos e desenhos “ao vivo” para quem quiser levar uma arte.

Serão seis obras de diferentes editoras:  A mão e a luva, O Cortiço, Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Senhora e Noite na Taverna adaptadas para a arte seqüencial produzidas pelos artistas: Alex Mir (conceituado autor das temáticas Orixás e questões sociais), Caio Majado (trabalha para o mercado de super-heróis da Marvel e DC), Franco de Rosa (roteirista, cartunista, editor e desenhista do Zorro) e Michelle Rezende, que faz parte da nova geração de artistas das cores e ilustração.

Adaptar textos e cenas na linguagem dinâmica da arte sequencial, complementados com balões trazendo falas precisas, são alguns dos desafios para quem pretende ingressar no mercado de histórias em quadrinhos.

Os frequentadores poderão apreciar o chopp artesanal com promoção open bar, das 19h às 22h, por R$ 49,90 e ainda apreciar um cardápio variado de petiscos que agora ganharam opções vegetarianas.

O “Quixote Bar & Gastronomia” abre espaço para leituras de peças de teatro, eventos, festa de aniversários de humanos e de pets. “Queremos aproveitar o espaço e a proximidade com a área verde do Parque e receber todas as formas de arte: músicas, lançamentos de livros, exposições”, comenta Ana Gimenes, proprietária.

Serviço:

Autógrafos e Bate papo “Literatura em Quadrinhos” com Alex Mir, Caio Majado, Franco de Rosa e Michelle Rezende

Data: 16 de novembro, sábado

Horário: das 18h às 22h

Local: Quixote Bar & Gastronomia

End: Rua Inhambú,229 – Moema, São Paulo – SP – 04520-010

Site: https://www.quixotebar.com.br/

Nova aventura do Agente Sommos, de Flávio Luiz, está em pré-venda

A primeira edição do agente mais canastrão do Brasil, Agente Sommos e o Beliscão Atômico, de Flávio Luiz (O Cabra, Aú O Capoeirista), conquistou o prêmio HQ Mix de 2018 na categoria Publicação de humor.

Agora a aguardada continuação da aventura, Hora, hora, hora, Sommos! está em pré-venda com previsão de entrega ainda na segunda quinzena deste mês.

Quem preferir, pode pegar seu exemplar autografado diretamente com o autor no Artist Alley da CCXP 2019 (mesa E03), de 5 a 8 de dezembro.

Em sua nova aventura, o Agente Sommos tem que impedir que uma série de atentados pelo Brasil continue acontecendo. Figuras do seu passado reaparecem. Quem estará por trás dessas criminosas explosões?

A MENOS e a MERMO, agências secretas da história, apresentam seus novos agentes. Em duas páginas de quadrinhos, mais de 200 “agentes secretos”, leitores que adquiriram suas revistas e carteirinhas personalizadas, são retratados criando assim uma inédita ação de real/virtual, na qual as pessoas passam a ser parte integrante da história.

Hora, hora, hora, Sommos! continua sua saga nonsense, reforçando que em tempos tão tristes precisamos rir para sobreviver. O prefácio da nova edição é de Raphael Fernandes, ex-editor da revista MAD e editor da Draco.

Sobre o autor:

Flávio Luiz é autor de Aú, o Capoeirista, O Cabra, Jayne Mastodonte e Rota 66. Venceu duas vezes o Salão internacional de Humor de Piracicaba e quatro vezes o HQ Mix, em diferentes categorias. Foi premiado em diversos salões de humor no Brasil e no exterior. Visite www.flavioluiz.net.

SERVIÇO:

Título: Hora, hora, hora, Sommos!

Autor: Flávio Luiz

Formato: 21×29 cm

44 páginas

Valor de capa: R$ 35,00

Compra: www.flavioluiz.net/shop

Encontro de Colecionadores de Funko Pop! acontece no dia 23 de novembro

Em antecipação à Black Friday, vendedores promovem o “Black Fest”, com descontos especiais em itens colecionáveis

O Pop! Fest realiza sua 6ª edição no dia 23 de novembro, no Centro Comercial Jabaquara, em São Paulo. Tradicional encontro entre vendedores e colecionadores de bonecos Funko Pop!, os mais de 40 expositores oferecem também outros tipos de colecionáveis, como figuras de ação, vitrines e cenários, estátuas e miniaturas, e até serviço de reparação.

Em antecipação à Black Friday, realizada na semana seguinte (29), alguns vendedores vão promover o “Black Fest” e praticar descontos especiais em itens colecionáveis. As mesas participantes estarão identificadas com o selo da campanha para facilitar a procura dos visitantes.

A entrada é gratuita, e há ainda uma área para trocas entre colecionadores e sorteios de itens oferecidos pelos expositores. Mais informações pelo e-mail popfest.eventos@gmail.com.

SERVIÇO

Pop! Fest – 6º Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins

Data: 23 de novembro

Horário: das 10h às 16h

Local: Centro Comercial Jabaquara (Rua dos Buritis, 54/90 – Jabaquara – São Paulo) – a 500 metros da estação Jabaquara do Metrô

Estacionamento no local (pago)

Entrada gratuita, censura livre

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

Papo de quadrinho viu: Midsommar – O Mal não espera a noite

A convite da produtora Espaço Z, nossa colaboradora Adri Amaral conferiu o novo filme de terror do diretor Ari Aster. Hoje, trazemos na resenha alguns spoilers leves para o melhor entendimento do filme.

Um dos principais clichês da crítica musical é a chamada “síndrome do segundo álbum”, que normalmente acomete artistas e bandas cujo primeiro trabalho ganhou muita expressão ou visibilidade e em torno dos quais são criadas expectativas da reprise em uma próxima obra. Bastante esperado pela crítica e público, Midsommar – que no Brasil ganhou o curioso subtítulo de O Mal não espera a noite – é a segunda incursão do diretor e roteirista Ari Aster no gênero horror após sua aclamada estreia com o longa Hereditário (2018).  Nesse sentido, o hype criado pela crítica e público em torno da segunda obra do diretor faz com que o filme já ganhe na largada uma intensa visibilidade no circuito dos apreciadores do gênero.

Novamente o cineasta nos coloca dentro de uma história incômoda e perturbadora, porém deslocando os cenários e paisagens dos Estados Unidos no inverno – que aparecem pouco e apenas na parte inicial do filme – para uma ensolarada Suécia no verão. A vila no interior da Suécia com suas paisagens e arquitetura é um dos principais personagens do filme, atuando como condutora da narrativa a partir das festividades do solstício de verão.

A trama central é mostrada a partir do casal Christian e Dani, embora Dani seja o fio condutor por onde observamos a maior parte dos acontecimentos – e seu grupo de amigos sobre quem sabemos muito pouco, mas cujas personalidades só serão delineadas em sua estadia na vila sueca.

A trajetória de Dani em uma luta quase claustrofóbica devido à perda dos pais e da irmã de forma brutal logo no início do filme a conduz a uma tentativa desesperada por contato humano e intimidade com o namorado Christian (Jack Reynor) que a trata com um distanciamento e frieza que aumenta à medida em que o filme avança e as bizarrices da pequena “comuna” sueca começam a ficar mais intensas.

Ari Aster comentou em alguns vídeos e entrevistas de divulgação que Midsommar é um filme sobre separações e sobre família. A conexão entre seitas e família vem de longa data, entretanto aqui nos é contada através de movimentos de câmera, das expressões faciais drogadas dos personagens sob uso intenso de psicotrópicos e dos diálogos expressos através de Pelle (Vilhelm Blomgren), o personagem sueco que convidou os colegas norte-americanos para a visita a sua terra Natal.

O sofrimento de Dani (Florence Pugh) com uma falta de pertencimento e uma ligação complicada com sua família perdida constituem os elementos que precisam ser expurgados coletivamente e que a levam para um renascimento em meio às festividades.

E é nessa tentativa de pertencimento que a estranheza da vila comunal “onde todos cuidam coletivamente das crianças” e “são irmãos e irmãs” que a trama de quase 2h30 minutos ganha fôlego e cria situações surreais e outras cujo reação do espectador é o riso, um riso nervoso de quem sabe que a perversidade se encontra em meio a suposta beleza e à estética floral de tons de branco, azul claro e rosa fazendo com que sejam destacados os elementos de folkhorror.

É o excesso de luz e de sol – a entidade adorada e louvada pelos moradores da comunidade – não a tradicional escuridão dos filmes de terror que nos causam o pavor e a sensação de desconforto, um anuncio que algo ruim está sempre prestes a acontecer.

Ter tanta gente vestida de branco e agindo coletivamente como uma espécie de colmeia orquestrada de pessoas, uma seita agindo com propósitos que não estão claros, causam um incômodo constante ao longo do filme. É o inverso do convencional, do soturno, das roupas escuras; mas o medo, o bizarro, e o incômodo é constante.

O solstício de verão, objeto de pesquisa de um dos colegas antropólogos que se aventurou com o casal é a outra grande presença da narrativa, ampliando gradativamente o embate entre os forasteiros e os locais.

A utilização da trilha sonora e da sonoridade é um bom destaque do filme que nos ajuda junto com a falta de noção de passagem de tempo devido a luminosidade constante também ajuda na perturbação trazida pelo filme.

A construção de mundo e a utilização dos elementos simbólicos (quadros, pinturas, padrões de tecidos com desenhos, elementos pictóricos, entre outros) nos deixam antever a história desde o início do filme e conduzem os espectadores pela jornada da protagonista em busca de sua identidade e de um pertencimento coletivo oferecido pela vila e que ela não encontrava nem no namorado nem nos colegas.

Dani procura seu reencontro consigo mesma em meio ao caos e o grotesco. Vivendo em uma sociedade como a norte-americana que cada vez mais tenta apagar as marcas do luto e do sofrimento, Dani se finalmente expõe sua dor e seu lado sombrio, encontrando na vila sua forma de expressá-las. É um filme de terror não convencional que vale conferir. Atenção para as duas horas e meia de duração, que arrastam um pouco o filme.

PerifaCon vira podcast semanal a partir de setembro

O primeiro episódio revelará a data e local para a 2ª edição do evento. Em uma parceria firmada com a Toriba Comunicação, a iniciativa PerifaCon estreia na podosfera nacional para tratar de temas ligados à cultura pop, nerd & geek. O primeiro episódio estreia no dia 13 de setembro (sexta-feira) às 18h em todas as plataformas digitais para ser ouvir conteúdo em áudio, como Spotify, Deezer, Soundcloud e Apple Podcast.

Com o tema “PerifaCon – 1ª edição”, os criadores e produtores da primeira edição contam sobre o processo de criação, planejamento, dificuldades e superações durante a produção da primeira comic con das favelas. Os episódios futuros trarão semanalmente temas que abrangem o mundo nerd, geek & pop, sob uma perspectiva periférica. Os formatos serão variados entre bate-papo, mesa redonda, debate, informativo, educativo e talk show (entrevista) toda sexta-feira.

Ainda no primeiro episódio, os criadores e produtores do PerifaCon formado atualmente por Luíze Tavares, Igor Nogueira, Andreza Delgado e Gabrielly Oliveira, revelam aos ouvintes a data e local já confirmados para a 2ª edição da primeira comic con das favelas. Através de iniciativas pontuais – que são contadas em detalhes no primeiro episódio – a iniciativa PerifaCon tem contribuído para o mercado da cultura pop, nerd & geek através de parcerias com empresas de entretenimento, editoras etc.

A busca por patrocínios para o evento e arrecadação coletiva para manter a equipe trabalhando no projeto continua através do link https://benfeitoria.com/vaiperifacon.

Serviço
Estreia do “PerifaCon, o podcast
Data: 13 de setembro às 18h
Local: Todas as plataformas digitais, como Spotify, Deezer e Apple Podcast

Contato para a imprensa
Luíze Tavares – RP, Criadora & Produtora da PerifaCon
(11) 96220-6107 | E-mail: equipeperifacon@gmail.com

Sobre a PerifaCon
A PerifaCon é uma iniciativa de amantes de quadrinhos, livros, desenhos e cultura pop em geral, que cresceram nas periferias de São Paulo. O evento tem como objetivo levar para a periferia esse universo que historicamente é negligenciado nessa temática além de fomentar o consumo da cultura pop, nerd & geek contribuindo para a quebra de barreiras culturais promovendo o acesso de marcas e produtores à periferia e vice-versa.

Encontro de Colecionadores de Funko Pop acontece no dia 24, em São Paulo

Mais novo evento em São Paulo para venda e troca de colecionáveis, o Pop! Fest chega à 5ª edição no dia 24 de agosto, no Centro Comercial Jabaquara.

Com foco em bonecos Pop, da Funko, o encontro vem se ampliando a cada edição para oferecer outros tipos de colecionáveis. São mais de 40 expositores de Pops, figuras de ação, camisetas, canecas, cenários, estátuas, expositores, miniaturas, modelos customizados e até serviço de reparação feito na hora.

A entrada é gratuita, há uma área para trocas entre colecionadores e ainda rolam sorteios de itens oferecidos pelos expositores. Os Pops e outros colecionáveis são oferecidos a preços bem abaixo dos praticados pelas lojas especializadas e é possível encontrar alguns itens bem raros.

Nos últimos anos, vem crescendo a procura dos colecionadores pelos Pops em função de seu formato diferenciado, a enorme variedade de personagens licenciados de filmes, séries, quadrinhos e bandas de música, e o preço acessível em comparação com outros colecionáveis: um Pop regular custa cerca de US$ 10 dólares nos Estados Unidos e pode ser encontrado no evento numa média de R$ 65, fora as promoções.

SERVIÇO

Pop! Fest – 5º Encontro de Colecionadores Funko Pop e Afins

Data: 24 de agosto

Horário: das 10h às 16h

Local: Centro Comercial Jabaquara (Rua dos Buritis, 54/90 – Jabaquara – São Paulo) – a 500 metros da estação Jabaquara do Metrô

Estacionamento no local (pago)

Entrada gratuita, censura livre

Mais informações: popfest.eventos@gmail.com

Papo de Quadrinho leu: O Guardião Centauro

O Papo de Quadrinho nunca ficou preso apenas em resenhas de gibis e mangás. Depois de focar esforços em filmes e séries nós voltamos com força total a publicar resenhas de livros neste espaço. A ideia é poder falar com mais abrangência e propriedade de algumas obras que chamaram nossa atenção, um trabalho que é impossível em redes mais visuais ou objetivas como nosso twitter e nosso instagram. Também é um trabalho que demanda tempo e análise, por isso a dificuldade em resenhar livros com grande rapidez.

Nosso intuito é ampliar o espaço de divulgação de produtos da cultura pop como um serviço de indicação e diversão para nossos leitores. Como é habitual neste espaço, não vamos nos deter em produtos que achamos abaixo da crítica, apenas para dizer que é ruim, polemizar e atrair visualizações através de haterismo. Pedimos desculpas, mas a vida é curta para perder tempo se detendo em coisas que não gostamos e não recomendamos. E de todo modo, já tem muito canal na internet especializado em polemizar.

Esperamos que nossos leitores curtam, divulguem e claro, o mais importante, leiam nossas resenhas escritas.

A literatura infanto-juvenil nacional já produziu bons livros que influenciaram e marcaram a vida de muitos jovens leitores. Embora ainda tenhamos de modo geral um conservadorismo no modelo de ensino de literatura – que infelizmente cria mais ex-leitores do que leitores – existe um movimento de educadores que trabalha com uma perspectiva mais adequada, pensando na leitura como uma oportunidade de divertir e estimular os jovens, com histórias ágeis, divertidas, conectadas com a realidade atual e com tramas que se passam em nosso país. Aqui se encaixa O Centauro Guardião (Panda Books) do escritor gaúcho Christian  David, com uma história de aventura e fantasia, leve, mas sem subestimar a inteligência dos jovens.

O palco destes acontecimentos extraordinários é a cidade do escritor, Porto Alegre, e a trama leva os personagens por diferentes cartões postais da cidade, relacionando-as à busca por artefatos mágicos, capazes de mudar o rumo da humanidade.

A história é divertida, narrada de forma clara e bem escrita. Trata dos acontecimentos fantásticos que mudarão a vida dos irmãos Clarice e Gustavo, dois jovens do interior que vão para Porto Alegre para terminarem o ensino médio e são envolvidos em uma disputa entre duas antigas ordens secretas por artefatos mágicos de poder descomunal e incerto. Um grupo ancestral, Os Centauros, planeja neutralizar o poder destes artefatos assim que os encontrar; mas o grupo rival, Os Minotauros, quer tomar posse dos artefatos com intuito de usá-los para seus próprios propósitos. O problema é que além da procura pelos artefatos perdidos, não está claro os interesses reais de alguns dos envolvidos. Os irmãos se unem aos Centauros, mas aos poucos, precisarão aprender sobre os artefatos e sobre si mesmos para serem capazes de salvar a humanidade.

A forma como os personagens são apresentados, cada um com suas motivações e temperamentos, vão trazendo sutilmente algumas questões sobre a responsabilidade da vida adulta nesta passagem da adolescência, com medos e descobertas. Tudo como pano de fundo, de modo leve e sem pesar a mão. A apresentação de algumas lendas da cidade, incorporadas na história, são outro acerto da trama, porque é feita de forma orgânica.

O desfecho é muito comedido. Talvez um final grandioso – dado os poderes envolvidos – ficasse mais interessante.

A edição da Panda Books está bonita, com capa e ilustrações internas do artista Leblu. Chama a atenção na capa o selo “Minha Biblioteca 2018” do programa de livros que a prefeitura de São Paulo criou para distribuir livros entre as escolas municipais de São Paulo. O Centauro Guardião é um dos 70 títulos contemplados, um livro de qualidade que terá a  chance de circular nas mãos de alunos que correspondem à faixa etária leitora.

Papo de Quadrinho viu Homem-Aranha: Longe de Casa

A convite da produtora Espaço Z, nosso editor conferiu o novo filme do Homem-Aranha. Em respeito aos nossos leitores, trazemos uma resenha sem spoilers.

Estreia nesta quinta-feira (4/07) o esperado Homem-Aranha: Longe de Casa, com uma missão digna do maior herói da Marvel: manter o interesse do público após o hype dos Vingadores: Ultimato.

O trabalho do diretor Jon Watts foi duplo: contar uma boa história para um publico fã do Cabeça de Teia e conseguir encaixá-la nos eventos que ocorreram após o último filme e, ainda, encerrar a chamada Fase 3 do Universo Cinematográfico da Marvel.

Uma missão que ele conclui com louvor, graças a uma trama bem integrada aos eventos do MCU e, ao mesmo tempo, empolgante e divertida.

Tudo começa após os eventos que marcaram o retorno à vida de metade da população mundial morta por Thanos em Vingadores: Guerra Infinita e trazida de volta pelo Hulk em Ultimato. O jovem Peter Parker (Tom Holland) segue com sua turma do colégio para uma viagem de duas semanas pela Europa e é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson).

O ex-chefão da S.H.I.E.L.D. convoca o Homem-Aranha para uma missão urgente: enfrentar criaturas que surgem em cidades-símbolo do Velho Mundo. Para isso, ele vai contar com o auxílio do herói enigmático chamado por sua turma de Mysterio (Jake Gyllenhaal).

Mas como ele vai salvar a Europa desta ameaça e ao mesmo tempo manter sua identidade secreta preservada? E o mais importante: como pretende salvar o mundo se tudo o que ele quer no momento é largar suas obrigações super-heroicas para curtir merecidas férias e se aproximar da crush MJ (Zendaya)?

Esse é o principal acerto do filme: uma fórmula equilibrada que mistura uma boa aventura divertida, com a atuação carismática do trio de atores principais, Tom Holland, Jake Gyllenhaal e Zendaya, sem perder a mão nos detalhes da história.

Homem-Aranha: longe de casa, funciona porque entrega uma diversão completa, começando com a pergunta que todos querem saber sobre o retorno das pessoas salvas pelos Vingadores, passando por uma reviravolta já manjada – uma vez que Mistério é um dos vilões mais famosos do panteão vilanesco do Homem-Aranha.

Ainda assim, muitos conceitos interessantes são retratados, como a ideia de um multiverso que abre possibilidades para o futuro (lembrando que os direitos do Homem-Aranha nos cinemas é de propriedade da Sony, assim como o Venon), porém sem dar grandes pistas de qual será o andamento dos próximos filmes ainda conectados ao universo dos Vingadores.

Por hora, os fãs do Aranha, tanto dos filmes como dos quadrinhos, podem se regojizar com o herói carismático que todos gostamos: um adolescente atrapalhado, nerd, apaixonado pega garota bacana da escola e bem intencionado, que precisa entender seu papel heroico no mundo pós-Vingadores e lidar com o luto pela morte de seu mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.).

Impressionam também os efeitos especiais do filme, principalmente por tratar de elementos como água e fogo em grandes centros urbanos, apresentados em situações que se passam durante o dia. A ação do filme é pura história em quadrinhos, com um enquadramento que as vezes coloca a audiência diretamente na pele do herói e no centro da ação, algo extremamente bacana de ver em uma tela grande.

Homem-Aranha: longe de casa é o tipo de filme que a gente sai comentando, surpreso com os desdobramentos finais e feliz ao mesmo tempo. Um bom retorno do MCU depois de tantas emoções recentes que, embora não possam ser superadas tão facilmente, mostram que ainda há espaço para bons filmes de super-heróis.

Em tempo: fique na sala até o último instante para curtir as surpresas do final do filme e da cena pós-crédito.

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